29 junho, 2007

PHE07#uma por dia

Andres Serrano, Nomads (Sir Leonard), 1990
(© Colecção Eddy Peeters, Bélgica/Andres Serrano)



PHOTOESPAÑA2007
Andres Serrano
Círculo de Bellas Artes, salas Picasso e Minerva
Até 1 de Julho

»vejamos»» [as sugestões dos leitores]

Chema Madoz, sem título (© Chema Madoz)

»»José Paulo Andrade, propõe uma visita à exposição do espanhol Chema Madoz que pode ser vista na Galeria 111, no Porto, naquela que é a primeira mostra individual do artista na cidade.

O crítico Luis Arenas escreveu sobre as imagens de Madoz o seguinte:

(...) os objectos nas fotografias de Madoz são atravessados por uma tensão estranhamente humana: a assolapada tensão de não serem tudo o que poderiam ter sido, de terem esquecido – quem sabe se por cobardia ou simplesmente pela natureza das coisas – outras possíveis, ou virtuais, existências. Soubemos de algumas dessas vidas não vividas graças às fotografias de Chema Madoz; ele falou-nos sobre tesouras que queriam ser o Concorde, sobre a pedra que sonhava em ser um cacto, sobre a areia que queria ser água e sobre o deserto que sonhava com a chuva, ou sobre o modesto gancho que estava disposto a tornar-se lágrima. Essa é a razão por detrás das infinitas simpatia e solidariedade que estes objectos nos inspiram (…) Nestas imagens, os objectos revoltam-se contra a sua condição de meros utensílios. Mas nada há de ameaçador nesta revolta; é essencialmente um jogo, uma partida de crianças. Madoz parece convidar-nos a ouvir os secretos diálogos que as coisas levam a cabo nas nossas costas.

in, El Rostro Oculto de las Cosas, ed. Aldeasa, 2006

Nascido em 1958, Chema Madoz vive e trabalha em Madrid. Começou a fotografar em meados dos anos 80 e é hoje um dos fotógrafos espanhóis mais aclamados pela crítica nacional e mais reconhecidos internacionalmente. Em 2000, recebeu os prémios PHOTOESPAÑA, Overseas Photographer, do Higasikawa PhotoFestival no Japão, e o Premio Nacional de Fotografía, atribuído pelo Ministério da Cultura espanhol. Tem fotografias nas mais importantes colecções de Espanha.

Há mais fotografias desta exposição aqui.

Chema Madoz, sem título (© Chema Madoz)


Chema Madoz
Galeria 111, Porto
R. D. Manuel II, 246
Tel.: 22 609 32 79
Email: info@galeria111.pt
Das 10h00 às 13h00, das 15h00 às 19h30
Encerra segunda de manhã, sábado de manhã e domingo
Até 28 de Julho

28 junho, 2007

reflectir

Constantino Varela Cid, Saudades do Mar, Nazaré, Ca. 1940

O crítico do semanário Expresso Jorge Calado escreve na última Actual (23 de Junho) um texto de reflexão sobre o fenómeno dos leilões de fotografia em Portugal. O professor de química do Técnico lamenta a escassa oferta no mercado (?) de fotografia em Portugal justificada pelo "desprezo" a que está votado o património. Para Calado, os três leilões já realizados pela Potássio Quatro demontraram que existe por cá "não um, mas vários públicos para a fotografia", razão pela qual os lotes postos à venda são tão diversificados. Do lado das áreas com menos futuro, segundo Jorge Calado, estão as cartes-de-visite, monarquia, memorabilia e Estado Novo. Já os lotes históricos, os relacionados com África, o fotojornalismo e os livros estão em alta. O crítico refere-se depois à falácia das "edições limitadas" da imagem fotográfica e explica como, normalmente, esta manobra é usada como artifício para fazer subir a cotação de determinado autor.
Jorge Calado aponta a internacionalização como um dos aspectos mais positivos dos leilões da Potássio Quatro (mais de 50 por cento dos lotes foram para o estrangeiro) e sublinha a importância da venda do retrato de Fernando Pessoa (2º leilão, por 9775 euros) e do livro Lisboa: Cidade Triste e Alegre, de Victor Palla e Costa Martins (3º leilão, por 3047 euros).
E, por último, deixa esta pista:

No mundo da fotografia, um dos desenvolvimentos recentes mais surpreendentes é a emergência da fotografia anónima e espontânea, dita vernácula. Já chegou ao museu e à galeria especializada. Se uma imagem é boa e desperta interesse é arte; se, além disso, for também um documento, tanto melhor; o resto é especulação financeira.

