“O marido tinha sido segundo clarinete na banda da Marinha, gordo, sério, calado, com um problema de açúcares. Agora já não tinha problema de açúcares nenhum, estava em tipo passe num retrato da cómoda com moldura que por uma unha negra não era prata da boa, ia ser prata da boa quando o fabricante
- Já chega
e a deixá-la assim, com o letreiro Saudade Eterna por baixo a que faltava um último banho e por conseguinte uma das rosas que espiralavam a Saudade Eterna enegrecida, atrás do retrato o clarinete onde ninguém soprava e atrás do clarinete o papel de parede também de rosas com as folhinhas dos caules desmaiadas que o sol batia ali de chapa a tarde inteira sem que nenhuma persiana lhe valesse, esses sóis do Alentejo que desfazem paredes com o hálito e transformam as cores num preto e branco desmaiado e severo que anula tons e matizes. [...]”
30 abril, 2007
“entre aspas”
27 abril, 2007
INGenuidades, o catálogo
Capa do catálogo INGenuidades…
Já está pronto o catálogo da exposição INGenuidades, Fotografia e Engenharia 1846-2006. Depois do que se viu (e ainda pode ver) na Fundação Calouste Gulbenkian a responsabilidade era grande. A dimensão e a qualidade das imagens seleccionadas por Jorge Calado exigia uma obra à altura. A Gulbenkian soube fazê-la. Esperou até que tudo estivesse pronto. Não caiu no erro fácil de editar o catálogo à pressa para a data da inauguração da mostra. A memória do que se viu na galeria de exposições temporárias perdurará, estou certo, mas é este livro que carregará a responsabilidade de documentar um acontecimento para a fotografia em Portugal difícil de igualar. No arranque da obra, o director do serviço de Ciência da Gulbenkian, João Caraça, fala sobre O mundo maravilhoso de Jorge Calado. A seguir, o comissário explica a origem e o amadurecimento da ideia da exposição e fornece um guia para se entrar mais facilmente no seu conceito (Engenho, Espanto e Maravilha). No final, um texto sobre o Ciclo Vital das Engenharias e um útil conjunto de biografias dos artistas representados. Uma nota ainda para a qualidade de impressão que é irrepreensível ao longo de toda a obra.
A Gulbenkian decidiu prolongar a exposição até ao dia 6 de Maio.
“Jorge Calado quis que nos aproximássemos mais da nossa essência cósmica, a exemplo do que fizeram grandes engenheiros e arquitectos do Renascimento. O caminho que eles então seguiram foi o da representação exaustiva do movimento como expressão da vida e da energia natural. INGenuidades traz-nos, através do olhar fotográfico, o registo sistemático da mudança como indicador maravilhoso da unidade dos seres humanos com a natureza.”
João Caraça
INGenuidades, Fotografia e Engenharia 1846-2006
Jorge Calado
Ed. Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 2007.
Capa dura, 50 euros
26 abril, 2007
à venda 3
Lote 117. Carlos Lobo(Surfaces study, 01.2005. Surfaces serie.
Edição limitada assinada, 1/2. Lambda print, 50x50cm)
Já está disponível para download o catálogo do 3ª leilão de fotografia (Amadeo) organizado pela Potássio 4 e pela Livraria Campos Trindade. O site da loja especializada em materiais de conservação restauro disponibiliza também uma galeria com todos os lotes que vão à praça no dia 12 de Maio, no Centro Cultural de Belém. Os 260 lotes podem ser apreciados nos dias 9 e 10 de Maio, na Potássio 4 (loja 4, CCB).
Destaque para uma imagem assinada de Amadeo de Souza-Cardoso, 6 lotes com fotografias de Fernando Pessoa (espólio Ofélia Queiroz), um exemplar de Lisboa cidade triste e alegre de Victor Palla e Costa Martins, e retratos de Almada Negreiros e Ramalho Ortigão. A representar a fotografia antiga aparecem, entre os nomes de J.A.Cunha Moraes, Mário Novaes, San Payo, Marianna Relvas, Giacomo Brogi, Joshua Benoliel, Arnaldo Garcez Rodrigues ou Denis Salgado. Na fotografia moderna e contemporânea há lotes de Fernando Lemos, Eduardo Gageiro, José M. Rodrigues, Paulo Lobo, Marta Sicurella, Carlos Miguel Fernandes ou Paulo Catrica.
