13 julho, 2007

PHE07#uma por dia

Jeff Bridges, 1989
(cortesia Rose Gallery, Santa Monica © Jeff Bridges)

PHOTOESPAÑA2007
Fotógrafos Insospechados - Vários Autores
Fundación Canal
Até 22 de Julho

12 julho, 2007

»vejamos»» [as sugestões dos leitores]

Martin Parr, da série Common Sense, 1995-1999
(© Martin Parr, cortesia Rocket Gallery)

Ui! Parece que as últimas três nomeações para a agência Magnum ainda vão dar muito que falar. Não por culpa dos nomeados (Alessandra Sanguinetti, Jacob Aue Sobol e Mikhael Subotzky), mas por causa de antigas rivalidades que agora estão a vir ao de cima entre fotógrafos da casa, nomeadamente entre Phillip Jones Griffiths e Martin Parr. Mas não é tudo: a festa de comemoração dos 60 anos da agência no MoMA, em Nova Iorque, no dia 21 de Junho, levou Gerry Badger a escrever uma carta muito azeda (e cómica) onde os visados são (outra vez) Martin Parr e Alec Soth, o autor do blog que foi palco de toda a polémica.
Está tudo aqui.

»»Quem chamou a atenção para esta recente troca de galhardetes foi o fotógrafo Pedro Guimarães.

PHE07#uma por dia

Mathew Pillbury, San Francisco self portrait
(© Mathew Pillbury)

PHOTOESPAÑA2007
Mathew Pillsbury - Premios HSBC de Fotografía
Vários Autores

Teatro Circo Price
Até 22 de Julho

11 julho, 2007

PHE07#uma por dia

©Anoek Steketee, da série Frontstage, 2006

PHOTOESPAÑA2007
Descubrimientos PHE - Anoek Steketee
Museo Municipal de Arte Contemporáneo
Até 22 de Julho

10 julho, 2007

»vejamos»» [as sugestões dos leitores]

Jacob Aue Sobol, Sabine
(© Jacob Aue Sobol)

»»Nélson d`Aires manda mais uma sugestão para os leitores do Arte Photographica. O fotógrafo da [kameraphoto] propõe uma visita ao site de Jacob Aue Sobol, onde é possível apreciar os projectos Sabine, Guatemala e Tokyo. Jacob foi um dos três fotógrafos recentemente nomeados para fazerem parte da agência Magnum. O trabalho Sabine vai ser mostrado no Centro Português de Fotografia durante este ano, segundo o calendário apresentado no site do artista dinamarquês.

Jacob Aue Sobol, Sabine
(© Jacob Aue Sobol)

PHE07#uma por dia


Lynn Davis, Isfahán, Irão#35, 2001
(Cortesia Karsten Greve © Lynn Davis)


PHOTOESPAÑA2007
Lynn Davis
Secção Oficial, Exposição individual
Museu Thyssen-Bornemisza
Até 29 de Julho

09 julho, 2007

PHE07#uma por dia

Tamara Litsinskaia. Nasceu em Moscovo em 1910. Condenada à morte em 1937
( Centro Andaluz de Fotografía © David King)

PHOTOESPAÑA2007
As vítimas de Estaline. Cidadãos Comuns
Teatro Circo Price
Até 22 de Julho

08 julho, 2007

magnum

Marc Riboud, Pentágono, Washington D. C., 1967 (© Marc Riboud/Magnum Photos)

Vale a pena ler este artigo do El País sobre os 60 anos da Magnum.

