26 março, 2012


Entre aspas


© Dulce Fernandes/Público


(...)Partilhei com o Xana outro projecto, que apadrinhei. Queria fotografar as nuvens do céu de Lisboa. Parceu-me uma ideia esplêndida. Sempre gostei das nuvens que correm pelo céu desta cidade, especialmente na primavera e no outono. E, além disso, fez-me pensar em Ruskin e Hopkins, que descreviam a luz e as nuvens. O Xana encontrou um pequeno editor e fez uns postais com essas fotografias. Pedi-lhe uma para a capa de um livro meu que estava para sair em Itália. Era Il Signor Pirandello è desiderato al Telefono (Chamam ao Telefone o Sr. Pirandello).
O livro saiu na Feltrinelli com a fotografia a cores na capa. Na badana está escrito: Alexandre Delgado O`Neill, Nuvola.
É o que o Xana me deixou. Tenho muitas saudades dele.

Antonio Tabucchi, Alexandre Delgado O´Neill, Fotografias, ed. Contexto

19 março, 2012

Regresso ao futuro




(2, Público, 18.03.2012)

E afinal de contas voltamos sempre ao princípio. Ou pelo menos gostamos de sentir que sim, que estamos com o último grito da maquinaria avançada nas mãos, mas com acessórios e aplicações que nos remetem para a experiência (agora) antiquada de fazer as coisas. É uma estratégia ligada ao hábito, ao saudosismo, mas que também pisca o olho aos que nunca terão a experiência real de pôr o rolo numa máquina fotográfica, de trocar de lente ou ouvir as cortinas a abrir e a fechar para que a luz faça o seu trabalho. A fotografia e as múltiplas formas e formatos com que se mostrou no passado têm sido um dos mais profícuos territórios para a invenção de anacronismos que enchem as memórias dos iPhones de tudo quanto são tonalidades embaciadas, lentes, rolos, filtros, papéis fotográficos retro, bordas recortadas e afins. São pequenas viagens no tempo através de aplicações como a Hipstamatic, Instagram, Leme Cam, Camera+, só para citar um punhado delas.

Em paralelo ao mundo dos pixéis, vão aparecendo também todo o tipo de apetrechos mais ligados ao hardware fotográfico para que a experiência mimética seja o mais fiel possível. É nessa onda que está este conjunto retro-analógico lançado agora pela Photojojo, site especialista em parafernália fotográfica para iPhones e não só (photojojo.com/store/). Para além do todo o lustro do alumínio, vem com um disparador, um visor, correia, tripé e três lentes (olho de peixe, tele, wide/macro) que se colam magneticamente à objectiva do telefone. Uma promessa de felicidade na experiência iPhoneográfica retro. Uma espécie de regresso ao futuro.

18 março, 2012

museu#7



Sempre a pensar em ti!


(as imagens em exposição cá em casa)  
 



~museu #6
~museu #5  
~museu #4 
~museu #3
~museu #2 
~museu #1

13 março, 2012

Steidl




O editor alemão Gerhard Steidl tem fama de irrascível e neurórico, mas que é bom editor lá isso ninguém pode negar. A Steidl é uma casa de edição assim a atirar para o romântico com tiragens de fotolivros que poucas editoras se atreveriam a levar às rotativas. Quem quiser conhecer o "método Steidl" de Göttingen pode fazê-lo em Madrid nos dias 22 e 23 de Abril através do projecto Campus PHE, organizado pelo PHotoEspaña. O workshop, cujos participantes serão previamente seleccionados, abordará edição de imagens e design de fotolivros.
Gerhard Steidl (1950) começou a editar e a desenhar livros em 1967. O primeiro livro com a sua chancela foi publicado em 1972, mas só em 1996 a Steidl seguiu apenas o caminho da edição de fotolivros. A produção anual da Steidl ronda os 300 títulos, casa que conta com boa parte da nata da fotografia mundial entre os seus autores - Joel Sternfeld, Richard Serra, Bruce Davidson, Susan Meiselas, Roni Horn, Jürgen Teller...


Ficha de inscrição aqui

www.steidlville.com/



06 março, 2012

o mínimo

© David Shrigley


Tenho-me deliciado com o obra de David Shrigley, em particular com as fotografias que desconcertam e reduzem ao mínimo o mínimo.
Para descobrir tudo aqui

para Berlim

Eikoh Hosoe, Barakei, No. 16. 1961
© Eikoh Hosoe


São muito raras as exposições aqui nas redondezas a mostrar fotógrafos japoneses históricos. E esta é apenas uma das razões mais fracotas para tornar inevitável uma visita ao Museum für Fotografie, de Berlim, para ver Metamorpho​sis of Japan after the War . Photograph​y 1945 - 1964, que reúne um conjunto de nomes fundamentais da fotografia nipónica do pós-guerra e que tiveram um papel fundamental na construção de uma identidade nacional. A mostra inclui imagens de 123 nomes, fotolivros, revistas e catálogos de exposições. Entre os fotógrafos presentes destacam-se:

| Keisuke Katano
| Kikuji Kawada
| Ken Domon
| Eikoh Hosoe
| Yosuke Yamahata
| Yasuhiro Ishimoto
| Tadahiko Hayashi
| Ihei Kimura
| Takeyoshi Tanuma
| Shigeichi Nagano
| Ikko Narahara
| Shomei Tomatsu

01 março, 2012

museu#6




(as imagens em exposição cá em casa)





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