06 dezembro, 2007

expectativa


Fernando Pessoa no Chiado com o jornalista Ferreira Gomes, K - lda (Studio) Portugal
(lote 22, licitação-base de 2 000 euros)

É hoje o leilão da Potássio Quatro na nova sede da galeria. Fernando Pessoa promete continuar a ser o protagonista da venda, não só pelas imagens onde é protagonista, mas também pelos documentos que lhe passaram pelas mãos.

Leilão P4
Photographs, rare &Photography Books and Advertising Art
Galeria P4Photography
Rua dos Navegantes, Lisboa, 9h30

Fernando Lemos, Intimidade no Chiado, 1949/52
(Lote 50, licitação-base de 500 euros)

ver os dias




Já não é o calendário que se pendura nas oficinas de mecânica e nas cabinas de camiões Tir. O erotismo e a sedução continuam a morar no calendário Pirelli, mas o grau de sofisticação a que chegaram as produções para a sua concretização colocam-no no campeonato da melhor fotografia de moda, capaz de marcar tendências e estilos.
O francês Patrick Demarchelier foi o fotógrafo convidado para conceber as imagens que vão olhar para os dias que passam em 2008. As fotografias foram captadas em Xangai e tentaram idealizar o universo Geisha século XXI.

Para saber mais sobre o calendário Pirelli 2008 clique aqui.


05 dezembro, 2007

 fotografiafalada


Espaço T
(© Inês d`Orey)

Esta imagem foi captada num contexto muito especial. Tirei fotografias antes do arquitecto ter decidido começar as obras de recuperação [do Espaço T]. Estas árvores são os restos de uma instalação feita para a casa que recebeu uma série de outras instalações que se espalharam pelas divisões do edifício.

(Inês d`Orey)

Porto interior
FNAC NorteShopping, Porto

Até 4 de Janeiro

04 dezembro, 2007

descobrir

Sally Mann Family Color, 1990/91

A fotografia de família é talvez das áreas da imagem mais subestudadas e desconsideradas, mas, ao mesmo tempo, aquela que mais olhares movimenta, mais paixões desperta e, claro, mais dinheiro dá a ganhar. A investigadora Paula Figueiredo, coordenadora do Serviço Educativo do Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa, dedicou uma tese de mestrado a este assunto – recentemente defendida no ISCTE - e propõe agora um seminário onde se discutirá o registo fotográfico de ocasião dentro do ambiente familiar.

O programa está dividido assim:

1ª sessão
A Fotografia de Família na Expressão do Anónimo – Definição de género fotográfico através dos contributos anónimos de poses informais, captadas no seio de uma família.

A Máquina Kodak – Atributo da cultura visual popular no registo do quotidiano dos finais do século XIX até aos finais do século XX.

A Fotografia de Ocasião em Portugal – Exercício contemplativo através de alguns exemplos apresentados e proposta de partilha de imagens a decorrer na 2ª sessão.

2ª sessão
Partilha de Olhares – Testemunhos pessoais partilhados com a presença de fotografias de família dos próprios.

A Fotografia de Ocasião no âmbito da Fotografia de Família – Um género fotográfico sustentado na expressão massificada, que revela hábitos pessoais da memória colectiva.


Anónimo, Portugal (?), c. 1940

Seminário Retrato de Família
Paula Figueiredo
6 e 13 de Dezembro, das 19 às 21h00


Instituto Potuguês de Fotografia de Lisboa
Rua da Ilha Terceira, 31 A
Tel.: 213 147 305

bisbilhotar


Vale a pena ler a última crónica de Pedro Mexia no P2 inspirada num livro recentemente publicado que reúne fotografias privadas de casais. São imagens que "perderam" o seu dono e estavam de certa maneira moribundas, mas renascem aqui como resposta à nossa insaciável necessidade de bisbilhotar.
O texto está aqui.


Couples (2007)
De Roger Handy e Karin Elsener
Ed. Abrams Image

02 dezembro, 2007

pensar

Atlântico visto do Cabo de Sagres, Pedro Neves Marques
(© Pedro Neves Marques)

Desde a primeira edição do prémio Bes Revelação que não se têm calado as vozes críticas a propósito do reconhecimento de trabalhos que usam o suporte ou a linguagem fotográfica dentro do vasto campo das artes visuais.

Sobre essa polémica Ricardo Nicolau, adjunto do director do Museu de Serralves, escreveu um curto ensaio onde se isolam problemáticas e se tentam identificar os campos de acção de cada artista seleccionado:

O que aconteceu à fotografia?*

‘O que aconteceu à fotografia?’ e, mais especificamente, ‘Onde está a fotografia?’, são duas perguntas recorrentemente associadas às duas primeiras edições do BES REVELAÇÃO, que apresentaram nos últimos anos, sempre na Casa de Serralves, o trabalho de jovens artistas – e não estritamente jovens fotógrafos – mostrando objectivos (esculturas e vídeos, nomeadamente) que à partida pareciam dissociar-se daquele suporte.
A presente exposição, apresentando trabalhos de Catarina Botelho, Ivo Andrade e Pedro Neves Marques vem confirmar, senão agudizar, aquelas dúvidas disciplinares, ou ontológicas, contribuindo mais uma vez para questionar o que se poderá afinal entender por ‘campo da fotografia’. Não apenas porque são de novo apresentados objectos (livros, peças escultóricas) e vídeos,mas também porque à produção fotográfica propriamente dita não correspondem autores fotógrafos, mas artistas. Explico melhor: mesmo quando se apresentam fitigrafias ded alguém, como CATARINA BOTELHO, que tem adoptado a fotografia como suporte exclusivo do seu trabalho, deve ter-se presente que este não se confronta com a história da fotografia, mas com a história das arte visuais, e que tem como horizonte de recepção o campo da arte, mais do que o da fotografia em sentido estrito – confirmam-no os projectos em que a artista se tem envolvido, os espaços e os contextos em que tem apresentado o seu trabalho, bem como a sua recepção crítica.
Optando pela fotografia instantânea, pelo “estilo sem estilo”, Catarina Botelho salvaguarda a natureza subjectiva e auto-biográfica do seu trabalho, plasmando o não procurado, o involuntário. Aponta a realidade ao mesmo tempo que nos recorda que a fotografia nunca a pode representar.
Ivo Andrade e Pedro Neves Marques, os outros dois artistas apresentados nesta exposição têm com a fotografia uma relação particular, cujas raízes se podem encontrar na arte dos anos de 1960 e 1970: utilizam, por vezes com fina ironia, a sua inata capacidade para descrever as coisas, a sua longa história de registo e de demonstração.

As imagens de IVO ANDRADE, por exemplo, jogam com o estatuto documental da fotografia, Fotografando batatas esculpidas em forma de rosto, e aoresentando-as como objecto técnico, informativos, o artista explora zonas liminares entre arte autónoma e documento útil.
PEDRO NEVES MARQUES, impõe o acto de fotografar como momento de autenticação, tirando partido da relação estrutural entre fotografia e legenda. Nos seus livros o artista aponta o limite do potencial documental da fotografia, declarando uma série de factos não verificáveis nos textos que acompanham as imagens – datas, localizações, itinerários.
É curioso como estes dois trabalhos, aparentemente afastados da fotografia em sentido estrito, de alguma forma herdeiros da arte conceptual, conseguem simultaneamente apontar para as características que podem ajudar a defini-la. Recordemo-nos que Jeff Wall argumentou num célebre texto
[1] que a orientação da arte conceptual para a fotografia representou uma curiosa procura do ideal modernista de auto-reflexidade di medium, permitindo localizar os traços que o definiriam.
Esta edição do BES REVELAÇÃO, permite uma aproximação crítica à fotografia, reconhecendo os esforços pioneiros dos artistas conceptuais dos anos de 1960 e 1970 e o compromisso dos seus “sucessores”, e instaura, pela terceira vez, a Casa de Serralves como um lugar priveligiado para examinar a relação da arte com a fotografia.

Ricardo Nicolau

*Título pedido de empréstimo a um livro que reúne uma série de conferências apresentadas no congresso Photography, Philosophy, Technology [Fotografia, Filosofia, Tecnologia], celebrado em Abril de 2002 e onde participaram nomes fundamentais da teoria da imagem, como David Green, Steve Edwards, Geoffrey Batchen, Peter Osborne, David Campany and Laura Mulvey. Este congresso foi o primeiro organizado pelo Photophorum, uma colaboração entre a Universidade de Brighton, o Kent Institute of Art and Design e o Surrey Institute of Art and Design University College. Foi criado com o principal objectivo de promover o debate crítico sobre a fotografia contemporânea, especialmente no que se relaciona com a sua função nas práticas artísticas. David Green (ed.), Qué há sido de la fotografia?, Barcelona: Editorial Gustavo Gili, S. L., 2007.
1 Jeff Wall, “Marks of indifference: aspects of photography in, or as, conceptual art”, in Douglas Fogle (ed.), The last picture show: artist using photography. 1960-1982, Walker Art Center, Mineapolis, 2003, pp. 32-44 [originalmente publicado in Ann Goldstein e Anne Rorimer (org./ed.), Reconsidering the object of art, 1965-1975, Museum of Contemporary Art, Los Angeles, 1995, pp. 247-267].


Sem título (Luísa a descascar feijão verde), 2007
(© Catarina Botelho)

BES REVELAÇÃO
Casa de Serralves, Porto
Até 6 de Janeiro

29 novembro, 2007

*Três perguntas a...


Valter Vinagre, auto-retrato, Lisboa, Novembro de 2007
(© Valter Vinagre)

Valter Vinagre. Nasceu em Avelãs de Caminho, em 1954. Vive e trabalha nas Caldas da Rainha e em Lisboa. Frequentou o Plano de Estudos em Fotografia do Ar.Co em Lisboa, entre 1986 e 1989. Expõe individualmente desde 1988 e colectivamente desde 1989. Publicou mais de uma dezena de livros de fotografia, entre os quais Cá na Terra (texto de Manuel Hermínio Monteiro), Na Cidade (texto de Jorge Calado) e Topografias do Vinho e da Vinha. Está representado em vários colecções públicas e privadas. Faz parte do colectivo [kameraphoto]. Expõe actualmente no Voyeur Project View, em Lisboa, um conjunto de oito imagens a que chamou Sob a Pele, 1996 - 2007.

¿Por que é que fotografas?
Fotografo movido por ideias que me levam a interpelar o mundo que nos rodeia e com a certeza de que a minha percepção das coisas visa não tanto a representação da realidade, mas a realidade da representação.