PHE07#uma por dia


Diego Azubel, Chongqing, China
(© Diego Azubel/EFE)

PHOTOESPAÑA2007
Agua Escasa, Agência EFE
Azca
Até 22 de Julho

07 julho, 2007

PHE07#uma por dia


Juan Pando, sem título
(© Archivo Fotográfico Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madrid)

PHOTOESPAÑA2007
Percepciones. Itinerario Selectivo
Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia

06 julho, 2007

PHE07#uma por dia

Bruce Davidson, Nova Iorque, Central Park, 1992
(© Bruce Davidson/Magnum Photos/Contacto)


PHOTOESPAÑA2007
Bruce Davidson, Central Park
Fundación Astroc
Até 14 de Setembro

Frida

Frida Kahlo (Nickolas Muray)


Se fosse viva, Frida Kahlo faria hoje 100 anos.
A par da sua obsessão pelos auto-retratos pintados, Frida também gostava de se ver em suporte fotográfico. Nickolas Muray, amante da artista mexicana, foi um dos fotógrafos que mais explorou a sua fotogenia, quase sempre em poses complacentes e sisudas, quase sempre com o México em cada adorno, em cada cor, em cada peça de vestuário. Foi entre 1937 e 1941 que Muray captou a maior parte das fotografias de Frida.
Nascido em 1892, em Zseged, na Hungria, Nickolas Muray chegou aos Estados Unidos em 1913. O objectico era continuar a estudar e praticar fotografia e tornar-se campeão de esgrima. Em 1921, abriu estúdio em Greenwich Village e cedo se tornou famoso pelos seus retratos e por ter sido um dos primeiros fotógrafos a usar cor nos EUA através de uma técnica designada “carbro process”. Desde então publicou regularmente na Harper`s Bazaar, Vanity Fair e noutras revistas femininas. Passaram pela sua objectiva famosos como Marlene Dietrich, Clark Gable, Judy Garland, Dwight D. Eisenhower, Elizabeth Taylor e Marilyn Monroe. Foi através de um amigo comum, Miguel Covarrubias, que Muray conheceu Frida Kahlo, corria o ano de 1931. Envolveram-se numa relação amorosa que duraria pelo menos uma década. Durante esse período Muray tirou as fotografias que hoje formam a nossa imagem de uma Frida Kahlo mulher adulta, exuberante, folclórica e frágil.

Frida Kahlo (Nickolas Muray)

05 julho, 2007

África


© Paulo Pimenta


Pauliana Valente Pimentel, Tatiana Macedo, Paulo Pimenta, Luís Barra, José Pedro Tomaz mostram as suas visões de 3 países do continente africano (Cabo Verde, Moçambique e Mali) e de africanos a viver em Portugal. A exposição, integrada no Festival África, pode ser vista no Cinema S. Jorge, em Lisboa até 8 de Julho.

morada nova

João Kehl, ginásio de boxe, São Paulo, 1º prémio na categoria Sports Features
(© João Kehl)

O World Press Photo vai ter nova morada em Lisboa: o Museu da Electricidade. Depois da inauguração da Colecção Museu Berardo no Centro Cultural de Belém deixou de haver salas disponíveis neste espaço para receber as imagens da principal exposição de fotojornalismo em Portugal que, este ano, será inaugurada no dia 16 de Agosto juntamente com as fotografias do Prémio Visão Fotojornalismo. Antes de se mostrarem na capital as imagens do World Press Photo vão poder ser vistas em Portimão, entre 20 de Julho e 12 de Agosto.

PHE07#uma por dia

Pierre et Gilles, La Madone au cur blessé, 1991
(Cortesia galeria Jérôme de Noirmont © Pierre et Gilles)

PHOTOESPAÑA2007
Pierre et Gilles - Double je (1976-2007)
Le Jeu de Paume, Paris
Até 23 de Setembro

04 julho, 2007


entre aspas

Berlim, 2005
(© Colecção Particular)

As pessoas viajam para tirar fotografias. A esmagadora maioria não viaja para ver como são as outras.

