
Sei que isto pode soar um bocadinho fora do baralho ou, pelo menos, fora do calendário, mas gostava de partilhar esta vantagem de termos paixões por objectos e suportes que são... temporalmente abrangentes. Quando assim é corremos o risco de sermos mimados no Natal com prendas que vão desde os cromos/brindes fotográficos ao estilo Arte Nova dos sabonetes Celebridades da fábrica Claus & Schweder, do Porto, às melhores revistas de fotografia contemporânea, daquelas que só chegam pelo correio. Obrigado A. Obrigado C.
13 janeiro, 2009
prendas
12 janeiro, 2009
photo la
Esta é a lista dos 13 fotógrafos que escolheram outros tantos livros:
Harvey Benge honours William Eggleston
Chris Coekin honours Hendrick Duncker & Yrjo Tuunanen
Peter Granser honours Robert Frank
Pieter Hugo honours Roland Barthes
Tiina Itkonen honours Pentti Sammallahti
Onaka Koji honours Daido Moriyama
Jens Liebchen honours Anthony Hernandez
Michael Light honours Ansel Adams
Mark Power honours Stephen Shore
Matthew Sleeth honours Lars Tunbjörk
Alec Soth honours Andrea Modica
Jules Spinatsch honours Block 2008
Raimond Wouda honours Paul Shambroom
11 janeiro, 2009
teatro+fotografia
À boleia d`O Mercador de Veneza, de William Shakespeare, que volta à cena do Teatro Nacional de São João em Janeiro, Daniel Blaufuks viajou até Veneza para tentar encontrar os sinais da presença judaica na cidade dos canais. O desafio foi lançado pelo encenador Ricardo Pais e o resultado são dez fotografias montadas numa instalação própria concebida por João Mendes Ribeiro e Catarina Fortuna.
“[...] Shakespeare não menciona que as portas do gueto de Veneza, o primeiro da Europa, eram fechadas entre o anoitecer e o amanhecer, e que os judeus europeus eram obrigados a usar estrelas amarelas ou vermelhas, como em Portugal, entre outras proibições e obrigações. Pensava em tudo isto e em quem tratamos hoje como forasteiros nas nossas terras comuns, enquanto caminhava pelas ruas de Veneza, rente aos canais, sentindo os passos em volta. Não foi preciso fugir dos turistas, porque eles se afastavam de mim, pressentindo provavelmente essa presença que não me abandonava. Um fim de dia, por mero engano, pedi dois Martinis no café na esquina da praça de San Stefano. Saí de Veneza na manhã seguinte, atravessando de comboio a laguna, e só então pensei nestas fotografias que agora aqui estão.”
Os Passos em Volta, de Daniel Blaufuks, a partir de O Mercador de Veneza
Salão Nobre do Teatro Nacional de São João, Porto
Até 28 de Fevereiro
10 janeiro, 2009
Hatje Cantz
A editora berlinense Hatje Cantz tem um catálogo de álbuns de fotografia de qualidade irrepreensível. Para além da atenção que presta aos livros, dedica-se também à venda de fotografias originais dos autores que publica. A aposta é quase exclusivamente na fotografia contemporânea. Os nomes que fazem parte da Collector' s Editions são estes
09 janeiro, 2009
bone lonely
A não perder a entrevista de Óscar Faria no Ípsilon de hoje a Paulo Nozolino a propósito da exposição bone lonely que inaugurou na Galeria Quadrado Azul, em Lisboa.
Paulo Nozolino: Vivemos num mundo sujo
Da série bone lonely
© Paulo Nozolino
bone lonely, de Paulo Nozolino
Galeria Quadrado Azul
Largo dos Stephens, 4, Lisboa
Até 21 de Fevereiro
08 janeiro, 2009
Odessa

[Kgaleria], Pour Zarma, Changer à Babylone, Colectivo Odessa
Rua da Vinha, 43 A, Lisboa
De qua. a sáb., das 15h às 20h (excepto feriados)
Até 31 de Janeiro
07 janeiro, 2009
“entre aspas”
Foi por isso que, mais tarde, começou a perder o interesse pela fotografia: primeiro quando a cor ganhou preponderância, a seguir quando se tornou claro que que a velha magia das emulsões fotossensíveis estava a desvanecer-se, que para a geração emergente o encantamento residia numa techne de imagens sem substância, imagens que podiam surgir repentinamente através do éter sem residir em sítio algum, que podiam ser sugadas para dentro de uma máquina e emergir dela adulteradas, infiéis. Desistira então de registar o mundo em fotografias e transferira as suas energias para a conservação do passado.