PHE07#uma por dia

Federico Patellani, 1950
(© Archivio Patellani)


PHOTOESPAÑA2007
Neorrealismo - La nueva imagen en Italia, 1932-1960
Federico Patellani
Centro Cultural de la Villa
Até 22 de Julho

27 junho, 2007

*Três perguntas a...



Inês d`Orey, auto-retrato, Porto, 2007
(© Inês d`Orey)

Inês d`Orey. Fotógrafa do Porto de 29 anos. Tem formação superior em Relações Internacionais, Culturais e Políticas (Universidade do Minho) e uma especialização em fotografia (London College of Printing). Entre 1999 e 2002 foi bolseira do Centro Português de Fotografia. Já participou numa dezena de exposições colectivas. Desde 2001 que expõe individualmente. Vencedora do prémio Novo Talento FNAC Fotografia 2007 com o projecto Porto Interior. Foi uma das fotógrafas seleccionadas para a exposição de novos talentos DESCUBRIMIENTOS da PHOTOESPAÑA2007.

¿Por que é que fotografas?
Uma imagem forte que capte a atenção tem o poder de proporcionar uma nova forma de perceber o mundo, o poder de estimular emoções, de envolver a todos os níveis.
Fotografo para captar a realidade, ciente de que a corrompo. Gosto desta capacidade da fotografia nos ajudar a interpretar qualquer coisa, de dar a interpretar qualquer coisa, por mais banal que seja. De uma forma inesperada ou diferente, mas sempre tendo como ponto de partida a realidade física, aquela onde somos e não aquela que vemos. A fotografia permite, eventualmente, chegar a esse lugar e agrada-me, acima de tudo, esta ideia de criar artefactos geradores de experiências, nomeadamente emocionais, que permitem, de algum modo, sentir, mais do que pensar.

¿O que procuras mostrar neste Porto Interior?
De certa forma, uma surpresa pela ausência de vida, de movimento, de dados que permitam identificar na totalidade, de dados que permitam situar no tempo. Se calhar, em vez de mostrar, ou para lá de mostrar, procuro antes suscitar. O que se vê poderá ter muitas leituras. Interessa-me mais essa ideia de diversidade do que os respectivos conteúdos. Mas claro que quando se olha o Porto Interior, há conjecturas que se poderão formar, que podem ser interessantes, divertidas, sérias, pertinentes.
Acho que a fotografia comunica tanto através do que se vê, do que se interpreta como estando lá, como pela ausência de informação. Todas as imagens de Porto Interior foram captadas em espaços de acesso público por uma minha forma de ver muito privada. Todos estes espaços podem ser visitados e encontram-se quase todos ainda em funcionamento. A maior parte enche-se frequentemente de pessoas e de barulho e de coisas a acontecer, coisas perfeitamente normais como uma conversa, um cigarro a fumar-se, uma correria para chegar a qualquer lado, um encontro de convívio num sábado à tarde. Interessa-me despertar a imaginação: o que aconteceu antes e o que vai acontecer depois. E, porventura, a possibilidade do tudo que poderá significar.
A ausência e a ideia de tempo parado são um artifício desenvolvido no Porto Interior, que permite explorar este campo. E neste intervalo, entre esses dois momentos – o antes e o depois -, que é a fotografia, procuro intensificar sensações e sentimentos que se associam ao vazio: a melancolia, o abandono, a perda, a inaptidão, a duração, a solidão, a ausência, a desistência, o frio, o silêncio, o conforto, a calmia, a lonjura.
Acho que é uma procura que acaba por reflectir uma experiência urbana, como vivo e como vejo uma cidade, a minha cidade. Por ser tão minha, aos olhos dos outros, esta poderia ser uma cidade qualquer, onde se chega e se passa a descobrir, velha mas como nova.
Simultaneamente, tenho muito pouco poder sobre este Porto Interior. Ele próprio vai-se mutilando e alterando continuamente. Ao construir este trabalho, vou também mantendo, da forma que me é possível, a minha própria cidade, o lugar onde sou. É uma mundividência subjectiva e particular.