Baptista-Bastos, Ípsilon, 22.06.2007

PHE07#uma por dia

Guillaume Herbaut, sem título, da série Vendetta I – nº 19, 2004.
(Fonds National d`Art Contemporain, Ministère de la Culture et de la Communication, Paris, © Guillaume Herbaut)


PHOTOESPAÑA2007
Márgenes. Vários Autores - Guillaume Herbaut
Centro Cultural Conde Duque
Até 22 de Julho

por Angola

© Kiluanji Kia Henda (prova de artista)

Kiluanji Kia Henda galgou Angola de lés a lés. O resultado dessas viagens por várias províncias do seu país está na exposição Ngola Bar que o Centro Cultural de Sines decidiu programar no âmbito do Festival Músicas do Mundo 2007. Henda foi um dos fotógrafos representados na edição deste ano da Bienal de Veneza e ano passado participou numa exposição colectiva da Arco, a Feira de Arte Contemporânea de Madrid.


Ngola Bar, de Kiluanji Kia Henda
Centro de Artes de Sines
Todos os dias das 14h00-20h00
Até 30 Setembro

o Público errou


De vez em quando até a nossa mãe se engana a chamar-nos pelo nome certo. É um pecadilho que também acontece com os nossos colegas de trabalho com alguma frequência, e daí não vem mal nenhum ao mundo. Às vezes, estes lapsos de memória passam para o papel impresso, como foi o caso deste destaque na última página do jornal de hoje, onde se diz que o escriba deste blog se chama "Sérgio Ramos". Mas não. Chama-se Sérgio B. Gomes (nome profissional). E, como não há duas sem três, o nome do blog também está mal grafado: "Arte Photográfica". Aqui inventou-se um "híbrido" entre o português à século XIX e o português actual. Deu, está bom de ver, uma coisa estranha. Prefiro, sinceramente, os dois "ph" e, já agora, sem acento. Como gosto de chamar as coisas pelo nome certo fica feita a correcção. Até para que "Sérgio Ramos" não fique chateado por ver o seu nome associado a este humilde espaço de reflexão e divulgação da Arte Photographica.

mah no PHE08


Juan Santos, NOPHOTO, da série Cross the Art Scene
(© Juan Santos)

Pode-se dizer que a X edição do PHOTOESPAÑA correu de feição aos portugueses. Sérgio Mah, o comissário das duas bienais Lisboa Photo (2003, 2005), foi escolhido para liderar as próximas 3 edições do PHOTOESPAÑA, tornando-se no primeiro estrangeiro a liderar o festival. Mah é mestre em Ciências da Comunicação e Licenciado em Sociologia. Nasceu em Moçambique, em 1970, e vive em Lisboa. É professor da cadeira de Fotografia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e é professor e coordenador-assistente do Curso Avançado de Fotografia no AR.CO: Centro de Arte e Comunicação Visual. É também sociólogo-investigador no Centro de Estudos e Investigação Aplicada do Instituto Superior de Serviço Social. Publicou vários ensaios sobre história e teoria da fotografia e é autor do livro A Fotografia e o Privilégio de um Olhar Moderno (2003).
Alexandra Prado Coelho falou com Sérgio Mah a propósito desta nomeação. A notícia está no Público de hoje aqui.

Sérgio Mah (© David Clifford/Público)

03 julho, 2007

PHE07#uma por dia

Stratos Kalafatis, sem título, da série Journal, 1998-2002
(cortesia Kalfayan Galleries, Tessalónica © Stratos Kalafatis)


PHOTOESPAÑA2007
Stratos Kalafatis - Diário Fotográfico, 1998-2002

Centro Cultural Caja Castilla la Mancha (Cuenca)
Até 22 de Julho

02 julho, 2007

Crónica


Bernd e Hilla Becher

Um encontro com a exposição Typologien Industrieller Bauten (Tipologias de edifícios industriais)
Berlim, Setembro de 2005

