26 janeiro, 2009

=ColecçãoàVista= 2

Sabine Weiss, Intérieur d’ Église au Portugal, Portugal, 1954
Colecção Nacional de Fotografia, CNF 1144 © Centro Português de Fotografia

Devoção

“Gosto muito deste diálogo constante entre mim, o meu aparelho e o meu sujeito, isto é o que me diferencia de alguns fotógrafos que não procuram este diálogo e que preferem distanciar-se do seu sujeito.”
Sabine Weiss nasceu em Saint Gingolph, Suiça, em 1924 e vive em Paris desde 1945.
Começou a fotografar em 1938. Trabalhou com Paul Boissonas e com Willy Maywald. Desenvolveu o seu trabalho na moda e colaborou com revistas como a Esquire, Vogue, Holiday, Life, entre outras. Fotografa essencialmente a preto e branco. A sua obra pessoal é associada à corrente “humanista” dada a sua ligação ao quotidiano, às emoções e às pessoas. Passou por Portugal em 1954 e 1956.
(texto: CPF)


Nota: os leitores que acompanham com alguma regularidade este blogue devem recordar-se de ter prometido, no início de Dezembro, a publicação semanal das fotografias e textos que têm saído todos os dias no P2, do Público. Acontece que, depois de ter divulgado a primeira imagem, fui informado que deveria passar a publicar as restantes com a marca d`água do CPF. Discordei dessa decisão e escrevi ao director do Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo, Silvestre Lacerda, quem tutela o Centro Português de Fotografia, para lhe dar conta dos meus argumentos. A mensagem foi enviada também para o director do CPF, Bernardino Castro. Não obtive resposta. Apesar de ser contra a utilização deste carimbo em cima de fotografias que fazem parte da Colecção Nacional de Fotografia, retomo a sua publicação.


(...) colecção pública não apenas no sentido ingénuo de estar aberta ao povo para visita, mas principalmente no sentido nobre do termo, de ter sido feita com o dinheiro de todos nós, e a todos pertencer. Colecções públicas são as do Estado e acabou. (...)

Jorge Calado, in 1839-1989 Um Ano Depois, SEC, 1990, Porto

5 comentários:

Chapa disse...

Coisa mais parola! O que é que pensam que as pessoas fazem com imagens com estas resoluções?
Aquela mancha enorme, nem permite que se veja a fotografia decentemente.

Anónimo disse...

Ora bem, Chapa!

Anónimo disse...

Um bom exemplo!

lunatik disse...

Viva
uma vez que faz um excelente trabalho de divulgação da fotografia, penso que ninguém leva a mal da marca da água, no entanto compreendo a sua posicção.
Cumps.

Pedro Sardinha disse...

Atenção que as imagens disponibilizadas no Flickr Commons, pela Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian, não se encontram protegidas por direitos de autor ou direitos conexos, o que provavelmente não acontece com as imagens disponibilizadas pelo CPF para o P2. As imagens da Colecção Nacional de Fotografia podem estar na posse do CPF, contudo, o CPF pode não deter os direitos sobre essas fotografias.
Apesar de concordar que as imagens são de baixa resolução e que uma marca de água, desfigura uma foto, estas poderam sempre ser utilizadas por terceiros para publicação web. Parece-me que é disso que o CPF se quer precaver.
Ver:
http://www.biblarte.gulbenkian.pt/content.asp?cod=servico_leitura&menu=servicos&parent=servicos&lang=pt
ou:
http://www.flickr.com/people/biblarte/

 
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