Jim Goldberg é o vencedor do Deutsche Börse Photography Prize. O fotógrafo americano (que faz parte da cooperativa Magnum) foi reconhecido pelo conjunto de trabalhos Open See, que retrata a luta pela sobrevivência dos refugiados e deslocados que procuram outro rumo para as suas vidas noutras geografias, sobretudo na Europa. As imagens de Goldberg que dão forma a este projecto foram captadas em locais muito dispersos, nomeadamente Iraque, Bangladesh, China e Congo.
Jim Goldberg emprega técnicas, suportes e formatos muito variáveis para apresentar o seu trabalho de narrativa fotográfica. A experimentação com polaróides, texto, vídeo, imagens vernaculares e suportes efémeros é uma das suas marcas de referência.
O júri destacou o carácter "inovador e criativo na fotografia documental" de Golberg.
O prémio está dotado de um valor de quase 34 mil euros e foi criado para reconhecer o trabalho de um fotógrafo e o seu contributo para a fotografia contemporânea na Europa nos 12 últimos meses. Jim Goldberg foi escolhido entre um grupo de quatro finalistas que incluia o alemão Thomas Demand, o norte-americano Roe Ethridge e o israelita Elad Lassry. Os trabalhos dos finalistas podem ser vistos na galeria Ambika P3, da Universidade de Westminster, Londres.
A Foam #26 está Happy. A edição primaveril da revista holandesa reúne portfólios que tocam o humor, que tentam puxar-nos um sorriso ou tornar-nos menos sisudos. Oito trabalhos de pleno lust for life: ~Yeondoo Jung ~Thomas Mailaender ~Henze Boekhout ~Olivia Bee ~Ruth van Beek ~Eva-Fiore Kovacovsky ~Jamie Warren ~Inge Morath
Nelson d`Aires é o grande vencedor do prémio de fotojornalismo Estação Imagem Mora 2011. O portfólio vencedor, "Leandro", aborda as buscas no rio Tua e a família do menino de 12 anos vítima de "bullying" que morreu afogado naquele rio.
Manuela Marques, portuguesa radicada em Paris, é a vencedora do BesPhoto 2011, o maior prémio de fotografia atribuído em Portugal (40 mil euros).
O júri que escolheu o trabalho de Manuela Marques (Tondela, 1959) foi composto por Agustin Pérez Rubio, director do Museu de Arte Contemporânea de Castilla y León, pelo curador Jean Hubert Martin e por Awam Ampka, director de Estudos Africanos da Universidade de Nova Iorque.
A artista expõe regularmente em França desde há 20 anos. No ano passado realizou uma grande exposição individual (Cour intérieure) no Festival Photo Levallois. Em 2006, foi alvo de retrospectiva (Manuela Marques: 1997-2006) no Centre Photographique d’Ile de France, Pontault-Combault.
Em 1993, a galeria do Porto ImagoLucis (dedicada à fotografia) expôs pela primeira vez imagens suas em Portugal. Quase dez anos depois, em 2002, foi a vez dos Encontros da Imagem de Braga mostraram o seu trabalho. O júri de selecção justificou a sua escolha para o grupo de finalistas com "a sua poética da intimidade" expressa, por exemplo, na exposição In Situ realizada na Galeria Caroline Pagès, em Lisboa.
A exposição com trabalhos dos finalistas da edição deste ano (o português Carlos Lobo, o brasileiro Mauro Restliffe, o angolano Kiluanji Kia Henda e o moçambicano Mário Macilau) podem ser vistos no Museu Colecção Berardo até Junho.
Manuela Marques sucede a Filipa César, Edgar Martins (2008), Miguel Soares (2007), Daniel Blaufuks (2006), José Luís Neto (2005) e Helena Almeida (2004).