¿A palavra cartografia aparece muito associada ao teu trabalho mais recente. Por que linhas queres que sigamos?
Sim é verdade que a palavra "cartografia" aparece cada vez com mais frequência associada ao meu trabalho. Quando fotografo sigo várias estratégias na obtenção do resultado final. Não estou preocupado em dar pistas ou forçar leituras a quem vê os meus trabalhos. Pelo contrário, procuro dar liberdade total de interpretação - que cada um retire das minhas imagens a sua história. Interessa-me cada vez mais dar a ver simplesmente o que se nos apresenta como uma evidência.
Tenho utilizado uma estratégia "cartográfica" porque me parece a mais acertada como método e a que melhor se adapta à minha maneira de trabalhar.

¿Em Sob a pele, 1996-2007 temos a representação da mudança carnal num suporte que na verdade a aprisiona na imobilidade fotogénica. Este aparente paradoxo foi um empecilho?
Em Sob a pele, 1996 - 2007 a representação do real do corpo feminino não existe. Existe sim o que chamo realidade da representação - uma representação da evidência que nesta série realizo através de um grau de quase abstracção.
Neste como em outros trabalhos importa-me dar a ver não tanto o que reflecte a realidade por fora, não tanto o manto opaco da aparência , mas a falha nesse manto. Dar a ver por dentro , no ponto mais denso, o ponto de enfoque que vai imiscuir-se na falha da representação, esta encenação da imagem.
Creio que é através da representação das evidências , do questionar o que está para lá da representação da realidade que fujo aos vários empecilhos que cada novo trabalho me pode trazer.

Da série Sob a Pele, 1996-2007
(© Valter Vinagre)

vicki



Até chegar ao Olimpo daquilo que é considerado arte, a fotografia foi-se arrastando durante mais de um século pelos equívocos das convenções, das classificações e das diabolizações. Chegou então, não há assim muito tempo, às paredes dos museus e das galerias e ficou por lá, contaminando com a sua linguagem outras artes. Dizem até que, nos últimos anos, veio salvar a pintura de um certo beco sem saída em que estava mergulhada.
É sobre esta penosa marcha da imagem fotográfica rumo a uma "personalidade artística" que vai falar Vicki Goldberg, respeitadíssima crítica de fotografia do New York Times, onde exerceu durante 13 anos, e autora de obras de reflexão como Light Matters, the Power of Photography: How Photographs Changed Our Lives ou American Photography: A Century of Images. Vicki escreveu ainda a premiada biografia de Margaret Bourke-White.

The Ascent of Photography
Fundação Arpad-Szenes Vieira da Silva
Praça das Amoreiras 56/58
Lisboa

27 novembro, 2007

vaidades

Gloria Swanson, por Edward Steichen
(© Condé Nast Publications Inc., cortesia George Eastman House)

Kathleen Gomes antecipou no P2 de ontem a exposição Vanity Fair Portraits que inaugura em Fevereiro do próximo ano, na National Portrait Gallery de Londres. A revista americana foi suporte de alguns dos mais icónicos retratos da história da fotografia e decidiu agora dar a ver as imagens que fazem parte dessa herança visual. Entre os fotógrafos representados há dois nomes que ressaltam: Edward Steichen e Annie Leibovitz.

Para ler o artigo do P2 clique aqui.

Hillary Swank, por Norman Jean Roy, 2005
(© Norman Jean Roy)

Vanity Fair Portraits: Photographs 1913-2008
National Portrait Gallery, Londres (de 14 de Fevereiro a 26 de Maio)
Scottish National Portrait Gallery Edimburgo, (de 14 de Junho a 21 de Setembro)

26 novembro, 2007

  flor




O Centro Português de Fotografia acaba de inaugurar novas exposições no edifício da Cadeia da Relação. Uma delas reveste-se de particular interese e importância - a retrospectiva da mexicana Flor Garduño. Maria do Carmo Serén escreve sobre Testemunhos do Tempo o seguinte:

Quando vemos uma retrospectiva como esta de Flor Garduño, - a sua interpretação do difícil processo de apaziguamento do mundo e do homem no rizoma do sagrado que é a América Latina que bordeja o Pacífico, - evocamos os deuses terríveis que figuravam nos seus diversos nomes: o Sol que brilha e resplandece e que, porque todas as noites morre, no mar e no fim do dia se vinga, como Jaguar ou sombra sedenta de vida, exigindo, para renascer, o mar de sangue guardado nos vasos quiché do jaguar da Guatemala, nos Chacmoll dos Toltecas e de tantas civilizações que continuam a espantar-nos. Vemos, ainda, as imponentes pirâmides onde serpenteia o Sol nascente ou poente, manchadas de sangue pelos sacrifícios de milhares de vidas, um rio de sombras e rituais de expiação, desde o México ao Peru, em imensas avenidas da morte ou na pedra entranhada de uma vegetação enganosa.
O animismo é uma fé pertinaz, está tanto nos esqueletos que abrem boca nas representações ou nos doces da Semana Santa, nos ídolos e nas huacas velhas e novas, na água benta de todas as religiões, nas nossas crenças de um quotidiano espesso do que aquilo em que acreditamos. Aqui, nestas imagens a preto e branco de Flor Garduño, que o sente, (porque, afinal, foi assistente de Manuel Álvarez Bravo), concentra-se um dos mais impressionantes testemunhos da ligação mítica do sagrado e do profano, da perene tentativa do homem em jogar contra o destino. É com imagens suas que o mundo revê muito do sentido da cultura mexicana e da sensibilidade mítica de todos nós. O que Flor Garduño nos diz é que os rituais se inscrevem no corpo, e que, para se controlar o inominável todas as actualizações são necessárias, um Santiago Mata-Mouros, as velas de cera, uma huaca ou um Hermes de pedra solta ou caiada, um padre ou um curandeiro adivinho, uma libação sagrada ou uma procissão no caminho de poeira seca. Seja no “Bestiário”, em “A Água”, nas “Sombras e Metáforas” ou naquelas fotografias portuguesas de 1995, Flor Garduño mostra-nos que a Poesia é, ainda o outro lado do sagrado e do quotidiano de todos os medos e jubilações; no “Sixto” de la Paz, no “Músico en la Nada”!, no “Umbral de Incienso”, no “Regresso à terra”, naquele cenário trágico de “Taita Marcos”, naquela “Arbol de la vida” que angustia e que protege. Porque manter o equilíbrio do cosmos é, ainda, o papel que os deuses nos deixaram e onde se esconde a dívida do sentido de existir.