Lote 105. J. Carvalho, Espinho(Amadeo de Souza-Cardoso. Prova assinada e dedicada pelo artista a Arthur Alves Cardoso, Paris, 1908. POP - Printing-out paper, 16.1x11.5cm)
24 abril, 2007
do Brasil
Pormenores de uma combinação de fotografias da família Battistella.Serra do Corvo Branco, Santa Catarina, Brasil, 17 de Abril de 2007
Durante uma viagem pelo sul do Brasil (nos últimos dias), descobri um placard com esta combinação mágica num sítio mais do que improvável: um posto de abastecimento perdido no meio das terras da serra catarinense. Infinitamente minúsculo pormenor de um país que pode surpreender muito para lá do que pensamos encontrar, a cada curva, a cada pessoa. É urgente voltar para aprender mais e compreender melhor quem fala a nossa língua.
Comigo voltam também os posts, agora mais amiúde.

14 abril, 2007
contagem decrescente
Vista sudoeste do atelier fotográfico de Carlos Relvas, 1876.Prova de autor em albumina do Álbum Carlos Relvas (© IPM)
Aproxima-se a data da inauguração da Casa-Museu Carlos Relvas, na Golegã. O suplemento Actual, do semanário Expresso, faz hoje capa com o assunto. António Henriques fala da importância do nosso mais ilustre photographo amador, resume as vicissitudes por que passou o projecto de reabilitação do edifício e dá algumas novidades sobres as primeiras iniciativas previstas pela autarquia, entre as quais a realização de cursos livres sobre processos de impressão do século XIX e a inauguração de duas exposições. A primeira (com a abertura do edifício) mostrará imagens tiradas pelo fotógrafo na Golegã e no Ribatejo, a segunda relacionará o trabalho de Carlos Relvas com os primórdios da ilustração jornalística em Portugal. Estão também anunciadas três conferências, sobre Carlos Relvas, sobre a reabilitação do seu atelier e sobre as primeiras técnicas de fotografia. São tudo boas notícias para os apaixonados pela história da fotografia portuguesa do século XIX.
12 abril, 2007
Bresson em Portugal
Truman Capote (© Fondation Henri-Bresson)“Je cherche surtout un silence intérieur. Je cherche à traduire la personalité et non une expression. Ou même temps, il faut la géométrie.
J`ai prove une grand joie à faire un portrait. C`est la chose la plus difficile car est un duel sans régles, un viol délicat.”
Os retratos que Henri Cartier-Bresson tirou não mostram só rostos. Mostram, na maior parte dos casos, o que está para lá da expressão, da ruga, do espelho dos olhos. Mostram, paradoxalmente, traços invisíveis como o da personalidade, do espírito ou o do silêncio onde se movem as emoções mais profundas. Le Silence intérieur d'une victime consentante foi a exposição escolhida para inaugurar, no início do ano passado, as salas da Fundação Henri Cartier-Bresson, em Paris. A Fundação Eugénio de Almeida traz agora essa exposição para Évora.
Depois de anos a fio a fotografar guerras e os mais importantes acontecimentos sociais ao serviço agência que ajudou ao fundar, a Magnum, Cartier-Bresson abandonou a reportagem no final dos anos 60. O desejo era regressar ao seu primeiro amor, o desenho, mas a máquina fotográfica nunca saiu das suas mãos, sobretudo para fazer retrato, um dos géneros que mais apreciava.
Agnès Sire, directora da Fundação Henri Cartier-Bresson e comissária da exposição, escreve no catálogo: "(...) pareceu-nos que, ao expormos estes encontros, não estávamos a prestar, mais uma vez, uma homenagem ao talento do fotógrafo, mas também, e acima de tudo, a iluminar inúmeras parcelas do seu ser (...). Porque o olhar dos retratos é, em primeiro lugar, o seu olhar, suspenso no fio que o liga aos outros."
