16 agosto, 2007

ELVIS

Elvis Presley, 1956
(© Alfred Wertheimer)

"Elvis who?". Quando a assessora de imprensa da RCA Anne Fulchino pediu a Alfred Wertheimer para acompanhar uma nova estrela da editora, o fotógrafo não fazia ideia quem era Elvis Presley. Wertheimer andava nessa altura a tentar a sua sorte como fotógrafo de moda, mas não era exactamente isso que queria fazer. O fotojornalismo era o seu principal objectivo. Através de um fotógrafo da revista LIFE foi apresentado a Fulchino. A assessora gostou do seu trabalho e propôs-lhe que acompanhasse Elvis durante algum tempo. As fotografias captadas durante essas reportagens seriam eventualmente usadas nas contra-capas de discos e algumas seriam distribuídas pelos jornais. A ideia era passar facilmente a imagem de Elvis em acção nos concertos, nos bastidores e em alguns aspectos da sua vida privada. O dinheiro que Wertheimer recebia em troca deste trabalho dava para pagar os rolos a preto e branco, as provas de contacto e as deslocações e, de vez em quando, uma refeição. Quando quis retratar Elvis a cores, o fotógrafo teve de pagar os rolos do seu bolso. Em contrapartida, ficava com os direitos sobre os negativos e o dinheiro da venda destas imagens para outras publicações era para si. Um negócio que veio a revelar-se bem mais lucrativo para o homem da máquina fotográfica do que as duas partes na altura alguma vez podiam imaginar. Com acesso privilegiado a locais onde o comum dos fotógrafos nunca poderia estar, Wertheimer acompanhou Elvis em 1956 durante 10 dias e em diferentes ocasiões. Durante essas sessões captou cerca de 450 fotografias. Essas imagens são talvez as que melhor transmitem todo o caldeirão de sentimentos e situações que envolveram o cantor no ano em que foi definitivamente catapultado para a fama. O ano em que gravou Hound Dog e Don’t Be Cruel, o 45 rotações mais vendido da década. O ano em que Elvis se tornou um ídolo para os adolescentes americanos. O ano em que dá os primeiros passos rumo ao estatuto de celebridade. Um tempo em que se entregava sem receios à objectiva. Um tempo em que permitia que ela estivesse por perto. Muito perto.
Elvis morreu há 30 anos.

»»Aqui há uma entrevista de Gary James a Alfred Wertheimer.
»»Uma selecção de fotografias de Elvis tiradas por Wertheimer estão publicadas no livro Elvis at 21: New York to Memphis (ed. Insight Editions). Para folhear algumas páginas da obra clique aqui.

He hardly knew I existed. He would get absorbed. Whem people get absorbed, you get good pictures
Alfred Wertheimer

Elvis Presley, 1956
(© Alfred Wertheimer)

5 comentários:

nuno disse...

Grande Foto! Grande Voz! Genial...

Anónimo disse...

elvis era gay!

Gonçalo Afonso Dias disse...

O "anónimo" que postou o comentário anterior, para além de Bronco é completamente parvo...

Alexandra disse...

Anónimo: ignorância e estupidez realmente são infinitas! O que está em causa é um talento marcante da musica! O que interessa com quem gostava de dormir???

João Reis disse...

xO anónimo que deixou um comentário perfeitamente estúpido, é no mínimo, ignorante...
Elvis dormiu com mais mulheres do que muitos conseguiriam dormir em várias vidas...
Mas são a genialidade de uma voz e estilo, genuinamente únicos que contam.Marcaram uma época onde tudo começou, que ecoa nos dias de hoje e muito certamente para todo o sempre!

 
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