“One thing that Life and I agreed right from the start was that one war photographer was enough for my family; I was to be a photographer of peace.”
27 agosto, 2011
“entre aspas”
“One thing that Life and I agreed right from the start was that one war photographer was enough for my family; I was to be a photographer of peace.”
22 agosto, 2011
Magnum in Motion
Thomas Dworzak
© Thomas Dworzak/Magnum Photos
Às vezes (tantas vezes) até me esqueço que elas existem. Mas sempre que as redescubro admiro a beleza e a simplicidade com que são construídas. O último grande exemplo dessa extraordinária capacidade para ir dando sequência e ritmo às imagens está no trabalho de Thomas Dworzak sobre a região do Cáucaso.
As galerias Magnum in Motion estão sempre aqui - é ir passando.
12 agosto, 2011
a sair
#Diane Arbus: A Chronology, Doon Arbus e Elisabeth Sussman;
#Gypsies, Josef Koudelka;
#Is This Place Great or What, Brian Ulrich;
E os saldos de Verão de 30 por cento foram esticados até 31 de Agosto.

09 agosto, 2011
a mulher do beijo

“I didn’t get into this to be frustrated and crazy. I just wanted to get my name on the damn picture.”
#A reportagem da Vanity Fair pode ser lida aqui
#A revista publica também imagens inéditas captadas por Wertheimer nessa noite e imagens antigas e actuais de Barbara Gray aqui
Shaw
O outro George Bernard Shaw
Sérgio C. Andrade
Ípsilon, Público (15.07.2011)
Um homem ainda jovem, com barba e bigode, chapéu branco na cabeça, ajeita o colarinho enquanto posa frente a um espelho que lhe devolve um perfil seguro de si; o mesmo homem em novo auto-retrato, deitado num sofá, nu à excepção de parte do corpo estrategicamente coberta por um livro, e iluminado pela luz de um candeeiro; ou a mesma figura, igualmente nua, em perfil glosando a pose do Pensador de Rodin...
Estas não são as fotografias nem os “preparos” em que estamos habituados a ver George Bernard Shaw (1856-1950), o velho sábio irlandês de barbas, que, como escritor e dramaturgo, marcou a literatura de língua inglesa da primeira metade do século XX, e que nos deixou “Pigmaleão” (1913), a peça que deu origem a “My Fair Lady” (George Cukor, 1964). Mas são estas, e muitas mais – são milhares –, as fotografias que desde meados de Julho estão a ser “reveladas” ao público, simultaneamente numa exposição no National Trust’s Fox Talbot Museum, em Lacock, no Sudoeste da Inglaterra, e na página online da London School of Economics (LSE).
Não é do domínio (do grande) público que Bernard Shaw, além de grande escritor, ensaísta, polemista e agitador (que em 1925 recusou o dinheiro do Nobel), teve na fotografia outra das suas grandes paixões. À data da sua morte, a sua casa em Ayot Saint Lawrence, nos arredores de Londres, juntamente com o recheio foram deixados ao National Trust, criado pelo pioneiro da fotografia William Henry Fox Talbot (1800-1877). Em 1979, a instituição depositou o espólio fotográfico de Shaw – cerca de 20 mil imagens, metade delas ainda impressas em vida pelo escritor – na LSE, onde a Divisão de Arquivos se ocupou de o restaurar e catalogar, quando conseguiu fundos para tal. O trabalho foi realizado sob a orientação da curadora Karyn Stuckley, que procedeu também à selecção das imagens agora colocadas online pela LSE. Já o comissário da exposição no National Trust’s Fox Talbot Museum é Roger Watson. Ambos concordam que esta colecção de fotografias não teria o mesmo valor se elas não tivessem sido tiradas por Bernard Shaw: “Ele não será um fotógrafo de primeira linha, mas ocupa uma posição destacada se o colocarmos num segundo escalão, principalmente nos seus primeiros trabalhos”, disse Roger Watson ao The Guardian.
De facto, o interesse de Shaw pela fotografia é bastante anterior à conquista da celebridade como escritor. O jovem nascido em Dublin iniciou mesmo a sua carreira fazendo jornalismo e crítica de arte, e também de fotografia. Os retratos que deixou documentam a sua biografia e as pessoas com quem se relacionou – principalmente as mulheres, desde a sua, Charlotte Payne-Townshend, até às actrizes das suas peças, como Patrick Campbell e Vivien Leigh, além de escritores como H.G. Wells e T.E. Lawrence, de quem foi especial amigo.
“São trabalhos de Bernard Shaw” – nota Roger Watson –, “e isso faz deles uma outra história” para além da história da fotografia.
"I always wanted to draw and paint. I had no literary ambition: I aspired to be a Michael Angelo, not a Shakespear [sic]. But I could not draw well enough to satisfy myself; and the instruction I could get was worse than useless. So when dry plates and push buttons came into the market I bought a box camera and began pushing the button. It was in 1898"
02 agosto, 2011
aprender
Mapa 1: Here be Dragons, 2011
© José Júpiter
Mais informações aqui
BES Revelação 2011
A edição 2011 do prémio BES Revelação distinguiu os projectos de Ana de Almeida (1987, Praga), Catarina de Oliveira (1984, Lisboa) e o colectivo de artistas constituído por Gonçalo Gonçalves (1988, Lisboa), Luís Giestas (1988, Vila do Conde) e Almeida e Silva (1981, Lisboa).
Do júri de selecção fizeram parte Ana Anacleto (artista e curadora independente), Marianne Lanavère (directora do Centro Cultural La Galerie, Paris) e Manuel Segade (curador independente). Os trabalhos serão expostos no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, a partir de Novembro, em data a anunciar. A mostra será comissariada por Ana Anacleto. Cada projecto irá receber uma bolsa de produção no valor de 7.500 euros, que servirá de apoio à realização dos trabalhos a apresentar em Serralves.
Ana de Almeida, nascida em 1987, em Praga, apresentou um projecto intitulado Al Wahda, uma instalação formada por diapositivos, vídeos e um artigo de imprensa, todos relativos a naufrágios, encalhes e afundamentos de navios. Um dos casos representado é o de um navio que afundou perto do Estoril em 1989 depois de ter sido arrastado por uma tempestade. A artista procura questionar as práticas documentais na arte contemporânea, e a fronteira entre ficção e realidade, propondo uma reflexão sobre uma possível história pessoal e nacional e as possibilidades da sua representação, explica a organização do prémio em comunicado.
Catarina de Oliveira, nascida 1984, em Lisboa, apresentou um trabalho, ainda sem título definido, “que consiste num vídeo retroprojectado num acrílico, em que a artista se propõe investigar a criação, nos dias de hoje, de mitologias e sistemas de crença que não sirvam uma agenda de políticas nacionalistas e de territorialização”.
O terceiro projecto distinguido, o colectivo de artistas constituído por Gonçalo Gonçalves (1988, Lisboa), Luís Giestas (1988, Vila do Conde) e Almeida e Silva (1981, Lisboa), apresenta um projecto que consistirá no envio, por parte de um dos membros do grupo, de uma fotografia ou algo “photography media related” para os outros dois. “Após a sua recepção, cada membro do grupo criará um novo trabalho, em resposta aos recebidos e envia-os para os outros dois membros, e assim sucessivamente”. O processo começará já a ser posto em prática até um mês antes da inauguração da exposição, período durante o qual darão forma ao trabalho final que será exposto em Serralves.