Ezra Pound, 1970 (© Fondation Henri-Bresson)Um Silêncio Interior: os retratos de Henri Cartier-Bresson
Fórum Eugénio de Almeida, em Évora
Todos os dias, das 09h30 às 18h30. Entrada gratuita
Visitas guiadas
De seg. a sex. feira, para grupos, mediante marcação prévia
Ateliers didácticos
De seg. a sex. feira, para alunos do ensino pré-primária, 1º, 2º e 3º ciclos e secundário, mediante marcação prévia
Programa para as famílias
Sáb. e Dom., às 11h00
Qua., às 15h00
Actividades para crianças dos 6 aos 10 anos acompanhadas por um adulto
Duração: 1h30
Inscrição: 1 euro por pessoa
Até 29 de Julho
os cuvelier
Eugène Cuvelier, Fampoux – Près d`ArrasA leiloeira Sotheby`s leva amanhã à praça, em Nova Iorque, um conjunto de fotografias de Eugène e Adalbert Cuvelier, dois fotógrafos pouco conhecidos que praticaram a “nova arte” entre 1850 e 1860. O espólio que esteve esquecido durante anos inclui 41 imagens de Eugène e apenas duas do seu pai, Adalbert. Um comunicado da leiloeira, que espera realizar entre 1,4 e 2,1 milhões de dólares com a venda, sublinha o facto de a maior parte destas fotografias (em albumina e papel salgado) nunca ter sido vista em público.
Eugène Cuvelier pertenceu à chamada escola de Barbizon, da qual fizeram parte, entre outros, os pintores Camille Corot e Jean-François Millet. Os dois Cuvelier usaram o suporte fotográfico apenas com um fito: fazer arte. Nem pai nem filho se tornaram fotógrafos profissionais. Este conjunto de imagens, que a Sotheby`s afirma estar em excelentes condições, foi descoberto em finais dos anos 80, durante a organização de um leilão em Rhode Island, nos EUA. As provas estavam ainda dentro das caixas de madeira originais do século XIX. Por fora, aparecia a inscrição John C. Bancroft, Newport, R. I.. O texto da leiloeira conta que o americano John Chandler Bancroft estudou pintura em França no início dos anos 60 e teve contacto com os pintores e seguidores da escola de Barbizon. Bancroft terá comprado e enviado as fotografias para os EUA e só foram descobertas no leilão de Rhode Island.
As imagens de Eugène mostram sobretudo os bosques de Fontainebleau. Tanto aparecem paisagens luxuriantes e sumptuosas, como vistas agrestes e despidas.
A Sotheby`s tem aqui vários textos de apoio que ajudam a contextualizar a importância deste espólio.
No mesmo sítio há um excelente vídeo de apresentação do leilão que também pode ser descarregado para iPod.
O catálogo pode ser visto aqui.
Eugène Cuvelier, Route à Briquet11 abril, 2007
rever
Pintura HabitadaPara quem perdeu a oportunidade de ver o documentário Pintura Habitada durante o último DocLisboa pode agora assistir à sua antestreia na Cinemateca, agendada para sexta-feira, às 21h30. Fugindo ao retrato autobiográfico de Helena Almeida, o filme mostra o universo e a transversalidade dos suportes (fotografia, vídeo, performance, escultura, pintura e desenho) que dão corpo à obra da artista.
Pintura Habitada, primeiro filme de Joana Ascensão, venceu o Grande Prémio Tóbis para Melhor Documentário Português de Longa-Metragem no Festival DocLisboa 2006.
Helena Almeida, nascida em Lisboa em 1934, representou Portugal na Bienal de Veneza de Artes em 2005 com a exposição Intus.
Pintura Habitada competiu em Março no Festival Internacional du Film sur L´Art, em Montreal, no Canadá, e está a ser exibido desde 15 Março (até 12 de Maio) durante uma exposição sobre Helena Almeida na Galeria Helga de Alvear, em Madrid.
06 abril, 2007
*Três perguntas a...
Procissão dos Passos. 1 de Abril, 2007 (© Hugo Delgado)Hugo Delgado. Nasceu em Braga. Tem 32 anos. Foi colaborador do Público. Fundou recentemente na capital do Alto Minho a WAPA - Wide Angle Photographic Agency.
¿Por que é que fotografas?
Filho de fotojornalista, desde cedo habituado a conviver com máquinas fotográficas e com o stress do fotojornalismo, vem quase por necessidade a experimentação do mesmo estilo de vida. Daí até a profissionalização foi um passo muito curto, talvez um "amor à primeira vista".
¿O que é te levou a fotografar durante anos as mesmas procissões, as mesmas manifestações de fé?
