23 abril, 2009

deserto

© David Zimmerman


O americano David Zimmerman venceu o L’Iris D’Or para o Fotógrafo do Ano no Sony World Photography Awards 2009, um prémio já anunciado em Cannes no fim da semana passada. A imagem com que Zimmerman arrecadou o galardão principal do concurso estava incluída na categoria Paisagem e revela a limpidez árida do deserto do sudoeste americano, um ecossistema considerado frágil.

“A minha documentação destes notáveis desertos espalhados pelo Arizona, Novo México, Califórnia e Nevada é um esforço continuado para influenciar a preservação destes locais através da consciência, opinião e intervenção pública”, afirmou Zimmerman na cerimónia de entrega do prémio.

O Honorary Judging Committee é composto por 12 membros do World Photography Awards Academy. Bruce Davidson, representante do Honorary Judging Committee, afirmou: “Vivemos numa era de consciência ambiental. É também a era da imagem. Ambas podem co-existir para nos dar uma perspectiva mais clara do uso e abuso dos nossos amados oceanos profundos e terra firme, que se encontram bem mais em risco do que nos atrevemos a admitir. As fotografias de David Zimmerman conseguiram fazer coincidir imagem e significado. Na sua perspectiva sensual e determinada, tomamos consciência de onde como seres humanos nos encontramos no percurso das areias ao longo do tempo”. Para Mary Ellen Mark, esta imagem transmite “uma visão única de beleza, poesia, e de poder, possível numa soberba fotografia de paisagem”.

Na mesma ocasião, o fotógrafo francês e anterior presidente da Magnum Photos Marc Riboud foi reconhecido com o Prémio 2009 Lifetime Achievement Award entregue por Elliott Erwitt.

22 abril, 2009

Amor Cachorro

© Jordi Burch

O fotógrafo do colectivo [kameraphoto] Jordi Burch participará num debate no dia 23 (21h30) sobre um dos seus mais recentes trabalhos, Amor Cachorro, em exposição na galeria P4Photography. Participarão na conversa Ricardo J. Rodrigues, jornalista, e Luís Trindade, director da P4. Amor Cachorro faz um retrato de "mulheres que amam demais" que fazem parte da associação MADA-Mulheres, sediada em S. Paulo, no Brasil. O projecto de Jordi Burch cruzou-se com as palavras da jornalista Marí­lia Gabriela no livro Eu que amo tanto.

Para ver mais fotografias de Amor Cachorro clique aqui

Amor Cachorro, de Jordi Burch
Galeria P4, R. dos Navegantes, 16
Até 20 de Maio

21 abril, 2009

Ballén

© Roger Ballén

Vale a pena olhar para a galeria de imagens de Roger Ballén (n. 1950, EUA) divulgada pelo site do PHotoEspaña. Ballén é um dos formadores deste ano do programa Campus PHE Grandes Maestros organizado pelo festival que inclui também Patrick Faigenbaum, Jim Goldberg, Ángel Marcos, Rosângela Rennó, Stefan Ruiz, Alessandra Sanguinetti, Stephen Shore e Neil Stewart.

Saiba mais sobre o trabalho de Ballén aqui

This day of change

João Pedro Marnoto, Hope
© João Pedro Marnoto


A tomada de posse de Barack Obama, no dia 20 de Janeiro, foi registada à exaustão. As agências de fotografia esgotaram recursos e técnicas para que a grandiloquência do momento escapasse pouco ao testemunho fotográfico. Talvez para tentar fugir à fatalidade que confina a fotografia a um tempo e a um espaço e à noção de que esse pedaço de realidade estaria saturado de imagens-tipo, os responsáveis da Courrier Japon (homóloga nipónica da revista mensal Courrier International) lembraram-se que talvez fosse interessante alargar a outras geografias o olhar para este acontecimento, apenas com um mote comum - Esperança. A pedido da Courrier, 132 fotógrafos espalhados por 79 países captaram imagens do dia em que Obama se tornou Presidente dos EUA. João Pedro Marnoto (n. 1975, Porto) foi o fotógrafo português escolhido. O portfólio que apresentou revela uma leitura muito particular (duplos significados, ironia, fuga aos referentes mais óbvios) e contrastante com a realidade cinematográfica que foi montada em Washington. A escolha do tema das fotografias era livre. Entre os fotógrafos participantes de outros países contam-se, por exemplo, Martin Parr (GB), Stanley Greene (EUA), Kadir Van Lohuizen (Hol.), Paolo Pellegrin (It.) e Malick Sidibé (Mali).
Parte do resultado deste mega-projecto, baptizado como This Day Of Change, já pode ser visto online. Para o dia 25 de Abril está agendado o lançamento de um livro e no 29 será inaugurada uma exposição no Japão.

