29 janeiro, 2011

mais Gageiro



Sylvie Vartan

© Eduardo Gageiro



A [KGaleria] informa que a exposição Retratos com Histórias de Eduardo Gageiro tem tido muito êxito e por isso será prolongada até quinta-feira, dia 3 de Fevereiro.

28 janeiro, 2011

entre aspas


My work is based in trust. I don't work well just snapping pictures, although some people would say the opposite. I really feel like intimacy and trust are the guide to my work.


Jim Goldberg, in Magnum Photos Featured Photographer

26 janeiro, 2011

novos

Mathieu Bernard-Reymond, Exxon Mobil 9am to 11am, 2005
© Mathieu Bernard-Reymond


A Humble Arts Foundation concluiu o segundo volume do The Collector’s Guide to New Art Photography que foi editado por amani olu e Jon Feinstein. A obra aponta trabalhos de 100 fotógrafos de todo mundo que apresentam as propostas mais "desafiadoras e inovadoras".

A lista completa dos nomes seleccionados está aqui
E aqui são partilhadas imagens de alguns autores




Daniel Coburn, Deedra, 2010
© Daniel Coburn

20 janeiro, 2011

Makulatur

Paulo Nozolino, Obs. 2, 2009
©
Paulo Nozolino/Cortesia Galeria Pente 10


Dizem que é o trabalho mais "pessoal" de Paulo Nozolino. A Galeria Quadrado Azul, em Lisboa, inaugura no dia 24 de Fevereiro Makulatur, a nova exposição do fotógrafo lisboeta, dois anos depois de bone lonely patente no mesmo espaço. Seis dípticos representam a "perda" a "raiva" e a "mácula", a palavra que mais inspirou Nozolino. Em Março de 2010, Arte Photographica revelou em primeira-mão um dos dípticos que fará parte da mostra.
(obrigado C.)

na história

Fernando Taborda, Estrada da Vida, 1954


O primeiro volume da enciclopédia da História da Fotografia Europeia que compreende o período entre 1900 e 1938 vai incluir entradas sobre a actividade fotográfica de países periféricos, entre os quais Portugal. A obra, editada pela FOTOFO, ONG sediada em Bratislava, na Eslováquia, apresenta-se como o mais completa trabalho sobre a fotografia europeia do século XX. Ao longo dos três volumes (o último ainda está por editar) estão representados 35 países, investigados por mais de 50 especialistas de várias nacionalidades. O segundo volume compreende o período entre 1939 e 1970 e o terceiro entre 1971-2000.
(obrigado E.)

parr por parr



Martin Parr é dono de uma das mais críticas representações fotográficas do mundo contemporâneo na sua expressão mais colorida e kitsch. O olhar irónico, mordaz e bem humorado que imprimiu em trabalhos sobre o modo de vida da classe média valeu-lhe sucesso e continua a inspirar gerações de fotógrafos.
Paralelamente ao talento do olhar, é conhecida a verbe fácil e eloquente do homem-que-adora-coleccionar-tudo-e-mais-alguma-coisa-desde-que-isso-possa-ser-fotografado-e-editado-em-livro. A excelente colecção Blow Up Libros Únicos, da espanhola La Fabrica, acaba de publicar um novo título que reproduz uma longa entrevista de Quentin Bajac (director de fotografia do Musée National D'Art Moderne, Centre Pompidou) ao fotógrafo inglês. O livro chama-se (egocentricamente, claro) Martin Parr por Martin Parr. A conversa aconteceu em Janeiro de 2010, em Bristol, e analisa a obra de Parr bem como o seu percurso pessoal e profissional. O fotógrafo seleccionou 48 imagens para acompanhar a entrevista que promete revelar detalhes das múltiplas facetas do Parr fotógrafo, historiador, editor, comissário e coleccionador.

