27 abril, 2007

INGenuidades, o catálogo

Capa do catálogo INGenuidades


Já está pronto o catálogo da exposição INGenuidades, Fotografia e Engenharia 1846-2006. Depois do que se viu (e ainda pode ver) na Fundação Calouste Gulbenkian a responsabilidade era grande. A dimensão e a qualidade das imagens seleccionadas por Jorge Calado exigia uma obra à altura. A Gulbenkian soube fazê-la. Esperou até que tudo estivesse pronto. Não caiu no erro fácil de editar o catálogo à pressa para a data da inauguração da mostra. A memória do que se viu na galeria de exposições temporárias perdurará, estou certo, mas é este livro que carregará a responsabilidade de documentar um acontecimento para a fotografia em Portugal difícil de igualar. No arranque da obra, o director do serviço de Ciência da Gulbenkian, João Caraça, fala sobre O mundo maravilhoso de Jorge Calado. A seguir, o comissário explica a origem e o amadurecimento da ideia da exposição e fornece um guia para se entrar mais facilmente no seu conceito (Engenho, Espanto e Maravilha). No final, um texto sobre o Ciclo Vital das Engenharias e um útil conjunto de biografias dos artistas representados. Uma nota ainda para a qualidade de impressão que é irrepreensível ao longo de toda a obra.
A Gulbenkian decidiu prolongar a exposição até ao dia 6 de Maio.

Jorge Calado quis que nos aproximássemos mais da nossa essência cósmica, a exemplo do que fizeram grandes engenheiros e arquitectos do Renascimento. O caminho que eles então seguiram foi o da representação exaustiva do movimento como expressão da vida e da energia natural. INGenuidades traz-nos, através do olhar fotográfico, o registo sistemático da mudança como indicador maravilhoso da unidade dos seres humanos com a natureza.

João Caraça

INGenuidades, Fotografia e Engenharia 1846-2006
Jorge Calado
Ed. Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 2007.
Capa dura, 50 euros

2 comentários:

Paolo Ranucci fotografo a roma disse...

Ottimo!

MN disse...

Só gostava de saber porque é que a obra do Michael Kenna (das minhas favoritas de toda a exposição) estava colocada a uns inalcançáveis 3 metros de altura... :(

 
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