Testemunhos do Tempo, de Flor Garduño
Centro Português de Fotografia
Campo Mártires da Pátria, Porto
Tel.: 222 076 310
E-mail: email@cpf.pt
De ter. a sex., das 10h00 às 12h30, das 15h00 às 18h00; sáb., dom e fer., das 15h00 às 19h00.
Entrada livre
Até 16 de Março

23 novembro, 2007

à procura

Menção honrosa, Descubrimientos PHE07
(© Anoek Steketee)

Já estão abertas as inscrições para o Descubrimientos PHE 2008. Os portfolios podem ser enviados apenas em formato digital até ao dia 22 de Janeiro. Um grupo de especialistas escolherá 70 participantes, cujos nomes serão conhecidos no dia 19 de Fevereiro. Os trabalhos destes fotógrafos serão depois analisados (portfolio review) entre os dias 5 e 7 de Julho. Todos os projectos finalistas seleccionados serão expostos no Complejo El Águila, na selecção oficial do PhotoEspaña. Entre estes portfolios será escolhido o Descubrimientos Epson Award, que terá direito a uma exposição individual durante o PHotoEspaña 2009.
As inscrições podem ser feitas através da página do PHE aqui.

22 novembro, 2007

à venda 4

Fernando Pessoa no Chiado com o jornalista Ferreira Gomes, K - lda (Studio) Portugal

Já tem data marcada o próximo leilão de fotografia da Potássio Quatro: 6 de Dezembro.

Os lotes que vão à praça podem ser vistos aqui.

lembrar a beat

Project On the Road: Remembering Kerouac
(© João Paulo Serafim)

Inspirados nas deambulações pelo alcatrão e pela terra batida da beat generation um grupo de 13 artistas portugueses de várias áreas juntou-se para dar expressão ao Project On the Road: Remembering Kerouac.
A ideia surgiu num encontro a propósito dos 50 anos da publicação da obra seminal de Jack Kerouac, On the Road, no dia 5 de Setembro. Cada autor contribuiu com “a sua leitura sobre o livro, o universo de Kerouac e/ou de toda a beat generation, deixando em aberto possíveis leituras para outras zonas da criação”.
André Almeida e Sousa, Bruno Sequeira, Eduardo Salavisa, João Grama, João Paulo Serafim, José António Leitão, José Pedro Cortes, Margarida Gouveia, Manuel Duarte, Mariana Viegas, Martim Dias Ramos, Paulo Brighenti, Paulo Pascoal formam o conjunto que decidiu não deixar passar em claro a efeméride de On the Road. Na fotografia, há vários trabalhos.
Para além da exposição estão a decorrer um ciclo de cinema na Cinemateca (Road Movie, até 30 de Novembro) e leituras de textos da beat generation no espaço da exposição. No dia 1 de Dezembro, Tó Trips (Dead Combo) dá um concerto de encerramento.

Project On the Road: Remembering Kerouac
(© Mariana Viegas)

Project On the Road: Remembering Kerouac
Avenida da Liberdade, n.º 211, 2º Andar, Lisboa
Até 1 de Dezembro

21 novembro, 2007


entre aspas

Ian Curtis, Anton Corbijn
(© Anton Corbijn)

Comecei a fotografar sem saber nada sobre fotografia e isso não significava que não me conseguisse expressar através dela. Só não sabia onde a enquadrar

Anton Corbijn, Público, 16.11.2007

Anton Corbijn, A. Curtis, autoretrato
(© Anton Corbijn)

20 novembro, 2007

mais Parr

Autoretrato, Martin Parr
(Martin Parr © Magnum Photos)

Ufff... Estava a ver que não! Foi uma tarefa um tanto ao quanto complicada fazer upload deste registo vídeo. O tamanho e, em consequência, o peso do ficheiro não ajuduram muito. Ainda tentei alojar o documento aqui no blogger, mas não funcionou. Gritei então pela ajuda dos servidores do Público para que a coisa funcionasse.
Um grande obrigado à Joana, à Sandra e ao Alexandre pela ajuda na edição da gravação e por terem disfarçado tão bem a minha mediocridade enquanto operador de imagem. Um abraço também ao Mário e ao Hugo por me aturarem com uma paciência infinita nas questões técnicas da coisa.
Não vale a pena sequer falar da maneira tosca como está registada a conferência de Parr (isto é mais difícil do que eu pensava), mas acho que o documento vale sobretudo pelo que é dito, mais do que pela forma como isso é transmitido.

Para ver a conferência de Martin Parr em Lisboa clique aqui.

19 novembro, 2007

*À conversa com...