This Day Of Change está aqui
Mais trabalhos de João Pedro Marnoto aqui

=ColecçãoàVista= 13

Pablo Ortiz Monasterio, Volando bajo, Cidade do México, México, 1987
Colecção Nacional de Fotografia © Centro Português de Fotografia

Voando

Esta é a imagem preferida de Pablo Ortiz Monasterio. Publicada no seu livro La última ciudad, em 1996, ao qual foi atribuído o prémio Best photographic book prize, no Photographic Spring Festival, em Barcelona, em 1998 e o Gold Eye do Festival des 3 Continents, em França, em 1997.
Este fotógrafo e editor nasceu no México e aí desenvolve o seu trabalho. Desde 1978 já dirigiu 3 publicações sobre fotografia: México Indígena, Río de Luz e Luna Córnea. Estudou Economia, pois “(…) naquela época não havia onde estudar fotografia e de alguma forma pensava que os fotógrafos se faziam, não via a fotografia como uma profissão”. Na actualidade, considera que para ser um artista e fotógrafo melhor não precisa de aprender mais sobre técnica, mas sim, aprender a ser uma pessoa melhor.
(texto:CPF)

20 abril, 2009

pulitzer

© Damon Winter, The New York Times

Os prémios de jornalismo Pulitzer (EUA) foram divulgados hoje. Na fotografia foram distinguidos Damon Winter, The New York Times (Feature Photography), pela cobertura da campanha de Barack Obama, e Patrick Farrell, The Miami Herald (Breaking News), pela cobertura das violentas tempestades que atingiram o Haiti no ano passado.
Uma amostra do trabalho de Winter está aqui
E do de Farrell aqui

© Patrick Farrell, The Miami Herald

19 abril, 2009

platinotipia

Chalabre
© M. Q. Rogado, platinum palladium, 20x25



O Museu Nogueira da Silva de Braga está a organizar o 3º Workshop de Impressão Platinum Palladium (Platinotipia), que deve realizar-se entre 16 e 17 de Maio. As inscrições devem ser feitas até 11 de Maio. Mais informações aqui

A impressão em Platina/Paládio tem uma longa tradição, remontando ao início da história da fotografia, apesar da primeira patente do processo só ter sido registada em Inglaterra em 1873 por William Willis. Uma ampla divulgação sucedeu até à I Guerra Mundial, embora a partir desse período, devido às questões de custo e dificuldade na obtenção de platina e paládio, desviados entretanto para aplicações bélicas, o processo tenha caído no esquecimento até aos princípios dos anos 70. Um artigo da época, do 'master printer' George Tice, publicado num volume da Time-Life Books (1972), fez ressurgir o interesse por este tipo de impressão como especialidade fotográfica na área das “fine arts”.
Fotógrafos como Frederick Evans, Edward Steichen, Paul Strand, Alfred Stieglitz ou Edward Weston, entre outros, foram alguns dos mais importantes utilizadores desta técnica desde o séc XIX. Foi no entanto o grande fotógrafo norte-americano Irving Penn, um dos artistas contemporâneos que mais se destacou, imprimindo com grande mestria em Platina/Paládio, uma parte razoável das suas melhores imagens.
A utilização por fotógrafos portugueses desta técnica de impressão foi muito esparsa no século XIX, sendo igualmente rara no século XX, até aos nossos dias.


Fonte: mqrogado.com

espaço

(© Paulo Ricca/Público)


O Centro Português de Fotografia e o Centro de Comunicação e Representação Espacial da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto estão a promover um workshop em "fotografia do espaço de cidade e arquitectura". A iniciativa vai centrar-se na zona da Ribeira do Porto e decorre entre 4 e 8 de Maio. Mais informações aqui

18 abril, 2009

Riboud

Marc Riboud, Peintre de la tour Eiffel, 1953, Paris
© Marc Riboud


O (meio) século XX de Marc Riboud

Sérgio C. Andrade
(P2, Público, 18.04.2009)

Em Novembro do ano passado, por entre a multidão de jornalistas e correspondentes que acompanharam a eleição de Barack Obama para a presidência dos Estados Unidos, estava um velho senhor de cabelos brancos, 85 anos, que não quis deixar de registar o acontecimento com a sua câmara fotográfica, como o fizera inúmeras outras vezes, ao longo do último meio século, em diferentes partes do mundo. O fotógrafo em causa é o francês Marc Riboud (n. 1923), um nome fundamental da fotografia do século XX, nomeadamente através da sua ligação à agência Magnum, de Henri Cartier-Bresson e Robert Capa.

Uma exposição retrospectiva da obra de Marc Riboud pode ser visitada em Paris, no Musée de la Vie Romantique, até 26 de Julho. Chama-se O Instinto do Instante - 50 Anos de Fotografia e traça, em mais de uma centena de imagens, o percurso aventuroso deste autor para quem a fotografia, "mais do que uma profissão, foi sempre uma paixão muito próxima da obsessão" (diz ele, na abertura do seu site em http://www.marcriboud.com/).

