09 agosto, 2006

Uma imagem da história


Denunciar.
Divulgar.
Criar.
Testemunhar em silêncio.
Registar.
Registar sem alterar a rumo dos acontecimentos.
Registar, só... Os fotojornalistas contam-nos uma história visual fotográfica desde 1842, ano em que o The London Illustrated News começou a usá-la de uma forma mais ou menos corrente nas suas páginas. Thins as they are: Photojournalism in context since 1955 mostra-nos apenas uma parte dessa história, a que ficou nas lentes de nomes como Henri Cartier-Bresson (a Rússia pós-Estaline), Diane Airbus (a América dos excluídos), Susan Meiselas (a Nicarágua de ascensão sandinista). Dá-nos uma história fotográfica da história e dá-nos a história do jornalismo fotográfico com a reprodução das imagens tal qual foram impressas em revistas como a Esquire, Life, Fortune ou Paris Match. Explica-se ainda como é que o fotojornalismo se foi adaptando, nos últimos 50 anos do século passado, a diferentes velocidades: a lenta dos procedimentos da imprensa (o seu suporte natural); a frenética da tecnologia fotográfica.
Ao todo, há 120 reportagens acompanhas por textos que contextualizam o acontecimento fotografado, traçam um perfil do fotógrafo e explicam onde e como é que foram publicados.
Mary Panzer (historiadora e antiga curadora de fotografia do National Portrait Gallery) escreve um ensaio histórico sobre o fotojornalismo, Christian Caujolle (curador e fundador da Agência Vu), reflecte sobre o futuro deste trabalho e Michiel Munneke (director da World Press Photo) assina o prefácio.
A obra, editada pela Aperture e World Press Photo, recebeu este ano o Prémio Infinity do International Center of Photography para o melhor livro de fotografia publicado em 2005.

4 comentários:

João disse...

É sempre um enorme prazer visitar este blog. Faz ideia se o livro já está à venda em Portugal?

Sérgio B. Gomes disse...

Julgo que não. Mas é possível comprá-lo através dos sites da Aperture e da World Press Photo. Volte sempre, até breve.

Anónimo disse...

É incrível como duas imagens juntas nos contam tudo. e arrepiam...
e nos fazem conhecer o mundo com as lentes ofuscadas da intuição.
Rita

Leda disse...

gostei muito do teu blog.
respira-se sensibilidade...um abraço

 
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