Imagino que entrar na casa das pessoas, nos seus espaços mais privados, para tirar fotografias não tenha sido tarefa fácil. Fala-nos um pouco do lado prático da concretização deste projecto.
Na realidade, todos os lugares que fotografei são de uso público ou semi-público. Isto não significa que seja imediato obter autorização para fotografar. Há locais onde basta chegar, pedir autorização e se podem logo fotografar. Outros sítios, os mais públicos de todos, não requerem pedidos de autorização, fotografam-se apenas, qualquer pessoa os poderá fotografar.
Como faço, profissionalmente, fotografia de arquitectura, tenho acesso a espaços que fotografo como trabalho.
Há, no entanto, instituições que simplesmente não permitem fotografar, como o Instituto de Medicina Legal ou edifícios militares.
Não fiz uma lista a priori do que iria fotografar. Os motivos vão surgindo com o próprio desenvolvimento do projecto. Há locais que me ocorreram de imediato, outros de que me vou lembrando ao longo do processo, ainda outros que vou descobrindo enquanto percorro a cidade, ou outros que surgem em conversas com outras pessoas. Na verdade, a lista não se completou ainda, sei que há fotografias que ainda quero fazer, e sei também que há sítios que ainda hei-de descobrir. De certa forma, este Porto Interior vai-se construindo à medida que vai crescendo. E acredito que poderia continuar ad eternum: como a própria cidade; impossível de conhecer ou captar na totalidade. Isto faz de mim alguém à deriva. Gosto desta sensação.

Monte Aventino, da série Porto Interior (© Inês d`Orey)

PHE07#uma por dia


Zhang Huan, da série Family Tree, 2000
(© Zhang Huan)


PHOTOESPAÑA2007
Zhang Huan
Secção Oficial
Fundación Telefónica
Até 26 de Agosto




Zhang Huan, da série Family Tree, 2000
(© Zhang Huan)

26 junho, 2007

PHE07#uma por dia

© Shelby Lee Adams, 1988


PHOTOESPAÑA2007
Local. El fin de la globalización - Shelby Lee Adams
Consejería de Cultura y Deportes
Até 2 de Setembro

Robert Frank

Robert Frank (© Barry Kornbluh)

Robert Frank (Suíça, 1924) foi galardoado com o maior prémio do PHOTOESPAÑA2007. Para além do fotógrafo da geração beat, o festival distinguiu ainda, nas categorias nacionais, a galerista Marta Gili e o fotógrafo Javier Vallhornat.
O júri da 10ª edição do PHOTOESPAÑA2007 justifica a atribuição deste prémio a Frank com a "trajetória profissional" do fotógrafo e a "sua influência na fotografia contemporânea". Nascido numa família de judeus, Frank emigrou para os EUA no pós-guerra e começou a ganhar reconhecimento na década de 50 depois de ter publicado o livro The Americans, série de retratos que captou numa travessia pelo país. A obra revelava uma América racista e profundamente dividida em termos de classes sociais. Por causa deste livro foi acusado de “antipatriota”. Trabalhou com grandes nomes da beat generation como Jack Kerouac, Allen Ginsberg, Gregory Corso e Peter Orlovsky.