Dirá alguma coisa sobre ele, essa preferência nata pelo preto e branco e matizes de cinzento, essa falta de interesse pelo novo? Seria disso que as mulheres sentiam a falta nele, em particular a sua mulher: cor, abertura?”
06 janeiro, 2009
trocar
Os ambientes fellinianos concebidos e registados em Lisboa pelo fotógrafo Danilo Pavone viajam agora até à Madeira, depois de terem sido expostas no Porto. É uma troca de poisos que responde na perfeição ao espírito do trabalho de Pavone que, para além dos lugares, quer misturar culturas.
Maria do Carmo Serén escreveu a sinopse do projecto:
“É um mundo felliniano que Danilo Pavone concentra nesta série de imagens: há o jogo de bilhar, como jogo da vida, sempre sujeito ao poder de quem pode. Os carnavais da vida, inseguros e grotescos, mas persistentes no parecer que engana o ser, a fé que faz esquecer, a morte que sempre lembra, que sempre acontece. Os encontros dos homens, tangentes do nada e da utopia, encontros que são desencontros, porque o outro somos nós. O acaso conduz o sentido das coisas, das acções e dos intervalos: então o infinito surge do mar, de um areal sem fim, de uma iluminação que descobre o céu de novo.”
© Danilo PavoneFellini - Lisboa, de Danilo Pavone
MadeiraShopping, Santo António, Funchal
Até 3 de Abril
retratos+paisagens
(© Espólio Fotográfico Português)
04 janeiro, 2009
bastidores
Desde os anos 60 que Mary Ellen Mark fotografa os bastidores de filmes, muitos dos quais vieram a marcar a história do cinema (Apocalypse Now, Amarcord, Voando Sobre um Ninho de Cucos...). Nesse ambiente particular captou actores, realizadores e todo o burburinho característico da rodagem de longas metragens. A editora Phaidon acaba de lançar um álbum onde parte desse trabalho está reunido. A maioria das imagens reproduzidas em Seen Behind the Scene nunca fora publicada. Além das 168 fotografias, o livro contém textos de várias personalidades ligadas à indústria do cinema, entre as quais Francis Ford Coppola, Helen Mirren e Alejandro Gonzalez Inarritu. O El Mundo falou com Mary Ellen Mark a propósito do lançamento deste álbum. Essa conversa está aqui
03 janeiro, 2009
30 dezembro, 2008
Toscani+mafia
O fotógrafo italiano Oliviero Toscani registou oficialmente a marca mafia, mas ainda não se sabe com que propósito. Vittorio Sgarbi, crítico de arte e presidente da câmara de Salemi, na Sicília, diz que a ideia é boa e garante que foi tudo feito em nome desta localidade e com a sua autorização. Toscani é conselheiro de comunicação de Salemi.
A utilização da palavra mafia para fins comerciais já deu polémica em Itália. Desta vez é capaz de não ser diferente, quaisquer que sejam as intenções de Toscani.
Mais aqui
29 dezembro, 2008
Requiem Polaroid
Agora que os filmes Polaroid dão os últimos suspiros sucedem-se os requiems e os artigos mais ou menos nostálgicos, como o que Michael Kimmelman publicou há dias no New York Times.
Kimmelman diz que a fotografia instantânea inventada por Edwin Land não era perfeita, mas era mágica. Concordo. Quem disse que a perfeição é a virtude da imagem?
25 dezembro, 2008
/uma fotografia, um nome\
“O isto foi de Roland Barthes ainda incomoda muita gente. Mesmo aqueles que aceitam com cautela o valor indicial da fotografia, mas recusam que a fotografia, toda a fotografia, tenha a sua natureza específica, o seu “noema”.
Esta imagem de António Drumond é posterior à sua belíssima publicação O Preto, o Branco e alguma Cor, que é de 2006 (Campo de Letras), onde quase resume uma longa história do seu olhar fotográfico, sempre experimental e sempre atento às alterações dos contextos. Meses atrás este Arte Photographica publicou esta mesma imagem para ilustração da comemoração do Movimento IF, no Museu Soares dos Reis.
