18 maio, 2007

BigTIFF

Infinitésima parte vista a 100 por cento de um dos 225 slides
de células de tecido de um cancro da mama (© Aperio)

Por extraordinário que pareça, a medicina é uma das áreas da inteligência humana onde a fotografia mais se reproduz, mais se reinventa, mais inova. Agora, na senda recordista, é a empresa canadiana Aperio a anunciar aquela que garante ser a maior fotografia do mundo, a primeira fotografia de terapíxeis (1 terapíxel = 1 milhão de biliões. Eu sei, é muito milhão para uma imagem só. É muito milhão para o nosso entendimento sequer imaginar).
A fotografia em causa foi comprimida em 143 gigabites, tem mais de um milhão de píxeis de largo e resulta da combinação de 225 slides de células de tecido de um cancro da mama.
Para gravá-la (e dá-la a conhecer) a empresa inventou um novo formato: o BigTIFF (Tagged Image File Format), que pretende ser usado, a partir de agora, em imagens com mais de 4 gigabites. A Aperio promete libertar toda informação acerca do novo formato para que outras empresas possam usá-lo.
A empresa canadiana afirma que o seu sistema de scanning consegue criar imagens digitais de um slide microscópico em minutos. Tudo com grandes dimensões que ultrapassam os 100 000 X 100 000 píxeis. O formato TIFF é um dos mais usados para gravar imagens de alta resolução. Mas, até agora, estava limitado aos 4 gigabites (aproximadamente 30 000 gigapíxeis).
O BigTIFF veio alargar ainda mais o olhar sobre aquilo de que somos feitos ou, como no caso desta fotografia, sobre aquilo que nos destrói.
Há mais informação sobre o formato BigTIFF aqui.

Imagem original, 73,042 x 62,633 píxeis, 575 MB (© Aperio)

1 comentário:

Fábio Teixeira disse...

Impressionante. Não sabia que o TIFF já suportava até 4Gb. Gostaria de ver um computador normal domar estas "feras"!

 
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