18 janeiro, 2011

motion pictures


Motion Pictures. O fotógrafo Henry Jacobson escreve na Visura sobre os 10 filmes que um fotógrafo deve ver.
A lista está aqui

14 janeiro, 2011

a cidade das cidades

Esther Bubley, Plataforma ferroviária elevada na 3ª Avenida

Nova Iorque
Descobrir a cidade das cidades
(P2, Público, 14.01.2011)

A visão repetida de imagens de um certo tema torna-nos mais ou menos indiferentes ao seu conteúdo. E o olhar tende a ficar domesticado com o já visto, com o familiar. Podem ser imagens datadas ou mais próximas do nosso tempo. Podem ser rostos, objectos, desastres naturais ou paisagens bucólicas. Mas é com as imagens das cidades que esse sentimento de lugar-comum mais acontece. Cidades como Nova Iorque, que parece estar desde sempre plantada no nosso imaginário – à força de a vermos representada em todas as artes visuais, temos a doce ilusão de a conhecermos bem, de já lá termos estado.

Para quem vive do negócio das imagens fotográficas, o cliché pode ser um obstáculo. Ou então pode ser um desafio. A casa livreira Taschen é mais conhecida por escolher os desafios em vez de ficar presa aos obstáculos. A empreitada que recentemente decidiu levar a cabo, ao organizar livros de fotografia sobre grandes cidades, mostra que não se intimida com o já visto, com o já feito. E mostra como pode ser limitada e ultrafragmentada a imagem global dos lugares que julgávamos visualmente adquiridos.

Primeiro com Los Angeles, depois com Berlim e agora com Nova Iorque (Retrato de uma Cidade está traduzido em português), a Taschen demonstra que o filão de imagens das grandes cidades está longe de se ter esgotado. E que ainda é possível surpreender.


Anónimo, Mulberry Street, 1900
Library of Congress, Prints & Photographs Division, Detroit Publishing Company Collection


Ao longo de quase 600 páginas, a história de Nova Iorque, a que já chamaram capital do mundo, conta-se desde meados do século XIX, altura em que apareceu a fotografia, até aos nossos dias. A obra está dividida em cinco partes: A cidade da reinvenção; Alcançar o céu; A capital do mundo; Ruas ameaçadoras; Da tragédia ao triunfo. O puzzle urbanístico e social representado vai desde as terraplenagens da formação da metrópole e do desafio da construção dos edifícios em altura até às noites loucas dos clubes de jazz e à devastação causada pelos atentados de 11 de Setembro.


A ordem escolhida pelo autor, Reuel Golden, antigo editor do British Journal of Photography, é cronológica. À medida que os anos avançam ao longo da obra, vão-se misturando cada vez em maior número imagens icónicas com outras inéditas e mais inesperadas. Ao todo, foram escolhidas imagens de dezenas de arquivos e colecções pessoais de mais de 150 autores, entre os quais alguns dos mais cotados fotógrafos do século XX, como Alfred Stieglitz, Paul Strand, Walker Evans, Weegee, Bruce Davidson, Helen Levitt e James Nachtwey. Ao mesmo tempo que nos serve o “conforto” das imagens reconhecíveis, este “retrato de uma cidade” é condimentado com a surpresa e a revelação das fotografias nunca vistas, de pessoas anónimas, do quotidiano, da vibração e do caos urbano, aquelas que tornam possível a viagem. Sem deslocação física.




Steve Schapiro, fotograma de Taxi Driver, de Martin Scorsese, com Robert De Niro, 1976

08 janeiro, 2011

Matador N




A edição N da revista Matador foi integralmente dirigida pelo artista plástico Miquel Barceló. A editora responsável pelo projecto Matador promete uma edição onde o artista espanhol dá corda a todas as uas "paixões, obsessões, inquietudes e caprichos".
A N será oficialmente lançada no dia 25 de Janeiro.

07 janeiro, 2011

Brangulí

© Brangulí, ANC

O trabalho dos fotojornalistas da primeira metade do século XX ainda é pouco conhecido e muito menos estudado e problematizado. Regra geral, conhecem-se as fotografias reproduzidas nos jornais da época e pouco mais. Raramente se faz uma panorâmica fora desse universo. Cada vez que salta para a luz um espólio destes caçadores de imagens, pioneiros na arte de testemunhar o quotidiano com o intuito de partilha, é sempre importante por causa desse "buraco" visual que persiste. Mas, sobretudo, é deslumbrante a relação entre fotógrafos e fotografados impregnada de candura, tensão e curiosidade.
Josep Brangulí (Hospitalet de Llobregat, 1879 - Barcelona, 1945) é um dos grandes fotojornalistas espanhóis. A Fundación Telefónica, em colaboração com o Arxiu Nacional de Catalunya, que guarda o espólio Brangulí, dá a conhecer até 30 de Janeiro o trabalho deste cronista social através de uma exposição antológica dividida em mais de 30 blocos temáticos, onde, por exemplo, está presente a celebração nas ruas de Barcelona com a chegada da Segunda República, a vida nas praias ou as festas populares.
(obrigado m.)