...Martin Parr

Supermercado Auchan, Calais, França, da série One Day Trip, 1988
(Martin Parr © Magnum Photos)

Eu sou parte do problema e você também

(P2, 20.11.2007)

De vez em quando, Martin Parr gosta de surpreender. De vez em quando o fotógrafo da Magnum gosta de saltar fora do slideshow rotineiro, da muito british camisa aos quadradinhos e deslizar para o puro entretenimento. Basta provocá-lo. Ainda este ano, nos Encontros de Fotografia de Arles, em França, Parr protagonizou um dos momentos do festival quando, depois da conferência, alguém lhe pediu para posar em tronco nu, tal qual o autoretrato digital em que aparece num corpo musculado que – nota-se logo – não é o seu. A pelica esbranquiçada ao léu provocou a gargalhada geral, o fotógrafo inglês incluído.
Durante a apresentação do seu trabalho na ArteLisboa, na semana passada, a convite da Fundação Carmona e Costa, Martin Parr, 55 anos, não foi assim tão espontâneo, mas surpreendeu uma sala meio vazia que muitas vezes não conteve o riso perante as imagens projectadas. E isso, na obra de Parr, pode ser um bom sinal. Porque é pelo humor, a par da sedução e do excesso, que nos mostra os rituais sociais de massa, a forma como vive o Ocidente e a forma como gostamos de nos mostrar aos outros.
Este inglês de ironia refinada não está interessado em denunciar o “lado pobre” e a miséria em que está atolada uma parte do mundo. Prefere fazer a crítica mordaz ao “lado rico”, ao “Ocidente saudável” e à “vida espampanante do século XXI”.
Encontrámo-nos num hotel do Parque das Nações, em Lisboa, às 8h em ponto. Martin queria aproveitar o resto da manhã para saber mais acerca dos livros de fotografia publicados durante a ditadura salazarista, um dos temas que tem movido a sua curiosidade ultimamente.

Por que é que decidiu incluir Lisboa, Cidade Triste e Alegre na sua história dos livros de fotografia? Como é que o livro lhe chegou às mãos?
Inclui-o porque é um livro maravilhoso. Chegou até mim pelo Rui Prata [organizador dos Encontros da Imagem de Braga], uma pessoa que conheço em Portugal há mais de 20 anos. O Rui falou-me deste livro, descobriu uma cópia e deu-ma. E claro, foi muito fácil inclui-lo.

Houve mais algum livro português na short-list?
Não, basicamente olhei para alguns livros de fotografia contemporânea mas nada me despertou a atenção, não houve nada de extraordinário. A fotografia portuguesa é interessante mas tem sido muito convencional. Nos últimos anos tem mudado, mas acho que tem sido dominada por uma maneira antiquada de fotografar. Mas uma coisa é ser um bom fotógrafo, outra é fazer um bom livro de fotografia.

Conhece o trabalho dos fotógrafos portugueses?
Não, não posso dizer que conheça muita coisa. Conheço o trabalho do [Paulo] Nozolino, que é mundialmente conhecido, mas também não sou muito bom a lembrar-me dos nomes. Ando por 50 países e vou tentando perceber alguma coisa da cultura fotográfica desses países. Portugal faz parte de uma cultura fotográfica europeia.
Não pretendo ser um perito em História da Fotografia, mas fico surpreendido com algumas coisas. Por exemplo, não conhecia, até muito recentemente, os livros [portugueses] de propaganda fascista dos anos 30 e 40. São livros muito, muito fortes.

Diz que os livros de fotografia são uma das suas grandes obsessões. Até que ponto prefere ter um livro de fotografia nas mãos do que ir ver essas imagens numa exposição?
Continuo a gostar de exposições, mas através dos livros conseguimos viajar e confirmar como as fotografias são fortes. É uma experiência total, uma forma de ver o trabalho no seu conjunto. É uma forma extraordinária de ver fotografia. Claro que gosto de ver exposições, mas se tivesse que escolher entre uma e outra coisa escolhia os livros.

Não resisto à tentação de lhe perguntar, como autor de uma história dos livros de fotografia: se tivesse que salvar um livro de fotografia de um cataclismo mundial qual salvaria?
Meu Deus! Quer dizer o melhor livro do mundo? Mas, refere-se aos meus livros ou aos de outros autores?

Aos de outros...
É difícil. Talvez um livro de Daido Moriyama [fotógrafo japonês] que tem obras fantásticas.

E um dos seus...
Não consigo responder.

Os suportes digitais da imagem, como os telemóveis, iPods e a Internet, podem matar o livro de fotografia ou transformá-lo num objecto de luxo?
Não, de todo. O que se está a passar é que cada vez mais pessoas estão a ver e a partilhar fotografia através de ferramentas como o Flickr, telemóveis, jornalismo participativo... A cada ano que passa a fotografia está a ficar maior, e isso significa que vai haver mais livros de fotografia.
Hoje há mais livros de fotografia a serem publicados do que alguma vez foram. Por causa da Internet, de ano para ano, a audiência da fotografia está a ficar cada vez maior. E isto são boas notícias para a edição de livros de fotografia.