25 junho, 2007

PHE07#uma por dia

Sebastião Salgado, Moçambique, província do Zambeze, 1994
(© Sebastião Salgado/Amazonas Images/Contacto)

PHOTOESPAÑA2007
Sebastião Salgado - África
BBVA, sala de exposições de Azca
Até 22 de Julho

de Tomar

© Telmo Mendes

Há seis anos que o Curso Superior de Fotografia do Instituto Politécnico de Tomar, único no país, dá formação superior específica na área da imagem fotográfica. O Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa mostra desde a semana passada os melhores trabalhos de alunos e antigos alunos desta escola que conseguiu organizar cursos de qualidade fora dos grandes centros urbanos. Para além do critério estético foram escolhidos trabalhos que usam técnicas de impressão de finais do século XIX e início do século XX.

© Mário Ambrózio


© Tânia Rolo


2001/2007 - Curso Superior de Fotografia
Arquivo Municipal de Lisboa/Arquivo Fotográfico

Rua da Palma, 246
De ter. a sáb., das 10h00 às 19h00
Tel. 21 884 4060
Metro: Martim Moniz
Até 31 de Julho

24 junho, 2007

PHE07#uma por dia

Myriam Abdelaziz, 2006, Behind the Velvet Rope, 2006
(© Myriam Abdelaziz)


PHOTOESPAÑA2007
Descubrimientos PH07, Myriam Abdelaziz
Museo Municipal de Arte Contemporáneo
Até 22 de Julho

23 junho, 2007

dentro dos Police

Sting (© Andy Summers)

Nos Police, nem só de cordas de guitarra se ocupava Andy Summers. De país em país, de cidade em cidade, o histórico guitarrista foi registando pela fotografia as movimentações da banda pelos quatro cantos do mundo. Na exposição I'll Be Watching You: Inside The Police, 1980-83, que abriu recentemente em Santa Mónica, Califórnia, Summers dá-nos uma visão privilegiada do universo íntimo do trio que arrastou multidões. Os Police acabaram. A paixão pela fotografia não. E Summers continuou a disparar. Prefere o preto e branco e os ambientes nocturnos. No ano em que o grupo decidiu voltar a tocar em palco, a Taschen publica um livro exclusivo com mais de 600 fotografias do guitarrista, que na sua maioria nunca foram publicadas. Foram feitas apenas 1500 cópias e todas estão assinadas pelo punho de Summers.

Há mais fotografias de Andy Summers aqui.


Da série City Like This Show (© Andy Summers)


Andy Summers (© Andy Summers)

PHE07#uma por dia

Hellen van Meene, da série Barbara from home village, nº 44, 1999
(© Hellen van Meene)


PHOTOESPAÑA2007
Local. El fin de la globalización - Hellen van Meene
Consejaría de Cultura y Deportes
Até 2 de Setembro

22 junho, 2007

PHE07#uma por dia


© Sylvia Plachy, 1980


PHOTOESPAÑA2007
Sylvia Plachy

Círculo de Bellas Artes
Até 1 de Julho

21 junho, 2007

para alfama

© Georges Pacheco, Zé António, decano do fado vadio, Alfama, 1999


Haverá ainda lugar para a surpresa numa Alfama canibalizada pela fotografia? Encontrar na encruzilhada de ruas do bairro mais fotografado da cidade a resposta a esta pergunta talvez seja o maior desafio daqueles que aceitarem participar na I Maratona de Fotografia Digital de Alfama, agendada para sábado, dia 23. Inspirada no modelo da extinta Maratona Fotográfica de Lisboa, esta inicitiva da Associação do Património e da População de Alfama propõe que se passe 12 horas no bairro histórico de máquina em riste para apanhar 12 surpresas suspensas em 12 fotografias. Ao longo do percurso, os participantes serão guiados por vários pontos de interesse onde encontrarão pistas vagas sobre os temas a procurar.
Os trabalhos distinguidos só serão revelados em Setembro, mês em que a associação cumpre 20 anos de existência.

Os prémios e o regulamento do concurso estão aqui.
As inscrições ainda podem ser feitas aqui.