Francis Hodgson, crítico de fotografia do Financial Times e antigo responsável pela secção de fotografia da leiloeira Sotheby's, foi ver a exposição dos quatro finalistas deste ano do Deutsche Börse Photography Prize. Parece que veio de lá com um sentimento agridoce. Aqui
A Photographers' Gallery de Londres organizou, como é habitual, a exposição DBPP com os trabalhos de Thomas Demand, Roe Ethridge, Jim Goldberg e Elad Lassry. Os vídeos com a montagem das exposições e entrevistas aos finalistas estão aqui
A próxima temporada de exposições da Foam-Fotografiemuseum Amesterdam revela o novo trabalho de Anton Corbijn que retrata alguns dos mais reputados nomes da arte contemporânea durante o parto criativo e a dor que ele provoca.
Há dois anos, o MNAC- Museu do Chiado recebeu um importante legado - o espólio fotográfico de Adelino Lyon de Castro, um dos mais activos fotógrafos salonistas dos anos 40 e 50, período de actividade fotográfica que tem merecido particular atenção nos últimos tempos. Este prazer da descoberta de imagens "nossas" tem-nos sido proporcionado graças ao interesse e dedicação da investigadora e comissária do MNAC- Museu do Chiado Emília Tavares que agora nos dá a ver O Fardo das Imagens (1945-1953), exposição que revela um conjunto inédito de 70 fotografias que se posicionam fora da retrato oficial do Estado Novo. Adelino Lyon de Castro fundou com o seu irmão, Francisco Lyon de Castro, as edições Europa-América. Foi editor do Jornal Ler e iniciou a sua actividade como fotógrafo no início dos anos 40. Participou em dezenas de salões de fotografia em Portugal e no estrangeiro.
Eis o texto de apresentação da mostra:
Adelino Lyon de Castro O Fardo das Imagens (1945-1953)
"Em 2009, O Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado recebeu a generosa e importante doação, por parte de Tito Lyon de Castro, do espólio fotográfico de Adelino Lyon de Castro. Muito embora tenha sido uma figura de destaque do meio editorial e das letras, tendo fundado com o seu irmão, Francisco Lyon de Castro, as Publicações Europa-América (1945), a sua actividade como fotógrafo é praticamente desconhecida. Foi, sobretudo, um fotógrafo amador, muito embora tenha realizado algumas reportagens, sem dúvida, a mais relevante sobre os Jogos Olímpicos de Helsínquia em 1952. Apesar da sua breve actividade fotográfica, que podemos estabelecer entre meados da década de 1940 e 1953, ano da sua morte, Lyon de Castro produziu um conjunto de imagens cuja temática se apresenta coesa e consistente com as suas ideias políticas de oposição ao Estado Novo, assim como ao ideário de um socialismo humanista.
O MNAC- Museu do Chiado apresenta, assim, um conjunto inédito de 70 imagens que nos dão a conhecer a face não oficial, e reprimida, da sociedade portuguesa durante o Estado Novo. Nas imagens de Adelino Lyon de Castro é privilegiado o olhar sobre as mais duras condições de vida dos trabalhadores ou dos excluídos da sociedade, sob a inspiração do ideário do 'romantismo revolucionário'(Henri Lefebvre) tão influente para alguns neo-realistas, O fotógrafo legou-nos um extraordinário e inesperado diário visual do labor, da pobreza e da exclusão enquanto estados de degradação social, e do papel que a fotografia pode ter enquanto meio de denúncia e ensinamento sobre a realidade. Oportunidade também para reflectir sobre os contornos sempre híbridos e insuficientes de representação da realidade através, da leitura e apresentação comparada com as imagens de Lyon de Castro, dos retratos de mendigos do século XIX de Carlos Relvas, dos inventários visuais populares do Estado Novo, de imagens da imprensa panfletária da época e ainda de algumas obras de pintura modernista da colecção MNAC-Museu do Chiado."
O New York Photo Festival acontece entre 11 e 15 Maio. Existem, no entanto, várias iniciativas já a mexer. Os vencedores presentes na exposição Provocation já foram anunciados:Gabriele Galimberti & Pietro Chelli, Klaus Pichler e Kelvyn Peralta. Este vídeo mostra o essencial da mostra.
* OArte Photographica inspira-se na ousadia empreendedora da revista A Arte Photographica (1884-1885), exemplo pioneiro da paixão pelos assuntos estéticos e técnicos da fotografia no Portugal de Oitocentos