Entraram recentemente mais três fotógrafos para a Magnum: Alessandra Sanguinetti, Jacob Aue Sobol e Mikhael Subotzky. Participou no processo de escolha? Que conselho daria a alguém que quer mandar um portfolio para a agência?
Estive envolvido nessa escolha. Já os conhecia antes. São todos grandes fotógrafos que precisamos ter a bordo para ajudar a Magnum a sobreviver.
Que conselho daria? Que nos enviem alguma coisa forte. Mas isso não é uma coisa fácil de fazer. A maioria dos fotógrafos copia o trabalho que os outros estão a fazer. E isto acontece em Portugal, na Inglaterra, na América, acontece em todo o mundo. Conseguimos perceber bem as influências nos trabalhos das pessoas. É muito difícil encontrar identidade no trabalho de um fotógrafo.

A Magnum é uma das poucas grandes agências que não pertence a um grande grupo de media. Continua a fazer sentido a lógica cooperativista em que assenta o seu funcionamento?
Muito, faz muito sentido. A ideia de ter um grupo de pessoas a gerir o seu próprio trabalho, a sua própria estrutura, é mais apelativa agora do que alguma vez foi. Com o domínio da Corbis [que pertence a Bill Gates] e da Getty [grupo que controla sete empresas da área], precisamos da voz única de indivíduos e de uma agência independente que não seja controlada por mais ninguém.

Qual foi a última fotografia que tirou?
Foi na semana passada em Tenerife durante uma campanha de publicidade... Não, não! Depois disso fiz outra coisa para um trabalho pessoal. Estava na América e durante um dia tive tempo para fotografar para mim. Foi o último trabalho que fiz.

(Martin Parr © Magnum Photos)

As imagens que procura estão normalmente associadas a rituais sociais de massa ligados ao consumismo. Usa a fotografia como uma crítica a essa voragem despesista?
Muitas vezes é uma crítica à sociedade, mas não é só isso, porque também me estou a criticar a mim. O mundo tem muito dinheiro a rodar e ultimamtente isso tem sido um grande problema. Eu sou parte do problema e você também. Você pode não pensar muito nisso, faz parte do Ocidente saudável. E todas as pessoas que vão ler isto também são parte do problema.
Está toda a gente a dizer que a culpa é dos outros, mas o que é certo é que a culpa é nossa. Mas ninguém vai abandonar o estilo de vida espampanante do século XXI. Estamos a caminho do fim, porque o mundo não consegue sustentar este tipo de crescimento. E já que vamos por aí abaixo, ao menos que o façamos de uma forma divertida. A gastar todo o dinheiro possível.
Este centro comercial que há aqui em frente [aponta para o Centro Comercial Vasco da Gama] é uma coisa de doidos. Ontem à noite fui lá e mal me podia mexer. É suposto Portugal ser um dos países mais pobres da Europa, mas olhamos à nossa volta e só vemos carros.

O uso que faz do flash faz pensar numa caneta de feltro fluorescente a sublinhar um texto. É mais complicado trabalhar assim, com um instrumento que sublinha a realidade?
Uso flash porque torna a fotografia mais forte, realça a cor. Não quero dar nenhum tipo de pôr-do-sol sentimentalista. Procuro apenas cores claras e objectivas.

É só um apoio técnico?
Sim, se lhe quiser chamar assim.

Ultimamente tem-se interessado pela realização cinematográfica. Sente-se mais entusiasmado hoje com a imagem em movimento?
Gostava de fazer mais filmes, mas é muito difícil encontrar tempo e todas as condições técnicas necessárias. Há sempre muitas coisas para fazer.

No seu site conta que foi um avô que lhe deu os primeiros empurrões para a fotografia. Que género de imagens fazia ele? O trabalho que faz hoje tem alguma relação com esse antepassado?
Não, não propriamente. O trabalho que ele fazia era muito pictoralista e eu não sou nada pictoralista. Sempre respeitei muito o facto de ter sido ele a iniciar-me na fotografia, mas apenas nesse sentido.

Tem também uma paixão por “postais chatos” de vários países. Comprou algum “postal chato” durante a estadia em Portugal?
Os que tenho de Portugal são postais com motivos religiosos que mostram casais e famílias. Comprei-os há uns 20 anos. Provavelmente já nem se fazem. Desta vez não comprei nada, não tive tempo.

O que é que o move na fotografia?
É o suporte com o qual me sinto mais confortável, com o qual consigo transmitir ideias. Através da fotografia, consigo exprimir-me.

Nota: um problema técnico impediu que o vídeo com a conferência de Martin Parr em Lisboa fosse disponibilizado hoje de manhã. Conto lançá-lo ao longo do dia de hoje.

gente

Vimaranenses, Miguel Oliveira
(© Miguel Oliveira)

Vimaranenses é uma tentativa de tirar uma radiografia social actual às gentes que habitam a cidade e que fazem dela um corpo vivo e dinâmico. A exposição faz parte o lançamento do projecto Cadernos da Imagem que junta o Cineclube de Guimarães e o Museu de Alberto Sampaio. Com esta e outras mostras prometidas querem mostrar-se “imagens de Guimarães, da sua gente, da sua paisagem, do seu património construído, da sua actividade comercial e industrial”, para reflectir “sobre diversos traços caracterizadores de uma identidade da cidade neste início de século”.
No Museu de Alberto Sampaio há fotografias de Carlos Mesquita, Eduardo Brito, Miguel Oliveira, Pedro Almeida e Ricardo Rodrigues.

Vimaranenses, Ricardo Rodrigues
(© Ricardo Rodrigues)


VI
MA
RA
NEN
SES.