Nascido e criado na "Roma portuguesa", é quase impossível passar ao lado da fé que caracteriza Braga. Fotografo as procissões da Semana Santa desde 1995 e continuo a fazê-lo com um gosto especial - embora pareçam sempre iguais, encontramos sempre algo diferente e vários tipos de manifestações de fé. As expressões que tento captar transmitem isso mesmo "um olhar sobre a fé, as expressões da fé...".
¿Que projectos de ocupam agora?
Estou a preparar o lançamento de dois livros. Um é sobre África, onde abordo temas como a saúde, religião e educação nas antigas colónias portuguesas. O outro andará à volta da religião, não fosse esse o tema forte da cidade onde vivo. Em 2005 fundei a WAPA - Wide Angle Photographic Agency. Quero dar continuidade a este projecto que tenta colmatar uma lacuna que existe na fotografia não só em Braga, mas em todo país: representar e aproximar os trabalhos fotográficos do mercado nacional e internacional, apoiar fotógrafos, incentivar a criação fotográfica, entre outras coisas.
Texto do P2 sobre a exposição.
Procissão dos Passos. 1 de Abril, 2007 (© Hugo Delgado)
Hugo Delgado – Sinais de Páscoa: rostos, luz, sombras, tradição, alegria, fé…
Espaço Braga, Braga Parque
Quinta dos Congregados, S. Vítor
Todos os dias das 10h às 23h.
Até 15 de Abril
Hugo Delgado, Rodrigo Lima, Silvino Rodrigues – Ecce Homo
Museu Pio XII. Lg. de Santiago
De 3ª a dom. (também feriados), 9h30 às 12h30 e das 14h30
às 18h
Até 27 de Maio
05 abril, 2007
Morris e Bush
Uma das facetas do trabalho de Morris... (Washington D.C., 2005, © Christopher Morris)
Christopher Morris, reputado fotógrafo de guerra actualmente a trabalhar para a Time, esteve em Lisboa para participar numa conferência sobre fotojornalismo organizada pela ETIC (Escola Técnica de Imagem e Comunicação). Na entrevista que deu a Kathleen Gomes (publicada hoje no P2) fala dos últimos 5 anos a fotografar George W. Bush e os republicanos e da súbita mudança de assunto no seu trabalho. Morris, que no ano passado fez parte do júri do Prémio Fotojornalismo Visão/BES, publicou recentemente o livro My America, um retrato da sua experiência a acompanhar a classe política no poder nos EUA.
“A fotografia de guerra é muito simples: a imagem está lá; se nos pusermos no sítio certo, não temos de trabalhar muito por ela. Mas fazer o que eu faço em política é muito difícil. É mais difícil encontrar a fotografia, o desafio é maior.”
“Quando se é fotógrafo, está-se sempre a editar para que a imagem coincida com a história ou o ambiente que dominou o dia.”
“Não estou a vender o presidente [George W. Bush], estou a documentar este período da América.”
...e a outra (© Christopher Morris)Galeria de imagens do livro My America.
03 abril, 2007
imaginar imagens
TXT (© [KGaleria])Os programadores da [KGaleria], do colectivo [KameraPhoto], puseram a imaginação a funcionar. Primeiro a deles, depois a nossa.
Quem entra no rés-do-chão da R. da Vinha está habituado a ver fotografia nas paredes. No projecto TXT não é bem assim. A K propõe uma experiência diferente, muito mais estimulante e divertida que joga com as nossas expectativas em relação à imagem fotográfica. A sala está coberta de folhas brancas A4 pregadas com pionezes com frases que descrevem uma imagem já concretizada. Descrevem uma imagem, mas podem sugerir várias ou, no limite, nenhuma. Pelo menos, foi isso que me aconteceu. As possibilidades são ínfimas e estão apenas dependentes da capacidade imaginativa de cada um. O "livro de instruções" pede para lermos as folhas, imaginarmos o que elas descrevem e, se acharmos a imagem sugestiva, comprarmos a imagem "verdadeira", que é como quem diz aquela que já existe fisicamente.
O exercício é simples, mas serve para reflectir e pôr em causa a nossa atitude para com o fotográfico. Coloca-nos ao nível de um mundo "branco", desprovido de fotografia, mas carregado de imagens depois de "contaminado" pelas palavras. Joga com a ânsia (vício?) de satisfazer visualmente a sugestão de imagens. Espicaça a intrincada relação entre a expectativa que se constrói e a realidade com que somos confrontados. Há, se quisermos chegar à fase de abrir o envelope, lugar para decepção ou para surpresa. A quase imediatez com que tudo isto se pode passar apimenta ainda mais a visita.