No museu parisiense estão expostas inúmeras das fotografias mais conhecidas de Riboud (verdadeiros documentos históricos), muitas delas inéditas e outras em provas vintage. Entre elas encontram-se, claro, as do pintor da torre Eiffel - que, em 1953, valeram a Riboud a entrada para o "clube" restrito de Cartier-Bresson e Capa -, e as das duas jovens, empunhando uma flor perante os militares em Washington (1967) e levantando o punho, às costas de um manifestante, nas ruas de Paris (1968), que simbolizaram os importantes movimentos sociais e políticos que marcaram esse final da década de 60, nos dois lados do Atlântico.

Mas a câmara de Marc Riboud fotografou também, antes e depois destas datas, os principais protagonistas e os grandes acontecimentos políticos verificados na China e Índia (anos 50), a descolonização da Argélia e de outros países de África, ou ainda a Guerra do Vietname, ajudando assim a fazer o retrato da segunda metade do século XX.

Ao lado destes registos mais históricos, a exposição dá ainda a ver a faceta mais pessoal e íntima da vida deste "homem honesto e corajoso, poeta tão interessado pelo homem como pela natureza, e com uma sensibilidade sempre vigilante e vibrante de ternura e de humor", diz a escritora Sophie Nauleau, no catálogo que acompanha a exposição.

O Instinto do Instante - 50 Anos de Fotografia, de Marc Riboud
Musée de la Vie Romantique, Paris
Até 26 de Julho

17 abril, 2009

A2008PP

Michael Corridori, da série Angry Black Snake
© Michael Corridori

O fotógrafo australiano Michael Corridore venceu o Aperture 2008 Portfolio Prize, hoje anunciado, com o projecto Angry Black Snake. Para além de Corridore, foram distinguidos os trabalhos de Jowhara AlSaud, Colin Blakely, Joe Johnson, Hector Mata e Elizabeth Pedinotti.
Os portfólios vencedores podem ser vistos aqui

comemorar o furo


Mariana Roxo, untitled, Lisboa, Portugal, Worldwide Pinhole Photography Day 2007
© Mariana Roxo


Assinala-se no dia 26 de Abril o Worldwide Pinhole Photography Day. O clube Buraco de Agulha e Instituto Português de Fotografia agendaram um encontro para comemorar este dia e divulgar a fotografia estenopeica. As actividades decorrerão entre as 10h00 e as 17h00 no IPF, em Lisboa, e abordarão os seguintes pontos:

»Introdução à fotografia estenopeica
»Razões do crescimento da prática deste processo de fotografia alternativa
»A rede e a fotografia estenopeica - O mundo através de um estenopo (furo)
»Adaptação de câmaras para a realização de fotografia estenopeica
»Construção/preparação de câmaras para a realização de fotografia estenopeica
»Tratamento laboratorial
»Mostra dos trabalhos realizados
»Mostra de diferentes câmaras
»Mostra de fotografia estenopeica
»Apresentação e publicação de fotografias no sítio Worldwide Pinhole Photography Day

Os participantes deverão levar caixas em que a luz não entre (latas de biscoitos, de bebidas, latas de chá).

O Arte Photographica associa-se a esta iniciativa e publicará os trabalhos que forem produzidos durante esta sessão.

LaChapelle

Statue, da série Deluge, 2007
© David LaChapelle

O fotógrafo americano David LaChapelle deu uma entrevista ao The Art Newspaper onde fala sobre a sua obra, a sua maneira de estar na fotografia e sobre a retrospectiva que tem patente no La Monnaie de Paris, anunciada como a maior exposição do artista jamais realizada em França. Aqui

If I could choose any period to have been an artist, it would definitely be the Baroque

David LaChapelle

 fotografiafalada


August Sander, People of the 20th Century, 1929
© Die Photographische Sammluny/SK Stiftung Kultur, Colónia

O projecto de retratos de Sander para a república de Weimar é um grande monumento da fotografia do século XX. Estabelece um método de trabalho meticuloso e é um dos fundadores da fotografia tipológica. Para ele, uma imagem é sempre insuficiente. O importante era o projecto, a estrutura de trabalho. É esse aspecto que se tenta sublinhar nesta exposição. Não se tratava apenas de incluir boas ou grandes imagens, bons ou grandes autores, mas de compreender métodos de trabalho, produção de conhecimento e de estruturas de arquivo. O arquivo é justamente isso – a produção de conhecimento e de saber.