na rua

Nova Iorque, EUA, 1969

© Magnum Photos
Integrado na bienal Format International Photography, em Derby, no Reino Unido, a cooperativa Magnum leva a cabo uma oficina de trabalho orientada para a prática, edição e publicação de fotografia de rua.
A iniciativa, que decorrerá durante cinco dias, terá a como formadores três fotógrafos da agência: Bruce Gilden, Richard Kalvar e Chris Steele-Perkins. As candidaturas podem ser feitas até 19 de Janeiro.
Durante um mês, o Format11 promete reflectir sobre as várias estratégias da fotografia de rua segundo o tema genérico Right Here Right Now: Exposures From the Public Realm.
Todas as informações sobre esta oficina de trabalho aqui

21 dezembro, 2010

entre aspas

Thomas Hoepker, Old woman in a snowstorm, Hamburgo, Alemanha, 1954
©Thomas Hoepker/Magnum Photos

"I am not an artist. I am an image maker".

Thomas Hoepker, in Magnum Photos Featured Photographer


áfrica


A mais recente edição da revista de fotografia documental OjodePez divulga o trabalho de seis fotógrafos africanos cujo olhar está voltado para a actualidade mais crua do seu continente. A selecção foi feita por Akinbode Akinbiyi. A OjodePez #23 mostra ainda portfólios de novos valores na fotografia que passaram pela iniciativa Descubrimientos PHE, um ensaio do cambojano Kim Hak e a série experimental de retratos com raios ultravioleta da americana Cara Phillips.

19 dezembro, 2010

paulo

Paulo Pimenta, da série Na casa de de..., Porto, 2010
© Paulo Pimenta

Há umas semanas, numa deslocação ao Porto, encontrei-me com o Paulo Pimenta na redacção do Público. No meio da rotina do jornal, houve algum tempo (pouco) para ver uma série de imagens inédita do projecto Na casa de..., um trabalho a longo prazo sobre as condições de extrema pobreza em que vivem muitas pessoas na região do grande Porto. As imagens que me passaram à frente dos olhos revelam todo o talento do Paulo em captar com extrema sensibilidade as pessoas e os espaços que desgraçadamente estão agarrados ao seu quotidiano. Notei o seu habitual entusiasmo ao falar do decorrer do projecto e da importância que um tema com estas características tinha para si. Agora, uma das fotografias de Na casa de... foi seleccionada para a exposição colectiva HumanKind do New York Photo Festival. A mostra, que pode ser vista desde o dia 17, foi comissariada por James Estrin, co-editor do blogue Lens, do New York Times, Alisa Wolfson, directora de design, Marc Prüst, consultor de fotografia, Alfredo Cramerotti, curador, crítico e editor, e Christos Lynteris, antropólogo.

17 dezembro, 2010

explicar


Maria-do-Mar Rêgo, Caderno II
© Maria-do-Mar Rêgo

Maria-do-Mar Rêgo, Caderno II
© Maria-do-Mar Rêgo



O portfólio A História de Tudo Aquilo que é de Maria-do-Mar Rêgo venceu a única menção honrosa da edição deste ano do prémio Fnac Novos Talentos de Fotografia. Na sua origem, o conjunto (ainda em desenvolvimento) é formado por vários fólios ou cadernos independentes e é dessa forma que será mostrado nas galerias das lojas Fnac.
Aqui fica a memória descritiva de A História de...:


'L'histoire de tout ce qui est et qui meurt.'

Jean-Christophe Bailly, in L’Instant et son ombre

Os nomes, tal como as fotografias são vestígios. Não são provas, mas legendas do mundo, indícios de uma densidade. As fotografias são a afirmação da presença e da existência das coisas.