O que te surpreende em Alfama?
I Maratona de Fotografia Digital de Alfama
12 horas/12 surpresas/12 fotografias
23 de Junho, a partir das 10h00

PHE07#uma por dia

Fulvio Roiter, Solfatara, Sicilia, 1953
(© Fulvio Roiter)


PHOTOESPAÑA2007
Neorrealismo - La nueva imagen en Italia, 1932-1960
Fulvio Roiter
Centro Cultural de la Villa
Até 22 de Julho

fotomóvel

Faixa de Gaza (©Ahmed Jadallah/Reuters)


O fotógrafo estava lá. Os fotomóveis também. Quem resiste a apontar o aparelhinho para a tragédia, para o caos, para as labaredas que enchem de vermelho carregado os ecrãs de bolso? Estes dois palestinianos não resistiram a fotografar um carro da polícia durante os violentos confrontos entre o movimento radical Hamas e a Fatah, na Faixa de Gaza, que na semana passada marcaram a actualidade.

Faixa de Gaza (©Ahmed Jadallah/Reuters)

20 junho, 2007

PHE07#uma por dia

© Lisbeth Salas, Diary Entries, 2006


PHOTOESPAÑA2007
Lisbeth Salas, Descubrimientos PHE07
Museo Municipal de Arte Contemporáneo
Até 22 de Julho

»vejamos»» [as sugestões dos leitores]

© Stephanie Sinclair, The Bride Price, Chavosh, Afeganistão, 2005


»»Nelson D`Aires sugere uma visita a um leilão online que envolve alguns dos mais reconhecidos fotojornalistas do mundo que se juntaram para apoiar uma causa nobre.

Há dois anos o cunhado da paquistanesa Azra Latif atirou-lhe ácido para a cara depois de uma discussão motivada por um “crime de honra”. Azra sofreu queimaduras de terceiro grau na cara e no peito. Agora, as feridas custam a sarar. Não só as da pele, mas, sobretudo, aquelas que se abriram na sua auto-estima, na sua relação com os que a rodeiam em Lahore, a cidade onde vive ostracizada. Azra agoniza com feridas abertas. Toda a gente me quer fotografar, mas ninguém me ajuda, desabafou depois de Stephanie Sinclair lhe apontar a objectiva pela primeira vez em 2005. Mas Sinclair não guardou só as imagens de Azra em negativo. Saiu de Lahore com essas imagens gravadas na memória e decidiu fazer alguma coisa para ajudar a atenuar o sofrimento cruel a que foi sujeita. Com a ajuda de Marie Jose Brunel, enfermeira da ONG Humani Terra, convenceu esta organização a suportar os custos de intervenções cirúrgicas que tentarão restaurar a pele de Azra. Os tratamentos começam no dia 2 de Julho e prolongam-se pelos próximos três meses.
Sinclair não se ficou por esta acção. Falou com um grupo de fotógrafos de renome internacional e pediu-lhes que cedessem imagens suas assinadas para um leilão online, cuja receita servirá para ajudar a Humani Terra nas despesas. Responderam ao apelo alguns dos melhores fotojornalistas do mundo, entre os quais James Nachtwey, John Stanmeyer, Jan Garup, David Guttenfelder, Antonin Kratochvil, Ami Vitale e Lynn Johnson. Alguns fotógrafos, como o caso de Todd Haisler, vencedor do Pulitzer, colocaram neste leilão imagens premiadas que nunca tinham sido disponibilizadas para venda.
O leilão está a decorrer neste momento e termina à meia-noite do dia 1 de Julho. O dinheiro que sobrar desta iniciativa será aplicado na ajuda a outros casos de mulheres vítimas de queimaduras por “crimes de honra”.

O site do leilão pode ser visto aqui.


© Antonin Kratochvil, The Procession of Virgins, Polónia, 1976


© Ami Vitale, Caxemira: paraíso perturbado, Índia, 2004

19 junho, 2007

PHE07#uma por dia

Bruce Davidson, Central Park, 1992.
(© Bruce Davidson/Magnum Photos/Contacto)


PHOTOESPAÑA2007
Bruce Davidson, Central Park
Fundación Astroc
Até 14 de Setembro

18 junho, 2007

intro

André Cepeda, sem título, 2006
(Cortesia Galeria Pedro Cera © André Cepeda)