(Jorge Ribalta, P2, Público, 14.03.2009)

Arquivo Universal - A condição do documento e a utopia fotográfica moderna
Museu Colecção Berardo, Centro Cultural de Belém, Lisboa
Até 3 de Junho

16 abril, 2009

Merce

Merce Cunningham
© Barbara Morgan


Ainda a propósito de fotografia e dança: o bailarino e coreógrafo Merce Cunningham, um dos nomes maiores da dança do século XX, faz hoje 90 anos. Fixei mais o olhar nesta fotografia de Barbara Morgan. Interessa-me a impossibilidade deste movimento tornada possível pela fixação fotográfica. E interessa-me a suspensão neste gesto de clamor que associamos à superfície, ao chão, ao solo. Merce não acusa a gravidade e faz-nos levitar.

imagem da morte

© Brendan Smialowski/Bloomberg News

O poder político americano dos últimos 18 anos negou a existência de imagens de repatriamentos de soldados mortos em combate no estrangeiro. A interdição começou com Bush pai numa tentativa de tornar menos presente (e real) a morte de tropas dos EUA em cenários de guerra. Com a chegada de Barack Obama à Casa Branca, a atitude da Administração americana em relação a este delicado tema mudou substancialmente. Logo nas primeiras semanas depois de ter sido eleito, os jornalistas perguntaram ao Presidente se iria rever esta interdição. Obama disse que sim, mas não se comprometeu. No entanto, na semana passada os media foram informados que podem voltar registar estas operações de repatriamento que decorrem na base aérea de Dover. A decisão não é consensual, como bem mostra Kathleen Gomes no texto A América já não esconde os seus soldados mortos que assina no P2. Aqui


O que importa perceber é: o que é que as imagens dos jornais fazem? Provavelmente dirá que elas informam. Mas, de certo modo, não é assim. Elas sublinham ou reforçam o que já sabemos.

Tim Hetherington, P2, Público, 12.04.2009

15 abril, 2009

flamenco+fotografia

Francesc Catalá Roca, Festa de la familia Chunga, 1995


A objectiva dos fotógrafos andou sempre atenta aos movimentos do corpo dançante e à expressividade de quem toca e canta. Entre os infindáveis géneros, o flamenco é dos mais fotogénicos e um dos que mais encenação leva para a fotografia. A pensar nesse poder, o Centro Andaluz de Arte Contemporáneo acaba de inaugurar uma vasta exposição que percorre a representação fotográfica do flamenco desde meados do século XIX. Mais de 200 imagens de mais de 70 autores de todo o mundo tentam transmitir a arte e a magia presentes nesta expressão de canto e dança profundamente influenciada pela cultura cigana.
A mostra chama-se Prohibido el cante. Flamenco y fotografía, uma alusão ao letreiro que muitas tabernas de Espanha ostentaram.

Prohibido el cante. Flamenco y fotografía
Centro Andaluz de Arte Contemporáneo
Até 30 de Agosto

14 abril, 2009

O tempo suspenso em África


© Guy Tillim



Sérgio C. Andrade
(P2, Público, 11.04.2009)

Há um tempo que já passou e outro tempo que está ainda por vir na Avenida Patrice Lumumba. Esta avenida é mais do que uma estrada desgastada pelos solavancos da História, é um tempo suspenso e incerto: sabe-se onde e como começou o caminho, que rectas e curvas inesperadas lhe surgiram pela frente, e o beco em que hoje se encontra; não se sabe a que futuro vai parar.

Avenida Patrice Lumumba é a exposição que o Museu de Serralves exibe actualmente nas suas principais salas, a revelar no Porto o trabalho do fotógrafo sul-africano Guy Tillim (n. Joanesburgo, 1962). O título remete directamente para o imaginário das lutas de libertação do colonialismo, em volta da figura do líder que ajudou à independência da República do Congo face à Bélgica, e que seria assassinado em 1961, poucos meses depois de se ter tornado no primeiro-ministro do novo país, e de ter sido deposto por um golpe de Estado. Mas é o tempo presente que é reflectido nas mais de meia centena de fotografias que constituem a exposição, e cujo tom quase sépia de cores cansadas retrata também uma realidade fatigada, simultaneamente gasta por excesso e por falta de vida. Na República do Congo, mas também em Moçambique e Angola, e no Benim e Madagáscar. Há um hotel em ruínas que já foi grande hotel, e uma piscina agora transformada em tanque de águas paradas; há jardins de estátuas apeadas, sem plinto umas, sem cabeça ou membros outras; há um liceu, um consultório, um banco, um escritório, um stand da Toyota, que já não o são.

São imagens que nos "falam, de modo tocante, do fracasso das utopias europeias" - escreve o comissário da exposição, Ulrick Loock, director adjunto do Museu de Serralves -, e simultaneamente "das dificuldades hoje sentidas pela população que ocupou esses edifícios, e que tenta aceitar o seu passado colonial e a respectiva herança". Mas é uma herança ainda sem futuro previsível. É visível a desadequação das pessoas perante os edifícios e os espaços urbanos que lhe foram deixados pelos regimes coloniais.

O que sobra - também para o visitante da exposição - é um passeio pela desolação desta Avenida Patrice Lumumba.