A minha forma de fotografar baseia-se em duas ideias: a convicção face aos objectos e a convicção da presença dos objectos.

Apoiando-se neste título quase tese, este trabalho consiste num conjunto de estudos sobre a evidência dos objectos do meu universo familiar, extracções/registos do quotidiano. São objectos comuns, cuja singularidade reside na forma como estão dispostos no mundo mostrando-se através de um olhar melancólico mas solar. Quero com isto dizer que há um humor consciente (ainda que nem sempre patente) sobretudo no momento de justaposição das imagens, na formação de cada sequência.


Ao associar as imagens desta forma evoco vários agentes, que a meu ver são cruciais para lograr o efeito desejado. São as ideias de reconhecimento e de
déjà-vu.

Reconhecimento, no sentido em que o espectador só pode descobrir aquilo que reconhece, através de um exercício de insistência (forçar-se a ver) e de inerente repetição. Porque as coisas numa primeira abordagem resistem-nos. E déjà-vu, numa leitura médica do termo, como uma perturbação da memória de um indivíduo que dá a impressão súbita e intensa de já ter vivido no passado uma situação presente.

A História de tudo aquilo que é é composta por sequências de uma a quatro fotografias cuja ligação é, às vezes, invisível, formal, funcional ou poética. Imagens originalmente autónomas a que a convergência e ordem particular dotam de um certo grau de contaminação. Quando chegamos à ultima a primeira já não é igual. É um trabalho em progresso, existindo desde 2008, contando actualmente com 15 sequências. Exercício à maneira de Hans Peter Feldmann ou de Gerard Richter, em alusão aos trabalhos de colecção de imagens e 'Atlas', respectivamente.

(...)

Maria-do-Mar Rêgo


Maria-do-Mar Rêgo, Caderno VI
Maria-do-Mar Rêgo


Maria-do-Mar Rêgo, Caderno XII
Maria-do-Mar Rêgo

traces



Traces é o tema genérico da edição #25 da FOAM Magazine que problematiza a forma como, através da fotografia, o passado se manifesta no presente e tenta perceber que papel desempenha a imagem fotográfica na maneira como nos relacionamos com o passado.
O próximo número apresenta um design gráfico renovado.
Destaque para os trabalhos de:

~Seba Kurtis
~Willem Popelier
~Ishiuchi Miyako
~Robert Frank
~James D. Griffioen
~Gert Jan Kocken
~Anni Leppälä
~The La Brea Matrix

16 dezembro, 2010

alternativos

Bruce Davidson, in Outside Inside
©Bruce Davidson


O crítico de fotografia Sean O'Hagan fez uma lista de sete livros de fotografia do ano para o Observer. Não completamente satisfeito com a escolha (demasiado "natalícia"), seleccionou para o Guardian uma lista alternativa mais pessoal onde aparecem livros raros e também mais caros.
Eis a "segunda" escolha de O'Hagan:

1. Outside Inside by Bruce Davidson, Steidl, £220
2. Before Colour by William Eggleston, Steidl, £40
3. Grimaces of the Weary Village by Rimaldas Viksraitis, White Space, £25
4. New Topographics by Various, Steidl, £44
5. Kanaval by Leah Gordon, Souljazz, £39.99
6. The Jazz Loft Project by Sam Stephenson, Random House, £25
7. Contraband by Taryn Simon, Steidl, £40
8. A Million Shillings by Alix Fazzina, Trolley Books
9. Yangtze – The Long River by Nadav Kander, Hatje Cantz, £55
10. See You Soon by Maxwell Anderson, Bemojake/Self Publish, Be Happy, £20


o amor


Henri Cartier-Bresson, noite de ano novo, Times Square, Manhattan, Nova Iorque 1959

O Focus Project divulgou o primeiro tema do seu concurso internacional de fotografia: o amor. Qualquer fotógrafo pode participar e o pacote de prémios inclui 5 mil doláres, a publicação de um livro, promoção mundial do trabalho vencedor, entre outros.
O prazo para entrega dos portfólios termina no dia 22 de Dezembro. Mais pormenores aqui

15 dezembro, 2010

entre aspas


Alec Soth, Mother and daughter, USA, Davenport, Iowa, 2002
© Alec Soth/Magnum Photos

I fell in love with the process of taking pictures, with wandering around finding things. To me it feels like a kind of performance. The picture is a document of that performance.