Trata-se de uma composição feliz. Que seja arbitrária ou não, é indiferente: Drumond apreendeu a ligação imediata entre o livro que a jovem da pintura de Veloso Salgado segura com certo enfado e a montra adjacente do Museu. O vestido negro fabrica um contraste profundo e provoca uma impressionante festa de cores quentes.
Há um lugar de interacção e o fascínio criado pelo umbral da desconstrução da rapariga do quadro. O mistério desse limiar, que atinge apenas a memória, assenta no facto de ser o lugar onde o observador não pode estar: é, naturalmente, a desconstrução da continuidade e da identidade de cada um. O que nos leva ao código da experiência estética militante, no seu afã muito actual de que as obras de arte valham não pelo que são, mas pelo que fazem.
A lógica cultural é hoje a multiplicação da oferta, que os estados traduzem na sua política cultural de conteúdos. Mas a arte não pode dissolver-se na comunicação que tudo rege, porque tem um núcleo incomunicável que, por isso mesmo, suscita diversas interpretações. Tenta sê-lo pela procura de singularidades, pelas manifestações transgressoras, pela diluição das fronteiras. Mas há uma aura de real nas fotografias, há uma contiguidade entre objecto fotografado e a imagem latente que fica na película e por isso mesmo Barthes dizia de todas as fotografias, isto foi. Por isso a arte contemporânea cede ao trauma do encontro com o real de que a fotografia é contaminada – esse real que, lá diz Lacan, se distingue do verdadeiro, porque não é aberto à linguagem e ao simbólico.
E então António Drumond investe em Veloso Salgado como uma citação sem propósito e num pequeno marketing da nossa cultura que ainda se mantém erudita: esta imagem fotográfica parece congregar a inutilidade de ferozes criticismos sobre o lugar do poder na arte: fala de um museu, está num museu, é e não é a sua memória.
Na contiguidade entre a realidade, oferecida ou construída, mas que vemos e olhamos, qualquer coisa se instalou na película ou na organização dos pixels, o isto foi. Podia não ser, porque não apreendido no seu enquadramento antes da imagem; é a imagem que cria o seu referente. Agora é uma realidade poética cheia de cor, a realidade da fotografia , que resultou de um olhar e de uma pulsão qualquer.
António Drumond construiu uma metáfora, nós construiremos, olhando-a, outras ainda. É com estratégias destas, onde conta muito o desejo e sua poesia que entendemos o mundo diverso onde vivemos.”
Maria do Carmo Serén
António Drumond é fotógrafo amador; pertenceu ao Grupo IF (Ideia e Forma) e tem uma sólida carreira de exposição.
23 dezembro, 2008
“entre aspas”
- Sim, tive um estúdio em Unley. Durante uns tempos também dei aulas de fotografia à noite. Mas nunca fui (como é que hei-de dizer?) um artista da câmara. Fui sempre mais um técnico.
Salomon
Chamavam-lhe o rei dos indiscretos
(Público, 28.11.2008)
Conferências internacionais, julgamentos, recepções a embaixadores, festas da alta sociedade alemã. Erich Salomon estava lá, com as suas câmaras fotográficas (a Leica ou a Ermanox de que raramente se separava), exibidas na mão ou escondidas numa pasta, para registar “momentos de desatenção” de alguns dos maiores políticos e celebridades do período entre as duas grandes guerras. Estava lá porque fazia parte dessa elite que ao mesmo tempo desafiava no seu próprio território, expondo-a naquilo que tinha de menos público.
Cento e trinta fotografias de Erich Salomon (1886-1944) estão até 25 de Janeiro no Jeu de Paume (Hotel de Sully), em Paris. A exposição, a primeira de uma trilogia dedicada à fotografia europeia entre guerras, é feita com o museu de arte moderna, arquitectura e fotografia de Berlim (depositário do arquivo Salomon) e ajuda a traçar o percurso deste filho de banqueiros, doutorado em Direito, que chegou a estudar zoologia, e que aos 40 anos se tornou fotógrafo.
Pioneiro do fotojornalismo, Salomon tornou-se famoso a partir de uma reportagem para o Berliner Illustrirte Zeitung em que, com a câmara escondida, fotografou um homicida em tribunal através de um buraco feito no chapéu. Seguiram-se muitos encontros com estrelas
das artes (como Marlene Dietrich) e da política (o primeiro-ministro francês Aristide Briand chamava-lhe o rei dos indiscretos), que muitas vezes só descobriam nas páginas das revistas e nas paredes das galerias que tinham sido apanhadas pelo “Houdini da fotografia”.