Os comissários da exposição intro, patente no Photographic Art Centre Contretype, de Bruxelas, olharam para os últimos seis anos da criação contemporânea portuguesa e perceberam que há cada vez mais artistas da nova geração a usar a linguagem da imagem fotográfica nos seus trabalhos. Partiu-se da diversidade plástica e conceptual das obras, mas escolheu-se uma estética da imagem fotográfica, e não apenas um suporte, que as torna familiares entre si. Os sete nomes escolhidos mostram trabalhos que tomam caminhos diferentes, que exploram territórios vários e muito específicos. Há neles diversidade, mas há também unidade. Para quem vê - que quase sempre tenta encontrar essa ideia de conjunto – o exercício torna-se mais difícil e ao mesmo tempo mais estimulante.

Pedro Barateiro, Mapa Psicogeográphico I, 2006
(Cortesia Galeria Pedro Cera © Pedro Barateiro)


intro
André Cepeda, Carla Filipe, Eduardo Matos, João Maria Gusmão & Pedro Paiva, Manuel Santos Maia e Pedro Barateiro

Photographic Art Centre Contretype
Avenue de la Jonction, 1, Bruxelas
Tel.: 00 32 (0)2 538 42 20
E-mail: contretype@skynet.be
De qua. a sex., das 11h00 às 18h00. Sáb. e dom., das 13h00 às 18h00
Até 9 de Setembro

PHE07#uma por dia

© Stanislas Guigui, da série Cartucho


PHOTOESPAÑA2007
Stanislas Guigui - El reino de los ladrones
Centro Cultural Aguirre, Cuenca
Até 22 de Julho

17 junho, 2007

hedi II

© Hedi Slimane, da série Hedi Slimane Diary, 2007

A DIF de Junho traz mais uma entrevista com fotógrafos. Desta vez Francisco Vaz Fernandes meteu conversa com Hedi Slimane, o fotógrafo-estilista que anda às voltas com o deambular irreverente da adolescência e da pós-adolescência. Slimane fala das imagens captadas na Costa da Caparica em 1989 e do que o move na fotografia.

Eu sempre estive interessado em conhecer os códigos e os rituais da juventude e das subculturas em torno da juventude. Suponho que não seja apenas um paralelismo, mas uma necessidade de identificação

© Hedi Slimane, da série Hedi Slimane Diary, 2007


© Hedi Slimane, da série Hedi Slimane Diary, 2007


Há mais fotografias do Hedi Slimane Diary aqui.


Costa da Caparica, 1989
Art Centre, Ellipse Foundation, Alcoitão/Cascais
Rua das Fisgas, Pedra Furada
Tel.: 21 469 18 06
E-mail: info@ellipsefoundation.com
Sex., sáb. e dom. das 11h00 às 18h00
Até 9 de Setembro

PHE07#uma por dia

Lou Reed, Snapper (pormenor) 2005 (Stephen Kasher Gallery © Lou Reed)




PHOTOESPAÑA2007
Fotógrafos Insospechados - Vários Autores
Fundación Canal
Até 22 de Julho

Lou Reed, Snapper, 2005 (Stephen Kasher Gallery © Lou Reed)

16 junho, 2007

PHE07#uma por dia

© Julia Fullerton-Batten


PHOTOESPAÑA2007
Julia Fullerton-Batten - Premios HSBC de Fotografía
Vários Autores

Teatro Circo Price
Até 22 de Julho

15 junho, 2007

»vejamos»» [as sugestões dos leitores]

© Jemina Stehli


»»Sofia Silva, de Alcobaça, propõe uma visita à exposição Photo Performance 23, 27, 30, 31, de Jemima Stehli, que pode ser vista na Galeria 20 Arte Contemporânea.