Até parecia que tínhamos saído na estação de comboio errada porque o que havia por ali eram pequenos prédios de habitação, descampados, estaleiros e fábricas. Fábricas mais desactivadas do que a funcionar. O mapa dizia que era ali, por aqueles lados. Mas nada, nem sinais do que podia ser um museu de arte contemporânea: o The Hamburger Bahnhof – Museum für Gegenwart.
À estranheza do lugar juntou-se a estranheza do olhar das pessoas que abordamos com a pergunta, em inglês, sobre se sabiam onde ficava o tal Hamburger Bahnhof. Já tinha dado para perceber que o inglês não é uma língua muito simpática na Alemanha, mas o que se pedia era só que articulassem o mínimo que fosse, um “left”, um “right”, ou que esticassem o indicador em determinada direcção.
Ultrapassado o desnorte inicial, lá chegamos à antiga estação que, no último quarto do século XIX ligava Hamburgo e Berlim de comboio. A ideia era ir à descoberta do museu sem saber, à partida, que exposições havia em permanência ou em rotatividade. O que nos chamou a atenção, creio, foi a fotografia da fachada principal do edifício e a ligação - que funciona quase sempre - entre antigas instalações industriais e espaços para exibir arte. No Hamburger Bahnhof, para mim, ficou provado que o ferro, o tijolo, o pé alto e o cheiro a óleo jogam bem – nem sei bem explicar porquê - com as telas, as instalações, os vídeos e as fotografias de criação contemporânea.
E foram justamente as fotografias que aqui mais nos supreenderam. As fotografias de Bernd e Hilla Becher, de quem já tinha visto uma ou outra obra, mas nunca uma grande exposição como a que tivémos a sorte de encontrar em Berlim (Typologien Industrieller Bauten - Tipologias de Edifícios Industriais). E é perante o conjunto dos conjuntos de imagens “tipológicas”, como os Becher lhes chamam, que ficamos com a noção aproximada da magnitude do projecto que entusiasmou o casal durante quase 50 anos.
Logo às primeiras grelhas de imagens o sentimento que nos assalta é de incredulidade. É difícil não nos questionarmos sobre o que é que levou realmente este homem e esta mulher a dedicarem metade da vida a fotografarem silos, depósitos de água, fornos de cal e outros tipos de construções industriais que formam, à primeira vista, contextos paisagísticos repugnantes para os olhos. São sítios onde não apetece estar. Formas difíceis de ver. O que raio os moveu? O sucesso e a fortuna imediatas não foram de certeza, porque só passados quase 20 anos após as primeiras imagens é que os Becher viram o seu trabalho reconhecido dentro e fora da Alemanha.
Depois da incredulidade veio a estranheza. Por mais que façam parte da nossa memória visual, não é imediata nem fácil a aproximação ao sentido estético destas formas, normalmente identificadas com estereótipos negativos como o da exploração sem limites dos recursos ou a intrusão em espaços naturais. O certo é que à medida que percorríamos as salas do Hamburger Bahnhof fomos assimilando a mensagem que estava na origem e na razão daquelas séries de fotografias, meticulosamente arrumadas em categorias e em tipos. E isso aconteceu não tanto pela força de ver tantas imagens muito parecidas entre si, mas pela força da gramática visual com a qual os Becher querem que vejamos as suas imagens.
Essas “regras de ver”, que passam sobretudo pela subtileza da comparação, impuseram-se quase sem nos darmos conta. A meio da exposição já olhávamos para um elevador de cascalho com outros olhos de ver. Bernd e Hilla Becher ensinaram-nos que é possível encontrar beleza naquelas “esculturas anónimas”, erigidas sem qualquer pretensão de monumentalidade ou reconhecimento estético. Fizeram com sentíssemos naquelas peças de engenharia rude um resquício de humanidade e de génio. Fizeram com que sentíssemos admiração pelo que nos era invisível. Provocaram a dúvida e desfizeram-na. Ensinaram-nos a ver uma realidade envergonhada, cheia de complexos existenciais. A sua objectiva ensinou-nos a ver, não só através dela, mas com ela. Sem qualquer dose de paternalismo bacoco, fizeram com que chegássemos ao fim com a sensação de descoberta de uma nova realidade que até ali nos passava ao lado. E não é também para isso que serve a arte?

prémios PHE07

Robert Frank, Espanha, 1952
(© Robert Frank)

A organização do PHOTOESPAÑA2007 divulgou recentemente os prémios atribuídos na X edição do festival. Aqui fica a lista completa das distinções:


Prémio PHOTOESPAÑA2007
::Robert Frank
Galardão máximo do festival atribuído pela sua trajectória profissional e pela sua influência na fotografia contemporânea.