Museu de Alberto Sampaio
Rua de Alfredo Guimarães
4800-407 Guimarães
Tel.: 253423910
Até 26 de Novembro

para Barcelona

Annika Von Hausswolff, Untitled, 2003
( Annika Von Hausswolff © Cortesia Andréhn-Schiptjanko, Stockholm)

O conjunto de 60 fotografias que a Fundação Foto Colectania apresenta actualmente em Barcelona é apenas uma pequena parte da vasta Colecção H+F pertencente ao holandês Han Nefkens. O artista catalão Ignasi Aballí foi chamado para escolher fotografias deste espólio e chamou à exposição As Partes e o Todo, uma referência “à dualidade entre visões fragmentadas sobre a realidade e visões que pretendem mostrar esta realidade desde um ponto de vista mais global”.

Atraem-me as imagens que não são evidentes à primeira vista, que deixam um espaço para a interpretação na nossa mente, para completá-las

Han Nefkens

Las partes y el todo, Colección H+F
Fundació Foto Colectania
Julián Romea, 6 D2 – 08006 Barcelona
Tel.: 93 217 16 26
De seg. a sáb., das 11h00 às 14h e das 17 às 20h30
Entrada gratuita
Até 26 de Abril de 2008

18 novembro, 2007

 fotografiafalada


Teatro Sá da Bandeira
(© Inês d`Orey)
O Sá da Bandeira é um teatro do Porto que ainda não foi transformado numa coisa horrível, como muitos sítios estão a ser transformados no Porto. Está meio decandente. Eu sei que vão fazer obras e por isso fiquei mesmo contente por ter conseguido fotografar antes da mudança acontecer. Tenho alguma nostalgia dos espaços, principalmente dos cafés que estão a perder-se.

(Inês d`Orey)

Porto interior
FNAC NorteShopping, Porto

Até 4 de Janeiro

16 novembro, 2007

::crítica::

Lisboa, Vladimir Grevi
(© Vladimir Grevi)

Europa por um canudo

(Ípsilon, 16.11.2007)

Se é esta a visão que os fotógrafos russos têm da Europa, é uma visão muito pobre e redutora. O desafio lançado pelo Museu da Casa da Fotografia de Moscovo a treze fotógrafos russos era que partissem à descoberta de uma parte do Velho Continente que esteve longe do seu olhar durante muito tempo e que, através da sua objectiva, dessem uma imagem sobre o que é este espaço geográfico que hoje lhe morde os calcanhares. Convidaram-se então artistas de diferentes gerações que se lançaram na tarefa de dar um corpo imagético a este puzzle cultural, social e geográfico em que assenta a realidade europeia Ocidental.
O resultado geral é pífio e, salvo um ou outro portfolio no meio de mais de uma centena de fotografias, não há uma proposta mais ousada, um ângulo desconhecido ou um olhar com o qual nos sintamos minimamente afectados, que nos estremeça. Não sentimos quase nada. Ou melhor, o que sentimos é vontade de ir embora quando a exposição ainda nem vai a meio.
Sobram os lugares-comuns, os clichés turísticos, os geometrismos académicos as silhuetas recortadas e até algumas fotografias em que duvidamos se não terá sido um engano a sua selecção, como é o caso de algumas imagens sobre Portugal (Vladimir Grevi), talvez as piores de toda a mostra.
No meio de tanta banalidade, salvam-se as propostas a preto e branco de Vladimir Mishukov e de Igor Mukin, ambas sobre Paris, que ainda assim conseguem fugir do facilitismo com que se pode fotografar a capital francesa. Quer um quer outro, conseguem apanhar com alguma sensibilidade as ruas e os rostos das pessoas que lhe dão vida.
Para lá do deserto de ideias no que nos é mostrado, e da sensação de déjà vu que sentimos ao percorrer estas fotografias, existe uma concentração excessiva de trabalhos nas grandes cidades (Paris, Roma, Veneza, Londres), como se não existisse nada à sua volta.
Esta Europa é uma Europa vista por um canudo com um buraco muito, mas muito estreitinho.

14 novembro, 2007

Soth

Do livro Dog Days Bogotá, 2007
(Alec Soth © Magnum Photos)

Vale a pena ler a entrevista a Alec Soth publicada no blog da Magnum. Entre outras coisas, Alec fala da sua mais recente exposição, Dog Days Bogotá, um relato intimista dos dois meses que o fotógrafo passou com a sua mulher na Colômbia à espera do fim de todos os trâmites legais para a adopção de uma criança.

A entrevista pode ser lida aqui.

Dussaud no Porto

Georges Dussaud no Porto
(Adriano Miranda © Público)

Sérgio C. Andrade acompanhou Georges Dussaud na sua última viagem fotográfica ao Porto. O relato dessa deriva exploratória pela cidade, onde o jornalista do Público acabou por se sentir mais guiado do que guia, foi contada no P2 de sábado. A acompanhar o texto, foi publicado um portfolio onde Dussaud comenta as suas fotografias mais recentes.

Para ler a reportagem clique aqui.

12 novembro, 2007

 fotografiafalada


Silo-auto
(© Inês d`Orey)

Neste dia decidi fotografar não o parque de estacionamento mas um salão de baile que existe no último piso e que é surreal. Chama-se “Bate o pé”. Consegui entrar, mas acabei por não usar nenhuma fotografia, porque achei que não tinham ficado bem e apareciam muitas pessoas. À medida que fui descendo fui fotografando o parque de estacionamento que acho muito bonito.