Avenida Patrice Lumumba, de Guy Tillim
Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto
Até 17 de Maio

=ColecçãoàVista= 12


Augusto Alves da Silva (1963), Projecto CNB, Lisboa, 2003
Colecção Nacional de Fotografia © Centro Português de Fotografia


Bailado

Augusto Alves da Silva acompanhou durante dois anos o trabalho da Companhia Nacional de Bailado, assistindo a ensaios e a espectáculos. O resultado ficou registado em fotografia e vídeo, séries fotográficas apresentadas quer em conjunto, quer separadamente. Nestas imagens, que resultam de uma encomenda com carácter comercial perfeitamente conjugada com um trabalho de autor, podemos observar o quotidiano dos bailarinos, o trabalho do seu corpo, colocando em evidência aquilo que querem transmitir ao espectador, os pormenores que nos aproximam dos seres humanos por detrás das coreografias e representações. Tudo isto torna o olhar de Augusto o de alguém que viu muito além da fotografia de cena, presenciou com atenção os pormenores do dia-a-dia e os quis homenagear, mostrando-nos uma faceta que não nos é acessível a partir da plateia.
(texto:CPF)

08 abril, 2009

Edgar Martins vence BES Photo08


s/t, da série When light casts no shadow, 2008
© Edgar Martins

Edgar Martins, de 32 anos, tornou-se o fotógrafo mais novo a vencer o Prémio BES Photo, um dos mais importantes galardões de arte contemporânea atribuídos em Portugal com uma dotação de 25 mil euros. O júri de premiação foi constituído pelos curadores Agnès Sire e Paul Wombell e pela artista plástica Helena Almeida, vencedora da primeira edição do BES Photo.

A escolha de Edgar Martins para vencedor da quinta edição do prémio "resulta da coerência e da consistência do trabalho desenvolvido pelo artista, critérios patentes na forma como seleccionou e apresentou as obras em exposição. O diálogo estabelecido entre as séries de obras escolhidas, bem como a percepção e o aproveitamento do espaço expositivo na instalação das fotografias". O júri aponta ainda "a diversidade das técnicas utilizadas pelo artista, bem como o processo e o propósito do trabalho inédito apresentado".

Depois do anúncio do prémio feito pelo ministro da Cultura, António Pinto Ribeiro, Edgar Martins afirmou-se "genuinamente surpreendido" com este reconhecimento. "Comunicar através da arte e da fotografia é difícil. Talvez este cheque facilite esse processo de comunicação", disse o fotógrafo nascido em Évora, a viver em Londres desde o final dos anos 90.

Com um discurso a enaltecer o prémio e a sublinhar a sua importância no panorama da arte contemporânea em Portugal, o ministro da Cultura lançou um "desafio" ao presidente do Banco Espírito Santo, Ricardo Salgado, também presente na ocasião, pedindo-lhe que abrisse uma linha de crédito com taxas indexadas à Euribor para compra de peças de arte. Para Pinto Ribeiro, devia comprar-se arte em Portugal "com a mesma facilidade com que se compram casas" numa tentativa de "apoiar o mercado e os artistas". A plateia reagiu com um burburinho.

O ministro da Cultura pediu ainda ao "sector financeiro" presente na sala que apoiasse residências de artistas portugueses no estrangeiro em troca de obras de arte produzidas por esses criadores. Desta vez a reacção da audiência foi mais discreta.

Luís Palma e André Gomes foram os outros finalistas do Prémio BES Photo. A exposição com trabalhos inéditos dos três artistas estará patente ao público no Museu Colecção Berardo até ao dia 17 de Maio.

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1. (fotografiafalada)
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otografiafalada)

07 abril, 2009

MadridFoto

Isabel Muñoz, Mevlevies, Síria
© Isabel Muñoz



Entre 7 e 10 de Maio decorre a primeira edição da MadridFoto, uma feira de fotografia contemporânea que pretende imitar o conceito de outras grandes feiras mundiais da especialidade, como a Paris Photo ou a Photo Miami. Giulietta Speranza, directora artística da iniciativa, anunciou a participação de 47 galerias, entre as quais 15 estrangeiras. A iniciativa afirma-se vocacionada para "um público heterogéneo" e pretende incentivar "um novo tipo de coleccionismo" motivado por iniciativas como o PHotoEspaña. Nesta primeira edição, haverá apenas lugar para fotografias produzidas e impressas nos últimos cinco anos. As galerias seleccionadas terão à venda obras de mais de 230 fotógrafos, entre os quais Alberto García-Alix, Nan Goldin, Andrés Serrano, Antoni Muntadas, Axel Hütte, Candida Höfer, Chema Madoz, Phillip Lorca-DiCorcia, Martin Parr e Isabel Muñoz.
A Galeria Mário Sequeira e a Carlos Carvalho Arte Contemporânea são as representantes portuguesas na MadridFoto.

06 abril, 2009

/uma fotografia, um nome\

Manuel Magalhães, s/t
© Manuel Magalhães


Na teia de inscrições que uma imagem sempre representa, esta fotografia de Manuel Magalhães fala de arte abstracta.