Prémio Bartolomé Ros (melhor trajectória na fotografia)
::Marta Gili, directora do centro Jeu de Paume (Paris)
::Javier Vallhonrat, fotógrafo

Prémio Festival Off
::Galeria Magda Belloti, pela exposição de Juan Fernando Herrando

Prémio do público M2/elmundo.es
::BBVA, pela exposição África, de Sebastião Salgado

Prémio de Melhor Livro de Fotografia do Ano
::Making Time, de Thomas Struth (ed. Turner), categoria nacional
::Sob céus estranhos - Uma história de exílio, de Daniel Blaufuks (ed. Tinta-da-China), categoria internacional

Prémio de Melhor Editora de Fotografia do Ano
::Steidl Publishers

Prémio Descubrimientos PHE
::Harri Pälviranta, pelo portfolio Beaten People (Finlândia, 1971)


Harri Pälviranta, da série Beaten People
(© Harri Pälviranta)

Harri Pälviranta, da série Beaten People
(© Harri Pälviranta)

PHE07#uma por dia

Alberto García-Alix, El señor Stoneman, 1988.
(© Alberto García-Alix)

PHOTOESPAÑA2007
Alberto García-Alix
Igreja de Santa Ana, Arles (França)
Até 16 de Agosto

01 julho, 2007

Edit!, parte 2

© Sharon Lockhart, da série Pine Flat Portrait Studio, 2005

O segundo acto da exposição Edit!, no centro de artes visuais de Coimbra, começou ontem com mais uma selecção de imagens à volta da temática "corpo". Álvaro Vieira escreve no P2 de hoje um texto de apresentação da mostra.

O post sobre a primeira parte da exposição está aqui.
E sobre o trabalho de Sharon Lockhart aqui.

Edit!
Fotografia e Filme na Colecção Ellipse
segunda parte
# de 30 de Junho a 9 de Setembro
Matthew Barney/Rineke Dijkstra/Olafur Eliasson/Robert Gober/Felix Gonzalez-Torres/Douglas Gordon/Candida Höfer/Cameron Jamie/Louise Lawler/Sherrie Levine/Sharon Lockhart/Jarbas Lopes/Steve McQueen/Gabriel Orozco/Jack Pierson/Gonzalo Puch/Rosângela Rennó/Collier Schorr/Lorna Simpson/João Tabarra/Wolfgang Tillmans/James Welling

centro de artes visuais
Pátio da Inquisição, 10, Coimbra
Tel.: 239826178
De ter. a dom., das 10h00 às 19h00

PHE07#uma por dia

© Marta Soul, da série Foto de Familia, 2007


PHOTOESPAÑA2007
NOPHOTO, Marta Soul
Matadero de Madrid

Até 13 de Agosto

30 junho, 2007

PHE07#uma por dia

© Stanislas Guigui, da série Muro



PHOTOESPAÑA2007
Stanislas Guigui - El reino de los ladrones
Centro Cultural Aguirre, Cuenca
Até 22 de Julho

29 junho, 2007

PHE07#uma por dia

Andres Serrano, Nomads (Sir Leonard), 1990
(© Colecção Eddy Peeters, Bélgica/Andres Serrano)



PHOTOESPAÑA2007
Andres Serrano
Círculo de Bellas Artes, salas Picasso e Minerva
Até 1 de Julho

»vejamos»» [as sugestões dos leitores]

Chema Madoz, sem título (© Chema Madoz)

»»José Paulo Andrade, propõe uma visita à exposição do espanhol Chema Madoz que pode ser vista na Galeria 111, no Porto, naquela que é a primeira mostra individual do artista na cidade.