Alec Soth, in Magnum Photos Featured Photographer


"C" de volta


A revista C Photo está de volta depois de fechado um ciclo de publicação de dez números. Génesis é o tema dos dois primeiros volumes do novo ciclo de edições, que prometem mostrar os primeiros trabalhos de alguns dos mais importantes e representativos artistas da fotografia contemporânea.
A revista pode ser comprada aqui

14 dezembro, 2010

PHE11

Shilpa Gupta, s/t, 2006
© Shilpa Gupta, cortesia Galerie Yvon Lambert, Paris



A XIV edição do PHotoEspaña, Festival Internacional de Fotografía y Artes Visuales acontece entre os dias 1 e 24 de Julho de 2011. O comissário-geral para as próximas três edições é Gerardo Mosquera que organizará festivais em torno do conceito de interfaces.

DBPP

Thomas Demand, Embassy, VIIa, 2007
(© Thomas Demand, cortesia VG Bild Kunst, Bona, VEGAP, Madrid)


Os quatro finalistas para a próxima edição do Deutsche Börse Photography Prize já foram anunciado pela Photographers’ Gallery de Londres.

São eles:
#Thomas Demand
#Roe Ethridge
#Jim Goldberg
#Elad Lassry

O Deutsche Börse Photography Prize reconhece um fotógrafo vivo, de qualquer nacionalidade, que tenha dado um contributo significativo para a fotografia na Europa, entre 1 de Outubro de 2009 e 30 de Setembro de 2010. O prémio é de 30 mil libras.

voar

Brandám Gómez, Esto nunca Sucedió
© Brandám Gómez



Na última edição da 10x15 o desafio é voar. Sugestões para levantar os pés do chão de Joan Fontcuberta, Ivo Mayr, Florencia Rojas, entre outros. Aqui

13 dezembro, 2010

tentar



Martin Brink, Photos from 2006-2010
© Martin Brink


Terminam a 30 de Dezembro as candidaturas para as bolsas New Photography da Humble Arts Fundation.

Os pormenores estão aqui

09 dezembro, 2010

os melhores



Aqui está a lista dos foto-livros e dos livros sobre fotografia vencedores dos prémios alemães da especialidade Fotobuchpreis:

Medalhas de ouro

#Black Passport, de Stanley Greene/Noor e Teun van der Heijden, Schilt
#Yangtze –The Long River, de Nadav Kander, Hatje Cantz
#The First Retrospective, Lillian Bassman & Paul Himmel, Kehrer
#
The Business of Oil and Gas in Nigeria, Christian Lutz, Lars Müller Publishers
#
Outside/Inside, Bruce Davidson, Steidl

Medalhas de prata

#Latitude Zero, Monique Stauder, Schilt
#
Fluffy Clouds, Jürgen Nefzger, Hatje Cantz
#André Kertész, André Kertész, Hatje Cantz
#
Recollection, Walter Niedermayr, Hatje Cantz
#Lachen auf dem See, Hugo Suter, Lars Müller Publishers
#Tokyo Compression, Michael Wolf, Peperoni Books
#
Julian Schnabel Polaroids, Julian Schnabel, Prestel
#Oil, Edward Burtynsky, Steidl
#
Contraband, Taryn Simon, Steidl
#90 Days. One Dream, Kristian Schuller, Viermament

Teoria/ensaio, medalha de ouro
#The Mexican Suitcase (Robert Capa, Gerda Taro, David Seymour), Cynthia Young, Steidl

Teoria/ensaio, medalha de prata
#Bildbestimmung: Identifizierung und Datierung von Fotografien 1839 bis 1945, Timm Starl, Jonas



08 dezembro, 2010

entre aspas


Sol LeWitt (1928 - 2007), Sunrise and Sunset at Praiano, 1980

Art shows come and go, but books stay around for years. They are works themselves, not reproductions of works. Books are the best medium of works. Books are the best medium for many artists working today.