(Inês d`Orey)

Porto interior
FNAC NorteShopping, Porto

Até 4 de Janeiro

11 novembro, 2007

Parr em Lisboa


O fotógrafo britânico Martin Parr, membro da agência Magnum e um dos nomes mais badalados da fotografia contemporânea, dá hoje uma conferência sobre o seu trabalho e a investigação que tem dedicado aos livros de fotografia. O encontro está marcado para as 16h30, na ArteLisboa, no Parque das Nações.

Adenda: Nem de propósito! Este retrato de Parr que escolhi por acaso foi tirado em Portugal num estúdio de fotografia onde coloriam as imagens à mão. O fotógrafo inglês adora esta técnica e diz que quer tirar mais um retrato assim. Parece que já encontrou o lugar e tudo...

10 novembro, 2007

Magnum, Magnum

Alex Majoli, Daria, Itália, 2005
(Alex Majoli © Magnum Photos)

Magnum, Magnum é o livro de comemoração dos 60 anos da agência de fotografia Magnum. A obra tem mais de 400 fotografias dos 69 membros da lendária cooperativa fundada em 1947 por Roberto Capa, David Seymour, Henri Cartier-Bresson, George Rodger e Bill Vandivert.
Cada fotógrafo apresenta 6 imagens, que foram seleccionadas e comentadas por outro membro da agência.

09 novembro, 2007

Riefenstahl e Erwitt roubados


Leni Riefenstahl

A polícia alemã está a investigar o roubo de 250 fotografias de Leni Riefenstahl e 300 de Elliot Erwitt. As imagens despareceram de uma cave em Colónia que pertence ao Photo Estate GmbH, subsidiária da galeria berlinense Camera Work AG. O valor aproximado das obras desaparecidas ronda os 4 milhões de euros.
Riefenstahl morreu em 2003 com 101 anos. Os filmes que realizou ao serviço do partido nazi em Nuremberga em 1934 e 1936, no Jogos Olímpicos de Berlim, deram-lhe fama ainda antes da II Guerra Mundial.

(© Elliot Erwitt)

08 novembro, 2007

 fotografiafalada


Cooperativa dos Pedreiros
(© Inês d`Orey)

Este quarto pertence a uma hospedaria que existe numa das torres da Cooperativa dos Pedreiros que tem um restaurante lindíssimo lá em cima. Este quarto é muito alto. Fica talvez no12º andar. Tem vistas incríveis sobre o Porto. Apesar de ser um quarto de hotel, tem um ar de quarto de uma casa de habitação. Gosto muito destes quartos porque estão preservados e têm mobiliário de época.

(Inês d`Orey)

Porto interior
FNAC NorteShopping, Porto

Até 4 de Janeiro

privado»»público

Martin Parr, Last Resort, 1983
(© Martin Parr)

De vez em quando há surpresas assim – saltam cá para fora colecções de fotografia que estiveram escondidas de olhares alheios durante um certo tempo que se pode chamar de “gestação”. Nos últimos 5 anos, sob orientação de Victor Pires Vieira, Américo Marques dos Santos andou a comprar obras de alguns dos mais badalados fotógrafos contemporâneos e agora decidiu mostrar pela primeira vez em público esse conjunto de mais de cem obras de 31 autores nacionais e internacionais. A exposição está dividida pelo Museu da Cidade e pela Fundação Carmona e Costa. Entre os artistas representados contam-se Bernd & Hilla Becher, Rineke Dijkstra, Jorge Molder, António Júlio Duarte, Candida Höfer, Helmut Newton, Andreas Gursky, Martin Parr e Nobuyoshi Araki.

dignidade

Joseline Ingabire with her daughter Leah Batamuliza,
da série Intended Consequences: Mothers of Genocide, Children of Rape
( © Jonathan Torgovnik)

Este retrato valeu ao israelita Jonathan Torgovnik o prémio para melhor retrato da Nacional Portrait Gallery, de Londres, no valor de 12 mil libras (17 mil euros).
Joseline é uma mulher tutsi que foi violada sistematicamente por milicianos durante o genocídio ruandês, que ocorreu entre Abril e Junho de 1994 e causou pelo menos 800 mil mortos. Esta imagem faz parte de uma série dedicada a essas mulheres.
O segundo prémio distinguiu a argentina Julieta Sans pelo retrato Lucila a.m..
O júri do galardão, que vai na sua quinta edição, seleccionou 60 retratos dos 6900 apresentados por 2700 fotógrafos de todo o mundo, um recorde de acordo com a galeria.
Os 60 trabalhos estarão expostos até 24 de fevereiro na National Portrait Gallery, numa mostra apenas dedicada ao retrato nos vários géneros artísticos.

07 novembro, 2007

cinema+fotografia+cidade

Wim Wenders durante a rodagem de Lisbon Story
(© Cesário M. F. Alves)

O ciclo sobre fotografia e cinema documental Olhares sobre a cidade - Imagens do real imaginado a decorrer na Biblioteca Municipal Almeida Garrett e no cinema Passos Manuel, no Porto, convidou os fotógrafos Olívia da Silva, Luís Carvalho e Georges Dussaud para uma conversa à volta da tarefa de registar grandes urbes. O moderador é Eric Many. Até ao dia 10 será possível ver na biblioteca a exposição Fragmentos da rodagem de Lisbon Story (1994), de Cesário M. F. Alves.

O mote deste ciclo, segundo Jorge Campos:

(...) procurou-se abrir espaço a um olhar transversal fundado em saberes multidisciplinares, cujo denominador comum reside, porventura, nessa razão utópica de sonhar infinitamente o lugar da cidade e de quem a habita.

O programa completo está aqui.

 
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