Photo Performance 23, 27, 30, 31
De Jemima Stehli
Galeria 20 Arte Contemporânea
Rua Tenente Ferreira Durão, 18-BC, Lisboa
Tel.: 213 830 834
E-mail: lisboa20@netcabo.pt
De ter. a dom., das 12h00 às 20h00.
Até 22 de Julho

PHE07#uma por dia

Guillaume Herbaut. Sem título, da série Vendetta I – Nº 26, 2004
(© Guillaume Herbaut)



PHOTOESPAÑA2007
Guillaume Herbaut. Márgenes. Vários autores
Centro Cultural Conde Duque
Até 22 de Julho

mudança

Mazin Farouq (©Saad Khalaf/Los Angeles Times)

Edmund Sanders, jornalista do Los Angeles Times, descobriu em Bagdad um técnico de fotografia que nos últimos tempos viu o objecto do seu trabalho mudar muito. Em vez das tradicionais imagens de casamentos, dos primeiros passos dos bebés ou de festas de aniversário, Mazin Farouq passou a ter de imprimir fotografias de todo o tipo de tragédias que fazem o dia-a-dia da cidade onde vive. São "recordações" da carnificina e do caos em que está mergulhada a capital iraquiana. A história de Farouq e do seu pequeno laboratório de fotografia vem contada no P2 de hoje.

14 junho, 2007

PHE07#uma por dia

Man Ray, autoretrato, 1924.
(© Man Ray Trust)


PHOTOESPAÑA2007
Man Ray - Despreocupado Pero no Indiferente
Museo de Colecciones ICO
Até 26 de Agosto

13 junho, 2007

efémeras?

Chamadas Fotográficas:Imagens do Quotidiano

É forçoso que aconteça também aqui. Mais cedo ou mais tarde as fotografias captadas a partir do telemóvel não serão tidas apenas como parte da cultura visual dos nossos dias - serão consideradas como potencial objecto estético, gerador de narrativas à pequena escala e a um ritmo alucinante, não fosse Portugal o país da Europa com mais aparelhos por habitante.
Associamos a fotografia de telemóvel à circunstância, ao casual, à errância e sobretudo ao efémero, porque o botão delete está ali sempre à mão de semear. Se não gostarmos desta, é quase sempre possível tirar outra, e outra e outra. É a memória digital a dar-nos a possibilidade de rejeitar-mos o que não queremos ou de apanhar muitas coisas para depois escolher e apagar alguns ficheiros, ou ainda - porque não? - apagar todos. A memória digital está sempre lá para nos dar mais espaço.
Acontece que nem só de circunstância se faz a fotografia de telemóvel. Ela faz-se cada vez mais com propósito, mesmo que a definição, a cor, a velocidade não sejam as de uma máquina fotográfica tradicional. E não serão exactamente as limitações técnicas a que estão sujeitas estas imagens de usar e deitar fora a potenciar o seu valor estético, o seu encantamento?
Foi a pensar nos usos que diferentes gerações dão às máquinas destes aparelhos que o designer Andrew Howard - responsável pela concepção das publicações do Centro Português de Fotografia – decidiu propor a dois grupos distintos de pessoas que captassem várias fotografias para depois as mostrar em público numa exposição – Chamadas Fotográficas: Imagens do Quotidiano.
O primeiro grupo incluía alunos de uma escola secundária, com idades compreendidas entre os 13 e os 16 anos. As imagens enviadas, de enquadramento e composição básicos, mostram sobretudo auto-retratos, caras e mascotes.
Do segundo grupo faziam parte designers, fotógrafos e estudantes de Artes. Foi-lhes pedido que tirassem fotografias de quatro momentos de um dos seus dias e que fizessem um filme de 15-20 segundos. As abordagens aqui são mais conceptuais e abstractas.
Uma das conclusões que a organização tirou deste exercício simples revela que “embora, os meios tecnológicos que existem à nossa disposição afectem e condicionem a forma como comunicamos, nunca é simplesmente a natureza da tecnologia que faz a imagem, mas a natureza da pessoa que comunica”.
Paralelamente à exposição, os visitantes são convidados a participar num concurso de fotografia digital captada por telemóvel. As melhores imagens serão sujeitas à apreciação de um júri que escolherá a fotografia vencedora.


Chamadas Fotográficas:Imagens do Quotidiano


Chamadas Fotográficas:Imagens do Quotidiano


Chamadas fotográficas:Imagens do Quotidiano
Silo - Espaço Cultural, NorteShopping

Porto
Até 11 de Julho

 
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