Sol LeWitt

07 dezembro, 2010

saldos





Há descontos de 25% no site da Phaidon se se comprarem dois ou mais livros desta lista da qual fazem parte The Photobook: A History (vols. I e II) e Photo Trouvée.


retratos de Gageiro


Sylvie Vartan

© Eduardo Gageiro


A dobrar o ano, a [Kgaleria] convoca o trabalho de Eduardo Gageiro mais ligado ao retrato e à figura humana. José Carlos de Vasconcelos escreveu este texto para a exposição Retratos com Histórias que abre portas no dia 9 de Dezembro, às 18h30:


Eduardo Gageiro, fotorrepórter e artista

Ninguém fotografou melhor certo Portugal do que o Eduardo Gageiro. Como fotorrepórter e artista, sem esquecer o cidadão, a sua enorme e notável obra tem-nos muitas vezes dado, de corpo inteiro, a nossa gente, o nosso povo e sua circunstância. Sempre acompanhei o seu trabalho, com crescente admiração, sobretudo depois de eu próprio vir, no princípio da segunda metade dos anos 60, para a redação do Diário de Lisboa, conhecê-lo pessoalmente, encontrá-lo em muitos 'serviços', ambos repórteres, ver como o Eduardo trabalhava e tantas vezes conseguia como que tirar água das pedras... Até hoje. O que lhe tem valido uma justa consagração, também internacional, que alguns, poucos, despeitadamente nunca lhe perdoaram: dentro da profissão, considerando que não era um fotorrepórter mas um «artista», dando a «artista» uma carga depreciativa; fora da profissão considerando que não era um «artista» mas um fotorrepórter, dando a fotorrepórter uma carga depreciativa de sentido contrário... Quando o Gageiro é, precisamente e superlativamente, as duas coisas, que não se excluem, antes se interpenetram e mutuamente valorizam.


Fotorrepórter e artista, Gageiro tem estado, está, sempre presente, aí pelas ruas, pelo país, anónimo, de máquina ao tiracolo, sobretudo entre as "pessoas comuns", nos instantes anódinos, quotidianos, que o seu raro olhar revela em todo o significado e simbolismo, como nos momentos mais importantes da nossa história recente, com natural destaque para o 25 de abril – ele que é, aliás, fotógrafo do 25 de abril desde antes do 25 de abril.O que aqui ele agora nos mostra são retratos, ou "retratos informais", 30 no total: dois de políticos, Salazar e Spínola, tão diferentes entre si como, ambos, excelentes, sobretudo o do ditador solitário frente ao mar no Forte em que cairia da cadeira e do poder; e 28 de outras tantas figuras da literatura, da arte e do espetáculo, portuguesas e estrangeiras.


Como se sabe, o retrato é uma das "disciplinas" preferidas de Gageiro, e daquelas em que mais se tem distinguido. Inclusive a fotografar escritores e artistas, como, entre outros, José Cardoso Pires e Sophia. Cito os dois também porque são de certa forma emblemáticos em relação à sua arte e porque há retratos seus nesta expressiva mostra. O de Sophia, já bastante conhecido, constitui mesmo, em meu juízo, o extraordinário exemplo de como através de uma simples fotografia se podem ‘dar’ os instrumentos, o ambiente e o clima de trabalho de uma grande poeta – e até a elegância, o tom e o espírito não só de uma grande senhora como da sua poesia, ou de boa parte dela.


Entre os outros retratos de escritores, além de um magnífico Jaime Cortesão, de grandeza e perfil proféticos, e de um Mário Cesariny enquanto jovem, completamente diferente e inesperado, quero destacar dois: os de Miguel Torga e José Régio. Ambos talvez ainda mais inesperados do que o de Cesariny, ou do que o de Ferreira de Castro no franciscano quarto do hotel onde em geral vivia e escrevia, mostrando a capacidade de Gageiro colocar os seus retratados em situação (bem patente noutras imagens como a – formidável – de Raul Solnado), e/ou fotografá-los em situações absolutamente surpreendentes. De facto, ninguém esperaria ver Régio, de seu natural tão discreto e reservado, fotografado na cama, de pijama; e ver Torga, que não dava entrevistas, não aparecia e cultivava o mito de «inacessível», no remanso do lar, de casaco e gravata, mas sem sapatos, de meias grossas junto a uma lareira não a sério, como as do seu Trás-os-Montes, mas elétrica, sem brasas, sobre uma carpete…

