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04 julho, 2010

=ColecçãoàVista= 57

Júlia Margaret Cameron (1815-1879), Alethea (Study of Alice Liddell), 1872
Colecção Nacional de Fotografia © Centro Português de Fotografia




Julia Margaret Cameron

Nasceu em Calcutá, viveu na Índia e foi para Inglaterra. A sua casa estava constantemente repleta de artistas e cientistas da época vitoriana. Foi “apresentada à fotografia” aos 48 anos através de uma câmara que recebeu de presente e a partir desse momento dedicou-se, principalmente, ao retrato. Os seus modelos preferidos eram a família, amigos e empregados.
Produziu fortes inovações visuais: grandes aproximações, desfocagens resultantes de lentes mal corrigidas e, sobretudo, um método de impressão no qual era colocado um vidro entre o negativo de colódio e o papel emulsionado. Deste modo, obtinham-se retratos que adquiriam uma aura pelo efeito de flou e espelham, sem sombra de dúvida, a tendência da corrente pictórica romântica do momento, a assim dita pré-rafaelista.
(texto:CPF)

17 junho, 2010

=ColecçãoàVista= 56

Ewald Rüffer, Régua, ca.1984
Fundo Ewald Rüffer © Centro Português de Fotografia

Férias em Portugal

Desconhece-se o que levou Ewald Rüffer a fazer tantas viagens a Portugal. Talvez parte da explicação resida no facto de ter sido membro da Associação Luso-Hanseática, orientada para a promoção das relações existentes entre a cidade de Hamburgo e Portugal. Desconhece-se o que mais o fascina no país; desconhecem-se o curriculum e o percurso do autor. Mas conhecemos o poder das imagens, a importância que elas têm, os sítios, os costumes, as gentes, o quotidiano, a cultura, a tradição, as belas paisagens… E revemo-nos em cada uma delas. É notável o facto de as típicas e comuns imagens de férias terem tanto para nos contar sobre nós próprios e sobre o nosso país. Entre 1955 e 1995 fez inúmeras viagens a Portugal e elaborou um registo fotográfico dos diversos locais por onde passou, de norte a sul, incluindo as ilhas.
(texto:CPF)

25 maio, 2010

=ColecçãoàVista= 55

Ed van der Elsken (1925–1990), Paris, França, 1951
Colecção Nacional de Fotografia © Centro Português de Fotografia


Vida em imagens
Ed van der Elsken, fotógrafo e realizador, é o enfant terrible da fotografia holandesa.
O tema principal do seu trabalho era a sua própria vida. Durante 40 anos exprime pela imagem fotográfica e cinematográfica, os encontros com as pessoas que com ele se cruzam.
Nascido em Amesterdão em 1925, trabalha de 1950 a 1954 em Paris, onde vive com Ata Kando. Regressa a Amesterdão onde permanece até 1971.
Entre as muitas viagens que realiza devido ao seu trabalho faz, entre 1959 e 1960, uma longa viagem ao mundo. É acompanhado por Gerda van der Veen, sua segunda mulher, de quem tem dois filhos. Faz reportagens a cores para a revista mensal Avenue durante as várias jornadas.
A partir de 1971 vive perto de Edam deslocando-se com frequência ao Japão e a Amesterdão. Tem outro filho com a terceira mulher, Anneke Hilhorst.
O seu primeiro livro - Love on the left bank - foi publicado em 1956 e tornou-o imediatamente conhecido.
Morre em 1990, dois anos depois de lhe ter sido diagnosticado um cancro.
(texto:CPF)

18 maio, 2010

=ColecçãoàVista=54

Berenice Abbott (1898-1991), 7th Ave. between 12th and 13th Street, New York City, 1936
Colecção Nacional de Fotografia © Centro Português de Fotografia



New york, New York

Abbott consagra a paixão pela fotografia em 1923, altura em que Man Ray procura alguém que nada saiba sobre fotografia e acaba por contratá-la como assistente de câmara escura. Impressionado com o seu trabalho, apresenta-a a Eugène Atget. A fotógrafa desenvolve grande admiração por Atget e consegue, pouco antes da sua morte, persuadi-lo a sentar-se para um retrato [1927]. É numa visita a Nova Iorque, quando procura ostensivamente uma editora para resgatar o esquecimento da obra de Atget, que Abbott vê na cidade o potencial fotográfico. Decide ficar para fotografar o urbanismo com a diligência e atenção ao detalhe que tanto admirou em Atget. O seu trabalho é hoje um testemunho histórico dos edifícios destruídos e bairros de Manhattan..
(texto:CPF)