Não é uma imagem pitoresca, não a vemos como um quadro; essa designação liga-se com a paisagem. Mas aqui, como na imagem pitoresca há, aparentemente, reprodução do original.
Manuel Magalhães faz do mundo real referência – o que se torna claro na pedra que ladeia um hipotético pedaço de muro e na rugosidade da superfície pintada. É uma fotografia que cria o seu referente directo. Mas esse referente, (decididamente enquadrado, com uma sombra que o limita e atravessa) conecta-se na memória do fotógrafo com imagens de pintura abstracta. E este é, afinal, o velho tema da teoria da representação do pós.modernismo.

No entanto, se bem que igualmente agravada como o desafio de Sherrie Levine na sua refotografia de conhecidos fotógrafos, a obra de Manuel Magalhães tendendo a ser a reprodução do imaginário, ancora na realidade. A teoria da representação pós-modernista nega a representação do acontecimento, da exterioridade, já que surge armadilhada com a associação da representação prévia, - essa multidão de imagens apelando ao conhecimento e ao desejo, que hoje faz a nossa aprendizagem.

E, de certo é esse o motivo desta imagem de Manuel Magalhães e é a sua memória e o seu desejo que a constituíram, conhecimento da arte abstracta, desejo de o formular, fotografando o que estava no seu interior.

Ou seja, se a representação é teorizada como origem e não como réplica fotográfica, (pois o fragmento é arbitrariamente perspectivado), esta fotografia informa, acima de tudo, sobre a composição abstracta a que a mesma arte nos habituou e que o fotógrafo isolou na sua consciência e no seu olhar.


O conceptualismo complicou a análise do olhar, criou outros patamares de compreensão. Recusa liminarmente a ingenuidade do fotógrafo e do observador. Tratando da relação palavra-objecto, já o pós-estruturalismo afirmara que o significado apenas se produzia internamente, por ruptura: percebemos o significado de um objecto apenas porque lhe negamos outros significados, é abstracto porque não é naturalista, porque não é barroco, porque não é de intenção futurista… olhar é então argumentar com a nossa memória, com o nosso conhecimento. Olhar e isolar um fragmento é colocar-lhe toda a canga da cultura; uma argumentação interior. Derrida dirá mais, a linguagem, além de arbitrária, é autónoma. A que se liga, pois, o significado?

Precisamente ao agora, ao momento em que um sujeito historicamente situado dá significado ao objecto.

O que continua a causar problemas a quem olha e entende de forma aprazível o significado.
Manuel Magalhães oferece-nos aqui a réplica de um quadro abstracto, sem intenção pictorialista, como uma fotografia directa. A realidade que subjaz à composição é identificável. É uma composição, pois há enquadramento milimétrico; é, de resto, uma escolha feliz. Porque qualquer deambulação sobre o significado da arte a justifica.

Maria do Carmo Serén

o regresso dos franceses

Porto, Palácio de Cristal, 2008
© Georges Dussaud

Sérgio C. Andrade
(P2, Público, 4.04.2009)

Aquela mulher está sempre ali a dividir a sua comida com os pombos!”, dizia Georges Dussaud, um dia desta semana, quando descíamos a Rua Mouzinho da Silveira, em plena Baixa portuense. A sua mulher Christine acrescentava que, no café e na peixaria que se habituaram a frequentar perto do antigo campo do Salgueiros, são já cumprimentados e “simpaticamente tratados como gente da terra”.

É esta faceta “quase rural, de uma aldeia na grande cidade”, que mais agrada ao fotógrafo francês, e é esse Porto que ele regista, com a “objectiva afectiva” da sua Leica, como o P2 pôde verificar quando o acompanhou, em Novembro de 2007, estava Dussaud a começar a fotografar a cidade respondendo a um desafio dos Serviços Culturais do Consulado de França no Porto e do Centro Português de Fotografia (CPF).

Depois de várias semanas, em diferentes épocas do ano, de passeio e deriva pelas ruas e bairros da cidade, o olhar com que Georges Dussaud viu (e vê) o Porto está agora também à vista de todos, numa exposição no CPF/Cadeia da Relação. É a montra mais vasta e mais expressiva da iniciativa InVisões: Portugal visto pelos fotógrafos franceses, que reúne uma selecção de trabalhos realizados desde o final do século XIX até à actualidade e que integram a Colecção Nacional de Fotografia – e onde estão autores como Henri Cartier-Bresson, Edouard Boubat, Alain Buttard, Bernard Plossu, Bernard Faucon, Robert Demachy ou Jacques-Henri Lartigue.