Judeu, refugiou-se na Holanda com a ascensão do nazismo na Alemanha. Com a invasão alemã, a família Salomon é descoberta e enviada para Auschwitz, onde viria a morrer em Julho de 1944. O seu trabalho ficou, como testemunha da revolução que desencadeou. Não era por acaso que Briand dizia que uma reunião só era verdadeiramente importante se Salomon lá estivesse.
(Erich Salomon)
22 dezembro, 2008
saldos
Adenda: a feira do livro foi prolongada até 30 de Janeiro. Para além dos álbuns do Arquivo, estão também à venda livros da Fundación Foto Colectania.
Jorge Gomes da Silva 1913-2008
Morreu Jorge Gomes da Silva, decano dos fotógrafos madeirenses, bisneto do fundador do estúdio Photographia Vicente, exemplar atelier fotográfico fundado em meados do século XIX e que se mantém até hoje (Museu Photographia Vicentes). O correspondente do Público na Madeira, Tolentino de Nóbrega, escreveu sobre o desaparecimento de Jorge Gomes da Silva aqui
21 dezembro, 2008
Nozolino de volta
Paulo Nozolino volta às exposições em Lisboa. bone lonely inaugura na Galeria Quadrado Azul a 9 de Janeiro. As imagens deste projecto vão ser reunidas em livro pela editora alemã Steidl. O mesmo trabalho poderá ser visto em Julho nos Rencontres d’Arles, França, que em 2009 comemoram 40 anos.
20 dezembro, 2008
Obama BD

Quem viu as capas da revista Time dos últimos 15 anos relacionadas com a tradicional Person of the Year poderá ser levado a pensar que a fotografia foi dominante na representação identitária da personagem ou assunto seleccionados. É interessante verificar que desde os anos 20, década em que foi instituída a rubrica, são minoritárias as ocasiões em que a imagem fotográfica se sobrepôs à ilustração.
A escolha deste ano, que recaiu sobre Barack Obama, regressou ao grafismo puro e duro. Durante esta década, a revista apenas o tinha feito com a reeleição de George W. Bush, um pouco para sublinhar o papel do quase ex-presidente dos EUA como protagonista invencível do jogo de geoestratégia político-militar que se desenrola à escala global. Nessa imagem, a preocupação era não abandonar totalmente o realismo da figura para que os traços de austeridade não pudessem ser confundidos com qualqer boneco animado. Bush olha para o firmamento como se fosse já um busto esculpido na rocha de Mount Rushmore, onde estão quatro dos seus antecessores.
Com Barack Obama a Time não quis esperar por uma possível reeleição. Deu-lhe uma capa onde aparece representado através de puro desenho gráfico, como imagem que viaja rumo ao supra-real. É uma escolha que pode ter sido motivada por causa de uma imagem fotográfica violentamente desgastada e uma probabilidade reduzida de, através dela, causar impacto, surpresa. Na capa Person of the Year 2008 Obama aparece já firmado como ícone, como herói de banda desenhada capaz de salvar o mundo das garras de malfeitores. Surge como protagonista místico de um jogo que até é muito parecido com aquele em que Bush entrou. As semelhanças no tabuleiro e no guião são muitas. Os papeis é que mudaram - também muito por culpa da caracterização.
(Shepard Fairey, o artista que concebeu a capa da Time, fala sobre o seu trabalho aqui)
19 dezembro, 2008
Luz do Sul
Decorrem em Évora as três últimas exposições dos encontros Luz do Sul, comissariados por José M. Rodrigues. No Palácio D. Manuel inaugurou a colectiva Um Olhar sobre o Mundo, que resulta de uma selecção da colecção dos Encontros da Imagem de Braga onde estão representados nomes como Sibylle Bergemann, Denis Roche, Rafael Navarro, Graça Sarsfield, Manuel Vilariño, Tony Catany, Marina Ballo, Charmet, Rui Fonseca, Paul Catrica, José Maçãs de Carvalho, Diane Arbus, Humberto Rivas, François Tourot, Elina Brotherus, Haiko Diehl, Jorge Molder, Roberto Cecato, Carolyne Feyt, Krystyna Ziach, Marlo Broekmans e Sally Mann. No mesmo espaço pode também ser vista a instalação The Point of no Return, de Cláudia Fischer, que Rodrigues apresenta como um longo poema sobre as migrações das populações.