07 abril, 2010

=ColecçãoàVista= 53

Wenceslau Cifka (1811-1883), Château de Sintra, Portugal, 1848
Colecção Nacional de Fotografia © Centro Português de Fotografia



Palácio da Pena

O Palácio Nacional da Pena foi construído em 1836 por ordem de D. Fernando de Saxe Coburgo-Gotha, marido da Rainha D. Maria II. Cognominado "rei-artista", desenvolveu uma paixão por Sintra que o levou a ordenar a reconstrução das ruínas do Convento da Pena de raiz. O fotógrafo Wenceslau Cifka fazia parte da comitiva do Rei D. Fernando II na sua visita a Portugal. A pedido do rei, e após a conclusão da construção, Cifka produz este registo, em 1848. Para isso, utilizou o primeiro processo fotográfico existente: o daguerreótipo. De uma extraordinária qualidade e nitidez, a daguerreotipia, que consistia numa imagem positiva e negativa, formada sobre uma fina camada de prata polida e aplicada sobre uma placa de cobre sensibilizada com vapor de iodo, foi considerada um milagre da ciência e fazia as delícias da burguesia.
(texto:CPF)

31 março, 2010

=ColecçãoàVista= 52


Francis Frith (1822 – 1898), The Penha Convent, Sintra, Portugal, s/d
Colecção Alcídia e Luís Viegas Belchior © Centro Português de Fotografia


Sintra

Francis Frith, fotógrafo e editor, foi comerciante de especiarias entre 1844 e 1855, actividade que abandona à medida que desenvolve o seu interesse pela fotografia, surgido na década de 40. Monta um estúdio em Liverpool em 1850 e, cinco anos mais tarde, começa a viajar e a dedica-se em exclusivo à fotografia. Começa por viajar até ao Egipto, em 1856, e percorre vastas áreas do Médio Oriente e da Ásia onde faz séries de grande formato de paisagens e monumentos. Utilizava o processo de colódio húmido, que obrigava a uma perícia extrema por parte do fotógrafo, com impressões em albumina. Em 1859 cria a editora F. Frith & Company em Reigate. Publica imagens estereoscópicas e álbuns de vários locais do mundo. Esta firma manteve-se em actividade até 1970. A sua passagem por Portugal deverá ter sido ocasional, em escala para outros destinos.
(texto:CPF)

22 março, 2010

=ColecçãoàVista= 51


Ruben Garcia (1903-1993), Mrs. Mole, s/d.
Fundo Ruben Garcia © Centro Português de Fotografia


Ruben Garcia


Nascido em Sintra em 1903, foi fotógrafo amador desde os vinte anos e engenheiro electrotécnico com formação em construção naval efectuada em Génova. Enquanto fotógrafo, trabalhou com recurso a uma Leica e uma Nikon. Produziu ainda cinema e revelou um profundo interesse pelas correntes artísticas que estetizavam o progresso técnico (abstraccionismo, futurismo, surrealismo e modernismo da Bauhaus). Marcado pela pesquisa de um novo enquadramento, orientado para o novo olhar fotográfico e a descoberta do objecto fotográfico, apresenta ensaios pessoais. Fá-lo com um olhar academista do salonismo nacional oferecendo, em simultâneo, a dominância da verticalidade e da obliquidade sobre a horizontalidade tradicional. É curioso observar como Ruben Garcia fotografa “Mrs. Mole” fazendo-nos evocar Bill Brandt.
(texto:CPF)

14 março, 2010

=ColecçãoàVista= 50


Bernd Becher, Hilla Becher, FrameWork House in Heisberg, Siegen, Alemanha, 1978
Colecção Nacional de Fotografia © Centro Português de Fotografia


Bernd e Hilla Becher
conheceram-se em Düsseldorf em 1957 e desde essa altura desenvolveram o seu trabalho em parceria. Para eles não é importante quem executa o trabalho final, tudo é definido previamente. Têm procedimentos bem definidos, fotografam sempre a preto-e-branco a perspectiva frontal, com muita profundidade de campo, céu nublado e luz opaca. Bernd começou por fotografar as tipologias da arquitectura da era pós industrial como ponto de partida para os seus desenhos. Com a intervenção de Hilla assiste-se a um aperfeiçoamento estético e de método. Viajaram pela Alemanha, França, Bélgica, Holanda, Luxemburgo e E.U.A. em busca de paisagens pós industriais. Este foi o projecto dos Becher, a constituição de um inventário, não só da Alemanha, mas do mundo.
(texto:CPF)