Na sua (In)visão do Porto – o título da exposição é um declarado trocadilho com Invasão, agora na ordem do dia por via da evocação do bicentenário das Invasões Francesas –, Georges Dussaud insiste na estética que tem marcado a sua obra, e que a partir de 1987 associou à histórica agência Rapho, que fora fundada em Paris em 1933, e por onde passaram nomes como Robert Doisneau e o já citado Edouard Boubat. “Faço uma fotografia dita da escola humanista e afectiva. Eu não saberia fazer um trabalho sob a perspectiva da antipatia, da distância ou do ódio. Aquilo que me interessa é estabelecer uma relação de simpatia com as pessoas”, justifica Dussaud. Foi essa faceta que certamente fez com que fosse desafiado, pela câmara de Lisboa, a fazer um trabalho sobre o bairro do Martim Moniz, na capital. “Sei que é um bairro com forte presença de imigração, com muitos indianos, paquistaneses e africanos”, diz o fotógrafo (que já publicou um livro sobre a Índia), que não sabe ainda se vai haver condições para que esse projecto se concretize.

Adiado fica, por enquanto, a edição de um catálogo da exposição sobre o Porto, por falta dos apoios necessários à sua realização. A concretizar-se, o livro poderá vir a incluir também fotografias de Gaia, que Dussaud está agora a fotografar. “Faria todo o sentido deixar um traço de todo este investimento humano e afectivo”, diz o autor das Crónicas Portuguesas, a grande exposição retrospectiva que realizou na Cadeia da Relação em 2007, e que tem vindo a ser apresentada noutras cidades portuguesas – as próximas paragens serão Évora, em Junho, e possivelmente a Régua, no final do ano.

InVisões, Portugal Visto pelos Fotógrafos Franceses, vários autores
Centro Português de Fotografia, Porto
Até 30 de Setembro

05 abril, 2009

The Prison Within

© Alexandr Glyadyelov


Não há legendas visíveis ao lado das fotografias que Alexandr Glyadyelov mostra na Galeria Pente 10 (The Prison Within), mas o que nelas está impresso é suficientemente explícito para nos lembrarmos das condições de vida e das chagas que flagelam ainda muitos países do Leste da Europa. Estão carregadas de penumbra e rostos vazios de expressão estas imagens de denúncia e documento social que raramente encontram lugar numa galeria de fotografia contemporânea.

Excerto do texto que Paulo Nozolino escreveu para o catálogo da exposição:

(...) Alexandr Glyadyelov, polaco de origem e ucraniano de alma, luta, através do seu trabalho como fotógrafo, para mostrar que nada mudou. A opressão continua na Grande Rússia. Povo endurecido pela revolução de 1917, massacrado durante a Segunda Guerra Mundial, privado de tudo durante os anos da Guerra Fria e a quem foi finalmente dada a ilusão de liberdade depois da queda do muro. O capitalismo selvagem da era pós-Gorbachev, a tirania putiniana e a fragmentação do território em províncias, não ajudou em nada este povo quebrado pelo quotidiano e alienado depois de duas guerras perdidas, no Afeganistão e na Chechénia.
Alexandr Glyadyelov faz parte deste povo. Escolhe como sujeitos as crianças abandonadas das ruas de Kiev, os toxicodependentes de Odessa e os esquecidos nos gulagues siberianos do século XXI. Cheirar cola em miúdo, injectar heroína mais tarde, roubar para sobreviver à miserável realidade. Crime e castigo. A expiação do mal interior. A maldição eterna das estepes. A miragem das grandes cidades.

(...)

The Prison Within, de Alexandr Glyadyelov
Galeria Pente 10, Travessa da Fábrica dos Pentes, Lisboa
Até 30 de Abril

Les Américains na América

Robert Frank (1924-), Movie premiere, Hollywood, 1955
The Museum of Modern Art, Nova Iorque © Robert Frank, The Americans


No ano passado comemoraram-se 50 anos da edição de Les Américains, de Robert Frank, primeiro publicado em Paris por falta de editor nos EUA. A indiferença durou apenas um ano. Em 1959, a Grove Press decidiu imprimir e lançar o livro nos Estados Unidos. À boleia da segunda efeméride, a National Gallery of Art, de Washington DC, organizou a exposição Looking In: Robert Frank's The Americans. Paralelamente, a NGA oferece um olhar sobre alguns dos mais importantes livros de fotografia publicados durante o século XX na mostra Reading the Modern Photography Book: Changing Perceptions.

O site da NGA está bem apetrechado de textos e material gráfico sobre as duas exposições:
aqui pode ver-se percurso de Frank pela América;
aqui estão imagens e pequenos textos sobre os livros;
e aqui podcasts sobre a exposição.

04 abril, 2009

 fotografiafalada

Edgar Martins, The Accidental Theorist
© Edgar Martins


Nesta série (The Accidental Theorist) há uma ausência de vida e uma escassez propositadas. Dou importância ao silêncio nestas fotografias, cujos cenários, tal qual um buraco negro, parecem ter consumido todos os vestígios e sinais de vida. Todo o meu trabalho que envolve a noite lida com a questão da representação através da ausência. A área escura acaba por funcionar quase como uma tela branca para que quem observa consiga projectar a suas experiências, as suas memórias.