Mas não é tudo. A par da expectativa em relação à imagem da fotografia, criou-se também uma expectativa em relação à sua autoria, visto que nenhum texto dá a indicação sobre o fotógrafo que a captou.
Todos os fotógrafos da [KameraPhoto] participaram com as suas imagens e textos. Cada fotografia, com um tamanho aproximado do A4, custa 10 euros e tem uma tiragem limitada de 3. TXT, abreviatura possível para "texto", marca o segundo aniversário da [KGaleria]. Parabéns.
[KGaleria]TXT - [KGaleria]
Rua da Vinha, 43A, Bairro Alto, Lisboa
De qua. a sáb, das 15h00 às 20h00
Tel.: 21 343 16 76
Email: kgaleria@kameraphoto.com
Até 21 de Abril
fotografiafalada
Dois Cristos numa rua escura (© Letizia Battaglia)“Palermo, 1982. De noite, enquanto jantávamos, chegou o telefonema. Sabíamos que tinha acontecido alguma coisa. Numa rua pequena, muito escura, estava um homem caído no chão. A polícia chegou, acendeu uma luz, um polícia levantou a camisola e viu-se este Jesus. Foi uma coisa muito forte. A minha mãe quando viu esta fotografia disse “São dois Cristos”. Estas tatuagens fazem-se na prisão, sabe? Mas era um homem sem nada de especial. Mataram tantos... ele está aqui porque tinha este Cristo.”
(Letizia Battaglia)
Depoimento recolhido por Alexandra Prado Coelho
(Público, 19.03.2007)
Letizia Battaglia - Paixão, Justiça, Liberdade
Libritalia, R. do Salitre 166b.
Até 29 de Abril
Dias 4, 11 e 18 de Abril, documentários sobre a máfia às 19h30
02 abril, 2007
as escolhidas
Trasladação do corpo da Irmã Lúcia para o Santuário de Fátima. Fevereiro de 2006. (Nélson d`Aires, KameraPhoto)Eis a lista completa dos vencedores da sétima edição do Prémio Fotojornalismo Visão/Bes:
»GRANDE PRÉMIO: Manuel de Almeida (Agência Lusa)
»NOTÍCIAS
Vencedor: Manuel de Almeida (Agência Lusa)
Menção Honrosa: Nicolas Asfouri (AFP)
Menção Honrosa: Daniel Rocha (Público)
»REPORTAGEM
Vencedor: Nélson d`Aires (KameraPhoto)
Menção Honrosa: Pedro Vilela (freelancer)
Menção Honrosa: Rodrigo Cabrita (Diário de Notícias)
»VIDA QUOTIDIANA
Vencedor: José Carlos Carvalho (Diário de Notícias)
Menção Honrosa: Nicolas Asfouri (AFP)
Menção Honrosa: Alfredo Cunha (Jornal de Notícias)
»RETRATO
Vencedor: João Carvalho Pina (KameraPhoto)
Menção Honrosa: Jordi Burch (KameraPhoto)
Menção Honrosa: António Luís Campos (4SeePhotographers)
»ESPECTÁCULO
Vencedor: Paulo Freitas (freelancer)
Menção Honrosa: Mário Princípe (freelancer)
»DESPORTO
Vencedor: o júri decidiu não atribuir prémio dada a fraca qualidade das imagens apresentadas.
Menção Honrosa: Rodrigo Cabrita (Diário de Notícias)
Menção Honrosa: Nuno Fox (freelancer)
»NATUREZA
Vencedor: João Paulo Coutinho (Jornal de Notícias)
Menção Honrosa: Joel Santos (Foto Digital)
Os vencedores de cada categoria receberam 2500 euros. O Grande Prémio tem um valor pecuniário de 15000 euros. Manuel de Almeida recebeu ainda uma peça desenhada pela artista plástica Susana Anágua. Os outros premiados recebem troféus concebidos pelo joalheiro Pedro Cruz e pela designer Rita Filipe.
As fotografias vencedoras serão mostradas numa exposição que acompanhará a habitual mostra do World Press Photo. Será também publicado um livro que, para além das imagens galardoadas, mostrará algumas das fotografias mais marcantes apresentadas a concurso.
»Galeria com todas as fotos premiadas.