01 março, 2010

=ColecçãoàVista= 49

Cristina Garcia Rodero (1949), Peregrinación, Les Saintes Maries de la Mer, Francia, 1994
Colecção Nacional de Fotografia © Centro Português de Fotografia


Rituais

Durante mais de 20 anos Cristina Garcia Rodero envolveu-se no estudo artístico das tradições populares de Espanha. Desse estudo resultaram alguns dos seus mais célebres trabalhos enquanto fotojornalista. No entanto, acabaria por deixar a terra natal para viajar pelo mundo em busca de outras culturas e tradições específicas.
Professora de Fotografia convidada da Faculdade de Belas Artes da Univ. Complutense de Madrid, recebeu vários prémios, designadamente, o prestigiado prémio W. Eugene Smith [1989] e o Prémio Nacional de Fotografia de Espanha [1996].
Amplamente publicado e exibido, o valor documental e etnográfico do seu trabalho é notável. A qualidade estética das suas fotografias ultrapassa o simples registo visual e aprisiona o nosso olhar.
(texto:CPF)

26 fevereiro, 2010

=ColecçãoàVista= 48

Marques Abreu (1879-1958), Chegada de veraneantes. S/data
Colecção Nacional de Fotografia © Centro Português de Fotografia


Marques Abreu

Conhecido artista gráfico português, nascido em Tábua e que veio a falecer no Porto. Em 1892, era ajudante de farmácia no Porto. Logo a seguir passa para o ramo das artes gráficas. Em 1898, com Cunha Moraes, cria a Ilustração Moderna. De 1905 a 1912 publicou a colecção de monografias A Arte em Portugal. A produção editorial de Marques Abreu foi diversificada, sendo de assinalar mais de 28 títulos, de que se pode destacar o albúm de costumes Vida Rústica. Foi ainda professor de Gravura numa escola técnica no Porto. Em 1955 foi-lhe consagrada uma exposição na Escola Superior de Belas-Artes do Porto, que serviu como uma homenagem pública. Em 17 de Dezembro de 1928, o Governo conferiu-lhe o Grau de Oficial da Ordem Militar de Santiago da Espada.
(texto:CPF)

08 fevereiro, 2010

=ColecçãoàVista= 47

José Osório da Gama e Castro (1858-1923), Casa do Conselheiro Oliveira Baptista, Arcozelo, s/d
Colecção Nacional de Fotografia © Centro Português de Fotografia

Arcozelo

Nasceu na freguesia de Nespereira, concelho de Gouveia, em 1856 e com apenas 22 anos formou-se em Direito. Seguindo a tradição familiar de seu pai e seu avô cedo mostrou um carácter social interventivo, designadamente na fundação do Clube Camões, na conclusão das obras do Teatro Hermínio e na renovação das Escolas Primárias do concelho.
Da sua actividade como fotógrafo resultou um fundo que em 2003 foi doado pelo seu sobrinho-bisneto, Eduardo Osório Gonçalves, ao CPF. O fundo é na sua maioria constituído por paisagens e retratos individuais e de grupo que mostram o urbanismo, os lanifícios e os usos e costumes das beiras. São imagens cativantes que revelam a vivacidade cultural, qualidades humanas e o talento peculiar para a fotografia deste autor português.
(
texto:CPF)

01 fevereiro, 2010

=ColecçãoàVista= 46


Anónimo, Madeira, descida de carros do Monte, s/d
Colecção Nacional de Fotografia © Centro Português de Fotografia

Uma colecção exemplar

A colecção Alcídia e Luís Viegas Belchior foi integrada na Colecção Nacional de Fotografia após a sua compra a Francisco José de Brito Belchior, em 2006. Fazem parte deste conjunto documentos de extrema raridade que datam desde o séc. XIX ao séc. XX. Encontra-se igualmente representado o trabalho de reconhecidos fotógrafos estrangeiros que se fixaram em Portugal ou que por cá passaram em missões fotográficas. Constituída essencialmente por paisagens de Portugal, aspectos de carácter social e regional, monumentos, interiores, retratos individuais e de grupo, construções de pontes e caminhos-de-ferro, esta documentação é valiosíssima pelo seu testemunho. A ilha da Madeira está também fortemente representada com cerca de 80 documentos fotográficos.
(texto:CPF)