Na Galeria 21, David Infante mostra O Eu e o Tempo, um conjunto de imagens de auto exploração (JMR).
Um Olhar sobre o Mundo, Selecção da colecção dos Encontros de Braga
The Point of no Return, de Claudia Fischer
Palácio de D. Manuel, Évora
De seg. a sex., das 10h00 às 12h00 e das 13h00 às 17h00; sáb., das 13h00 às 17h00.
Até 30 de Dezembro
O Eu e o Tempo, de David Infante
Galeria 21, Rua de Santa Maria, 21 H, Évora
Todos os dias das 18h00 às 20h00
Até 30 de Dezembro
18 dezembro, 2008
17 dezembro, 2008
glamour + Marilyn
Marilyn Monroe ainda vende. E bem. No meio de estrelas como Ava Gardner, Raquel Welch, Kim Basinger, Monica Bellucci e Michelle Pfeiffer, foi Marilyn quem mais brilhou na primeira parte do leilão da Christie's Icons of Glamour and Style: The Constantiner Collection que ontem decorreu em Nova Iorque.
O conjunto de fotografias da colecção Constantiner é formado por 320 lotes e inclui alguns dos mais famosos nomes ligados à fotografia de moda e glamour, como Richard Avedon, Irving Penn y Robert Mapplehorpe. Era nas mãos do casal Constantiner que estava a maior colecção privada de fotografias do alemão Helmut Newton.
Uma das figuras mais representadas neste conjunto era Marilyn Monroe, retratada por Andy Warhol, André de Dienes, Tom Kelley, Elliott Erwitt, Eve Arnold, Gary Winogrand, Milton Greene e Bert Stern, autor da mítica sessão de hotel que ficou conhecida como The Last Sitting. O portfolio feito para a Vogue americana estava planeado para sair em Setembro de 1962, quando surgiu a notícia da morte de Marilyn, em Agosto desse ano. A Vogue mudou o texto e transformou a sessão de Stern num tributo.
Pode seguir o leilão da Christie's e os resultados das vendas aqui
movimento + variedade
“É raro ter este movimento e esta variedade de pessoas na rua”. Robert Frank explica no New York Times por que é que esta é uma das suas fotografias preferidas da sua obra-prima The Americans, que está a comemorar 50 anos.
identidade
Robert Capa, A Morte de um Miliciano, 1936À dúvida cíclica sobre a teatralização do momento da mais conhecida fotografia de Robert Capa e da Guerra Civil de Espanha segue-se agora o desmentido da teoria segundo a qual o miliciano que tomba no terreno se chama Frederico Borrell García. O documentário La Sombra del Iceberg, rodado por Hugo Doménech y Raúl M. Riebenbauer, demonstra através de documentos e testemunhos que a identidade deste soldado não era afinal um dado tão certo quanto se queria fazer crer. O filme estreia na sexta-feira em Espanha.
O El País publicou um artigo sobre este assunto que pode ser lido aqui
Armengol + saldos
A coordenadora da Fundación Foto Colectania em Portugal, Filipa Valladares, vai fazer no sábado (às 15h30, entrada gratuita) uma visita guiada à exposição Manel Armengol - Transições, 70s em Espanha, China, Estados Unidos, patente no Arquivo Fotográfico Municipal, em Lisboa.
No mesmo dia, o Arquivo e a Foto Colectania promovem uma feira do livro de fotografia com descontos que podem ir até aos 50 por cento.
>Post relacionado
>>Transições
Transições, 70s em Espanha, China e Estados Unidos, de Manel Armengol
Arquivo Municipal de Lisboa/Arquivo Fotográfico
Rua da Palma, 246
Até 30 de Janeiro
16 dezembro, 2008
agir
Foi lançada ontem no Palácio da Bolsa do Porto a empresa Espólio Fotográfico Português que tem à sua guarda mais de 500 mil imagens da antiga Casa Beleza, que esteve instalada naquela cidade durante mais de meio século. A iniciativa de comprar o arquivo da Beleza, formado maioritariamente por fotografias das décadas de 20, 30, 40 e 50 do século XX, partiu de Mário Ferreira que promete comprar outros espólios representativos da memória visual portuguesa.
Durante o anúncio formal da empresa foi também lançado um livro e o um site, que está preparado para comercializar as cerca de 300 mil imagens já digitalizadas. A edição do álbum e o processo de tratamento de imagens foram orientados por Fernando de Sousa.