Estou interessado no aspecto teatral das imagens, na performance, mas não no sentido tradicional da palavra. Estou interessado em representar a performance do mundo consigo próprio enquanto conjunto de processos e factos. E a única forma de captar isto é abrandando o tempo. É por este motivo que recorro sempre a longas exposições e um dos motivos pelos quais utilizo a máquina fotográfica como máquina de filmar.

Gosto da ideia de que todo e qualquer espaço faz um processo de mutação instigado pela pessoa que observa e sempre que o observa. Se conseguirmos abrandar o tempo o suficiente talvez consigamos captar essa performance. Há uma ambiguidade inerente às imagens que também é importante. Isto remete para a fotografia enquanto processo de representação. Estou interessado naquilo que André Breton chamava de object trouvé (objecto encontrado). Fotografo apenas aquilo que se encontra nas praias, os vestígios da presença humana. No entanto, isto não é explícito. O observador não sabe o que se passa nestes espaços.

Muitas vezes perguntam-me se estas fotografias são feitas com recurso a pequenos cenários de estúdio. A ambiguidade é importante porque confere ao trabalho um lado teatral que é o que dá vida às imagens. A luz misteriosa é uma característica que une todos os trabalhos nocturnos e um dos aspectos que transmite uma carácter surreal a estas obras. A qualidade da luz vem das longas exposições. Num conjunto de 40 imagens, haverá cinco que foram fotografadas em espaços que tinham alguma fonte de luz artificial, não minha mas das próprias praias. A olho nu estas praias apareceriam totalmente escuras. Aquilo que as longas exposições fazem é trazer à luz esses espaços que têm alguma fonte de iluminação. Nunca iluminei as praias. A maioria estava quase na penumbra.

Esta ideia de falta de controlo é muito importante em todos os trabalhos. Não quero ter o controlo total sobre os espaços. A única forma de permitir que essa performance aconteça é havendo algum elemento de espontaneidade, é não tentar controlar a situação. Quando se utiliza exposições muito prolongadas é tudo mais difícil de controlar.

Quero que estas imagens sejam ambíguas porque, para mim, o processo é tudo. Se de facto houver alguma ambiguidade, acho que quem observa poderá questionar o processo de produção das fotografias. Haverá pessoas que vão considerar que são controladas digitalmente - mas a verdade é que não são. Não há qualquer intervenção da minha parte, para além do enquadramento.

Topologias, de Edgar Martins
Museu do Oriente, Lisboa
Até 19 de Abril

03 abril, 2009

K*MoPA


© Debasish Shom

O Kiyosato Museum of Photographic Arts (K*MoPA) abriu mais um programa Young Porfolios que prevê a aquisição de trabalhos de fotógrafos de qualquer parte do mundo com menos de 35 anos.
Mais informações aqui

Pente 10 na Paris Photo


Ofelia, Suíça, 2006
(
© Flor Garduño)

A galeria portuguesa Pente 10 foi admitida para a próxima edição da Paris Photo, uma das mais importantes feiras de fotografia do mundo. O certame está agendado para o Carrousel du Louvre entre 19 e 22 de Novembro e terá a fotografia árabe e iraniana como pano de fundo.

=ColecçãoàVista= 11

Eadweard Muybridge, Two Women on steps, 1887
Colecção Nacional de Fotografia © Centro Português de Fotografia


In Motion

A pedido de Leland Stanford, ex-governador da Califórnia, Eadweard Muybridge (1830-1894) fotografou uma sequência de imagens de um cavalo a galope. Stanford acreditava que o cavalo erguia as quatro patas em simultâneo quando galopava e esperava que Muybridge o provasse. Este último, acabaria por criar, em parceria com John D. Isaacs, um projecto para captação sequencial de imagens. Em 1877 a teoria foi provada. Muybrigde deu continuidade a estes estudos fotografando também outros animais, homens e mulheres. Dispunha num espaço 12 a 24 câmaras alimentadas com uma bateria que captavam os vários instantes. Estas sequências contribuíram decisivamente para a investigação da locomoção animal e inspiraram Isadora Duncan na dança moderna e Gertrude Stein na escrita.
(texto:CPF)

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Growth and Despair, Deer bed, 2007
© Katherine Wolkoff


A Women in Photography - plataforma para fotógrafas emergentes lançada no ano passado por Amy Elkins e Cara Philips - está a promover a WIP-Lightside Individual Project Grant, uma bolsa para mulheres fotógrafas em início de carreira.

Regulamento e prazos aqui

expression

Susan Meiselas, The Prince Street Girls
© Susan Meiselas


A Magnum Photos e a HP criaram um novo prémio de fotografia, o Expression Photography Award. Objectivo: discover and illuminate compelling documentary photography employed in innovative ways to affect social awareness and propel humanitarian compassion. O júri da Magnum é composto por Alec Soth, Jonas Bendiksen, Paolo Pellegrin e Susan Meiselas.

Regulamento, prazos e prémios estão aqui

 
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