Mas é impossível falar aqui de outros grandes retratos desta exposição. Sem entrar em brilhantes imagens, fora do universo dominante do Eduardo, como as de Grace Kelly e de Gina Lollobrigida, destacarei, no entanto, além de um Nureyev "homem comum", longe do sortilégio da sua arte e das luzes da ribalta, as por todas as razões fantásticas fotografias de Arthur Rubinstein no Coliseu e de Orson Wells no Guincho: dois verdadeiros "clássicos" nesta tão difícil disciplina.O mesmo se pode dizer, por exemplo, da tão criativa e extraordinária foto de Amália, que como Carlos Paredes surge neste pequena mas impressiva mostra. E não por acaso, a concluir, falo dos dois. É que Amália e Paredes, cada um na sua arte, a primeira a cantar, o segundo com a sua genial guitarra, como ninguém deram voz ao povo português. E sem querer fazer quaisquer comparações, a outro nível, e no domínio da fotografia, sinto que alguma coisa de semelhante acontece com o Eduardo Gageiro.


José Carlos de Vasconcelos
(Este texto segue as regras do novo Acordo Ortográfico)

05 dezembro, 2010

mus

Mónica Vacas no Ateneu Obreru de Xixón
© Marco Antonio Villabrille


Chega a ser desconcertante a osmose perfeita (luminosa) entre modernidade e tradição que a dupla de Gijón Mus (Mónica Vacas e Fran Gayo) consegue impor na música que faz. A imagem de capa do disco La vida condensa bem o caminho trilhado entre a pop e a folk. Entre o cá e o lá, longe.


Y agora tu,
canta por mi
una añada [uma canção de embalar] que diga
'duerme papá,
descansa,
todos seguimos equí'


Añada pal primer mes, Mus, La vida (Green Ufos, 2006)

04 dezembro, 2010

a primeira...


Em boa hora se decidiu organizar uma feira de livros relacionados com fotografia. A iniciativa, que quer tornar-se "regular", tem tudo para ser mais uma semente no cultivo do interesse pelos foto-livros e demais obras do universo da fotografia em Portugal. Nesta primeira edição, que decorrerá em Lisboa no espaço da Fábrica do Braço de Prata, entre os dias 10 e 12 de Dezembro, participam fotógrafos, editores, livrarias, alfarrabistas e galerias com obras a preços baixos (descontos até 20%) e edições limitadas e de autor.

A declaração de intenções dos organizadores (Os Suspeitos, Filipa Valladares e Exposições Fábrica do Braço de Prata) é clara: "Queremos divulgar as edições fotográficas, abrindo o interesse do público para este mercado e criando uma plataforma para o diálogo sobre este meio específico dentro da fotografia, cruzando-o com áreas como o design, as artes plásticas, o jornalismo, o cinema ou a edição em geral." E para além da feira, haverá 2 conferências que abordarão a relação do meio fotográfico com a impressão em livro e com a imprensa (papel e digital).
Que venham mais.

Participantes:
#
A Estante
#Alexandria Livros
#Arquivo Municipal de Lisboa – Núcleo Fotográfico
#Chromma
#Fundació Foto Colectania
#Gustavo Gili
#Inc. Livros e edições de autor
#KameraPhoto
#Pente 10
#Pierre Von Kleist
#Vera Cortês – Agência de arte/TIJUANA Lisboa
#Livraria Braço de Prata (Assírio & Alvim, Relógio d’Agua e Cotovia)

Conferências:
Sábado, 11, 17h30
Fotógrafos que também são editores
José Pedro Cortes, André Cepeda, Patrícia Almeida, Carlos Lobo

Domingo, 12, 17h30
Para acabar de vez com o fotojornalismo?
Fotógrafos da Kameraphoto: Céu Guarda (editora de fotografia do Jornal i) e Martim Ramos

Horário da feira:
Sexta-feira: das 18h00 às 24h00
Sábado e Domingo, das 16h00 às 23h00
Entrada livre até às 21h30

Club 13, Nils Petter Löfstedt, Pierre von Kleist Editions
© Pierre von Kleist Editions

 
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