26 janeiro, 2010

=ColecçãoàVista= 45

Weegee, On the fire-escape, Nova Iorque, E.U.A., c. 1940
Colecção Nacional de Fotografia © Centro Português de Fotografia



Ruas de Nova Iorque

Fotografou a preto e branco o mundo em que vivia, com uma câmara Speed Graphic, noite após noite nas ruas, registou os criminosos e as vítimas, algum glamour e os extraordinariamente pobres, uma certa sociedade nova iorquina dos anos 30 e 40 do Século XX incongruente com o nosso imaginário. Era essa a sua função enquanto repórter, mas Weegee (1899-1968) era um perfeccionista, sabia o que procurava e não era apenas a última notícia, a mais sonante para os matutinos do dia seguinte, procurava uma imagem em concreto. Viu o seu trabalho publicado em jornais e revistas como o P.M., Life, Vogue, Holiday, Look ou Fortune. As suas imagens são tão fantásticas quanto cruas, mas é aí que reside o seu encanto.
(texto: CPF)

19 janeiro, 2010

=ColecçãoàVista= 44


Typo do Celles, in Africa Occidental, Album Phographico e Descriptivo, por C. Moraes, III parte, 1885-1888
Colecção Nacional de Fotografia©Centro Português de Fotografia

José Augusto Cunha Moraes

Fotógrafo de destaque quando se fala da antiga colónia angolana e do seu povo, desenvolveu trabalhos fotográficos de carácter antropológico e exploratório que constituem verdadeiras fontes de informação etno-geográficas do território. Características raciais, detalhes de vestuário, ornamentos e artefactos das diversas etnias, aspectos paisagísticos e a implantação dos colonos portugueses, são pormenores que não escapam à sua objectiva.
Em 1863 passa viver em Luanda onde o pai dirigia uma casa fotográfica. Com a perda precoce dos pais, acaba por voltar para Portugal, mais precisamente para o Porto, onde conclui os estudos. Já de volta a África, toma conta do negócio da família e fá-lo prosperar.
Regressa novamente ao Porto em 1897 e emprega-se na Casa Biel como sócio da secção de publicações.
(texto:CPF)

04 janeiro, 2010

=ColecçãoàVista= 43


James Forrester, Douro, s/d
Colecção Nacional de Fotografia © Centro Português de Fotografia


James Forrester (1809-1861)

Nascido na Escócia, fixa-se no Porto em 1831, onde tinha um tio comerciante. Respeitado no seio da comunidade inglesa, foi uma figura bastante interveniente na política social e cultural da cidade. Importante negociante de vinhos, pertenceu às principais instituições comerciais e industriais, revelando-se versado na região do Douro e no vinho do Porto. Formado em pintura, desenho e em gravação litográfica, executou plantas e cartas do Douro. Conhecem-se alguns papéis salgados resultantes da fotografia que efectuou entre 1854 e 1857. Em 1856 usa o colódio húmido. A sua contribuição para a produção de obras sobre a viticultura do Douro valeu-lhe o título de barão de Forrester, oferecido pela Coroa Portuguesa. Morreu afogado no rio numa visita à “Ferreirinha”. O corpo nunca viria a ser encontrado.
(texto:CPF)

21 dezembro, 2009

=ColecçãoàVista= 42

Clarence H. White, Alfred Stieglitz, Experiment 28, 1909
Colecção Nacional de Fotografia © Centro Português de Fotografia

Camera Work

Clarence H. White (1871-1925) foi um dos membros fundadores do movimento americano Photo-Secession, liderado por Alfred Stieglitz (1864-1946), constituído para promover uma estética própria, impulsionando o pictorialismo e a afirmação da fotografia enquanto arte.
Colaborou com Stieglitz na revista Camera Work (1903-1917), onde publicou as suas imagens de 1903 até 1910. Os trabalhos desta publicação foram expostos a partir de 1905 na Galeria 291 (situada exactamente no número 291 da 5.ª Avenida em Nova Iorque), o primeiro espaço a exibir fotografia como meio de expressão artística. Em 1914, abre a Clarence White School of Photography em Nova Iorque, escola que se manteve em actividade até 1942. A presente fotogravura foi publicada no n.º 27 da Camera Work em 1909.
(texto:CPF)

14 dezembro, 2009

=ColecçãoàVista=41


Russel Lee, Farmhouse after Flood Posey Co. Indiana, 1937
Colecção Nacional de Fotografia © Centro Português de Fotografia