O crítico Luis Arenas escreveu sobre as imagens de Madoz o seguinte:

(...) os objectos nas fotografias de Madoz são atravessados por uma tensão estranhamente humana: a assolapada tensão de não serem tudo o que poderiam ter sido, de terem esquecido – quem sabe se por cobardia ou simplesmente pela natureza das coisas – outras possíveis, ou virtuais, existências. Soubemos de algumas dessas vidas não vividas graças às fotografias de Chema Madoz; ele falou-nos sobre tesouras que queriam ser o Concorde, sobre a pedra que sonhava em ser um cacto, sobre a areia que queria ser água e sobre o deserto que sonhava com a chuva, ou sobre o modesto gancho que estava disposto a tornar-se lágrima. Essa é a razão por detrás das infinitas simpatia e solidariedade que estes objectos nos inspiram (…) Nestas imagens, os objectos revoltam-se contra a sua condição de meros utensílios. Mas nada há de ameaçador nesta revolta; é essencialmente um jogo, uma partida de crianças. Madoz parece convidar-nos a ouvir os secretos diálogos que as coisas levam a cabo nas nossas costas.

in, El Rostro Oculto de las Cosas, ed. Aldeasa, 2006

Nascido em 1958, Chema Madoz vive e trabalha em Madrid. Começou a fotografar em meados dos anos 80 e é hoje um dos fotógrafos espanhóis mais aclamados pela crítica nacional e mais reconhecidos internacionalmente. Em 2000, recebeu os prémios PHOTOESPAÑA, Overseas Photographer, do Higasikawa PhotoFestival no Japão, e o Premio Nacional de Fotografía, atribuído pelo Ministério da Cultura espanhol. Tem fotografias nas mais importantes colecções de Espanha.

Há mais fotografias desta exposição aqui.

Chema Madoz, sem título (© Chema Madoz)


Chema Madoz
Galeria 111, Porto
R. D. Manuel II, 246
Tel.: 22 609 32 79
Email: info@galeria111.pt
Das 10h00 às 13h00, das 15h00 às 19h30
Encerra segunda de manhã, sábado de manhã e domingo
Até 28 de Julho

28 junho, 2007

reflectir

Constantino Varela Cid, Saudades do Mar, Nazaré, Ca. 1940

O crítico do semanário Expresso Jorge Calado escreve na última Actual (23 de Junho) um texto de reflexão sobre o fenómeno dos leilões de fotografia em Portugal. O professor de química do Técnico lamenta a escassa oferta no mercado (?) de fotografia em Portugal justificada pelo "desprezo" a que está votado o património. Para Calado, os três leilões já realizados pela Potássio Quatro demontraram que existe por cá "não um, mas vários públicos para a fotografia", razão pela qual os lotes postos à venda são tão diversificados. Do lado das áreas com menos futuro, segundo Jorge Calado, estão as cartes-de-visite, monarquia, memorabilia e Estado Novo. Já os lotes históricos, os relacionados com África, o fotojornalismo e os livros estão em alta. O crítico refere-se depois à falácia das "edições limitadas" da imagem fotográfica e explica como, normalmente, esta manobra é usada como artifício para fazer subir a cotação de determinado autor.
Jorge Calado aponta a internacionalização como um dos aspectos mais positivos dos leilões da Potássio Quatro (mais de 50 por cento dos lotes foram para o estrangeiro) e sublinha a importância da venda do retrato de Fernando Pessoa (2º leilão, por 9775 euros) e do livro Lisboa: Cidade Triste e Alegre, de Victor Palla e Costa Martins (3º leilão, por 3047 euros).
E, por último, deixa esta pista:

No mundo da fotografia, um dos desenvolvimentos recentes mais surpreendentes é a emergência da fotografia anónima e espontânea, dita vernácula. Já chegou ao museu e à galeria especializada. Se uma imagem é boa e desperta interesse é arte; se, além disso, for também um documento, tanto melhor; o resto é especulação financeira.

 
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