A Casa Beleza tinha como principal negócio o retrato de estúdio, por isso é natural que a maior parte das imagens do EFP estejam relacionadas com essa actividade. Mas há também muitas fotografias de paisagem, fotografias de cariz industrial, resultantes de encomendas específicas feitas ao estúdio.
Para além de inédita, a iniciativa do empresário portuense é louvável, porque através dela se contribui para a salvaguarda do património fotográfico português, desde sempre tão mal tratado e tão mal conhecido.
O site (muito bem estruturado e de pesquisa fácil) da Espólio Fotográfico Português está aqui
15 dezembro, 2008
fotografia e vídeo
Discutíamos à mesa de um jantar de amigos o que é que hoje tem mais importância na informação que se mostra na Net, se é o vídeo ou a fotografia. A resposta, que parece simples, tem um campo de análise demasiado intrincado e veloz para se poder isolar. E depois há a dificuldade de enquadrar as novas linguagens que se criaram com a junção dos dois suportes num só, onde aparecem também o som e a infografia. Nada que a televisão e o cinema já não tivessem feito antes, mas raramente, creio, com o grau de sofisticação e intensidade dos trabalhos que têm sido produzidos por empresas como a MediaStorm, para citar um dos exemplos mais conseguidos.
Escusado será dizer que, entre pão e vinho, as conclusões foram poucas. Se a vantagem tende a cair mais para um suporte em determinadas narrativas, noutras ganha o poder da imagem fixa, ainda que apareça lado a lado com a imagem em movimento. Mas, quando vejo estórias como a que é contada no novo site dos Médicos Sem Fronteiras (Condition: Critical - Voices From The War In Eastern Congo) sinto que a fotografia de registo jornalístico encontrou na Net um espaço perfeito para se mostrar.
Os MSF são das poucas ONG`s na região Este da República Democrática do Congo, onde regressaram os conflitos entre senhores de guerra. A população civil do Kivu Norte e Sul foi apanhada no meio das disputas e sofre com o isolamento e a indiferença da comunidade internacional. Para denunciar a catástrofe humanitária que está a atingir a região, os MSF lançaram a campanha Condition: Critical que contou com a participação do fotógrafo Cédric Gerbehaye (Agence Vu).
(Se não conseguir ver o vídeo abaixo clique aqui)
13 dezembro, 2008
Mad
Não sei exactamente o que é que esteve na origem do projecto Mad Woman In The Attic, no Porto, mas a simples ideia de conseguir fintar as convenções dos espaços tradicionais de divulgação artística com aquilo que está à mão de semear é por si só digna de registo. Mostra ousadia, originalidade e peito aberto perante os circuitos institucionalizados que, normalmente, têm as portas fechadas a cadeado para novos projectos. A arrecadação onde se instalou Mad Woman In The Attic tem uns 10 metros quadrados e está dentro de um prédio de habitação no centro do Porto.
A última proposta deste espaço, gerido e programado por André Sousa, é de André Cepeda que mostra apenas uma fotografia de um projecto que pretende dar imagem às condições sociais degradantes que se vivem em algumas zonas do Porto.
Os trabalhos apresentados podem ser visitados apenas no dia da inauguração ou nas três semanas seguintes, por marcação.
Lab.65
Inaugura hoje no Porto (18h00, Centro Comercial Bombarda, Rua Miguel Bombarda, 285) a exposição/venda de fotografia Lab.65 Revisited que propõe trabalhos de 22 fotógrafos portugueses contemporâneos. As edições "limitadas alargadas", que podem ir dos 75 aos 500 exemplares, fazem com que a galeria possa fazer preços mais baixos, entre os 30 e os 300 euros. As imagens vendidas serão numeradas e acompanhadas por um certificado de autenticidade e biografia do autor.
Haverá fotografias de:
Ana Luandina - Ângela M. Ferreira - Alexandre Delmar - Carlos Cézanne - Hugo Olim
Juão Coração - João Leal - João Margalha - Rita Castro Neves - Pedro Guimarães - Pedro
Magalhães - Inês d’Orey - Teresa Sá - José Carlos Nascimento - Margarida Paiva - Marcus
Garcia Moreira - Paula Abreu – Paulo Pimenta - Miguel Meira - Rui Pinheiro - Miguel Fukutomi - Manuel Luís Cochofel

