O Engenheiro-Fotógrafo

Comprou a sua primeira câmara, uma Contax 35mm, para o ajudar nas pinturas e desenhos. A formação de engenheiro químico permitiu-lhe explorar, com confiança e rapidez, os aspectos técnicos da fotografia e a sua lendária habilidade na utilização do flash permitiu-lhe criar alguns dos melhores instantâneos da história da fotografia. Como membro do programa FSA, documentou a realidade da Grande Depressão contribuindo assim para um vasto arquivo fotográfico documental do desemprego, fome e desespero da vida americana na época.
O seu trabalho também se revela surpreendente noutras áreas menos relacionadas com o FSA, como sejam as fotografias políticas, os retratos de deficientes mentais e físicos ou trabalhos mais comerciais que efectuou fora dos Estados Unidos.
Lee (1903-1986) foi o primeiro professor a leccionar Fotografia na Universidade do Texas.
(texto:CPF)

08 dezembro, 2009

=ColecçãoàVista= 40

Manuel Pinheiro da Rocha (1893-1973), Pintor. S/ data
Colecção Nacional de Fotografia © Centro Português de Fotografia


Pinheiro da Rocha

Nasceu em Britiande, Lamego, e desde cedo foi trabalhar para a alfaiataria do pai, manifestando a extraordinária vocação para esta profissão denotando uma estética e um sentido artístico muito elevados. Passou por alguns dos melhores alfaiates do Porto até ter fundado, em 1920, a Alfaiataria Pinheiro da Rocha, na Rua de Santa Catarina, coabitando com o célebre fotógrafo Domingos Alvão. Por certo, esta proximidade terá despertado nele o gosto pela fotografia.
Nesta época, convivia com artistas plásticos famosos, tais como o mestre Acácio Lima, o célebre escultor Teixeira Lopes e Agostinho Salgado.
Os seus trabalhos estiveram expostos nos mais importantes salões nacionais e internacionais; foi o primeiro português a ver uma fotografia sua a ser admitida no Salão de Londres, tendo exposto ainda em Paris, Saragoça, Madrid e no Salão Internacional Alberto I, em Bruxelas.
(texto:CPF)

01 dezembro, 2009

=ColecçãoàVista= 39

Wolf Suschitzky (1912), Boy Making Baskets, 1950
Colecção Nacional de Fotografia © Centro Português de Fotografia

Mistérios dos mesteres

Suschitzky Wolf nasce em Viena em 1912 no seio de uma família hebraica. Em 1934-35 parte para Inglaterra onde se naturaliza, em 1947. Em Londres desenvolve a sua carreira como fotógrafo e cineasta tornando-se rapidamente reconhecido pelo resultado das suas imagens. É um mestre do clássico preto e branco na fotografia. Percorre inúmeras temáticas mas versa sobre retrato: famosos, escritores, políticos, cientistas, animais e crianças. O seu trabalho está presente nas colecções de várias instituições de onde se destaca o Arquivo da cidade de Amesterdão. Fotografava sempre que viajava e construiu um grande arquivo de imagens documentais. Visitou a Madeira em 1950, onde fez algumas fotografias, como a da criança aqui representada envolvida no seu mester. É surpreendente a clarividência na imagem e tranquilidade transmitida pelo rosto da criança; como se o trabalho se tratasse de um entretenimento e lazer.
(texto:CPF)

25 novembro, 2009

=ColecçãoàVista= 38

Guy Le Querrec Portugal, Laboncinho, concelho de Castro Daire
Colecção Nacional de Fotografia © Centro Português de Fotografia



Olhar político sobre a sociedade

Guy Le Querrec nasceu em 1941, na Bretanha, no seio de uma família da classe trabalhadora. Ainda adolescente, tira as suas primeiras fotografias com uma Ultraflex e em 1955 compra em segunda mão uma Fotax. Trabalha numa companhia de seguros e com as horas extras compra a sua primeira Leica em 1962. No final dos anos 50 faz os seus primeiros retratos de músicos de jazz, em Londres. Só depois de passar pelo serviço militar, em 1967, é que inicia o seu percurso de fotógrafo profissional. Das suas fotografias sobre a época da revolução dos cravos, destaca-se a imagem produzida em Maio de 1975 sobre a campanha de dinamização cultural levada a cabo pelas equipas de veterinários da secção do MFA de Castro Daire. Observa-se a discussão entre os militares e os agricultores, depois da vacinação dos bovinos.
(texto:CPF)

 
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