18 junho, 2007

intro

André Cepeda, sem título, 2006
(Cortesia Galeria Pedro Cera © André Cepeda)

Os comissários da exposição intro, patente no Photographic Art Centre Contretype, de Bruxelas, olharam para os últimos seis anos da criação contemporânea portuguesa e perceberam que há cada vez mais artistas da nova geração a usar a linguagem da imagem fotográfica nos seus trabalhos. Partiu-se da diversidade plástica e conceptual das obras, mas escolheu-se uma estética da imagem fotográfica, e não apenas um suporte, que as torna familiares entre si. Os sete nomes escolhidos mostram trabalhos que tomam caminhos diferentes, que exploram territórios vários e muito específicos. Há neles diversidade, mas há também unidade. Para quem vê - que quase sempre tenta encontrar essa ideia de conjunto – o exercício torna-se mais difícil e ao mesmo tempo mais estimulante.

Pedro Barateiro, Mapa Psicogeográphico I, 2006
(Cortesia Galeria Pedro Cera © Pedro Barateiro)


intro
André Cepeda, Carla Filipe, Eduardo Matos, João Maria Gusmão & Pedro Paiva, Manuel Santos Maia e Pedro Barateiro

Photographic Art Centre Contretype
Avenue de la Jonction, 1, Bruxelas
Tel.: 00 32 (0)2 538 42 20
E-mail: contretype@skynet.be
De qua. a sex., das 11h00 às 18h00. Sáb. e dom., das 13h00 às 18h00
Até 9 de Setembro

PHE07#uma por dia

© Stanislas Guigui, da série Cartucho


PHOTOESPAÑA2007
Stanislas Guigui - El reino de los ladrones
Centro Cultural Aguirre, Cuenca
Até 22 de Julho

17 junho, 2007

hedi II

© Hedi Slimane, da série Hedi Slimane Diary, 2007

A DIF de Junho traz mais uma entrevista com fotógrafos. Desta vez Francisco Vaz Fernandes meteu conversa com Hedi Slimane, o fotógrafo-estilista que anda às voltas com o deambular irreverente da adolescência e da pós-adolescência. Slimane fala das imagens captadas na Costa da Caparica em 1989 e do que o move na fotografia.

Eu sempre estive interessado em conhecer os códigos e os rituais da juventude e das subculturas em torno da juventude. Suponho que não seja apenas um paralelismo, mas uma necessidade de identificação

© Hedi Slimane, da série Hedi Slimane Diary, 2007


© Hedi Slimane, da série Hedi Slimane Diary, 2007


Há mais fotografias do Hedi Slimane Diary aqui.


Costa da Caparica, 1989
Art Centre, Ellipse Foundation, Alcoitão/Cascais
Rua das Fisgas, Pedra Furada
Tel.: 21 469 18 06
E-mail: info@ellipsefoundation.com
Sex., sáb. e dom. das 11h00 às 18h00
Até 9 de Setembro

PHE07#uma por dia

Lou Reed, Snapper (pormenor) 2005 (Stephen Kasher Gallery © Lou Reed)




PHOTOESPAÑA2007
Fotógrafos Insospechados - Vários Autores
Fundación Canal
Até 22 de Julho

Lou Reed, Snapper, 2005 (Stephen Kasher Gallery © Lou Reed)

16 junho, 2007

PHE07#uma por dia

© Julia Fullerton-Batten


PHOTOESPAÑA2007
Julia Fullerton-Batten - Premios HSBC de Fotografía
Vários Autores

Teatro Circo Price
Até 22 de Julho

15 junho, 2007

»vejamos»» [as sugestões dos leitores]

© Jemina Stehli


»»Sofia Silva, de Alcobaça, propõe uma visita à exposição Photo Performance 23, 27, 30, 31, de Jemima Stehli, que pode ser vista na Galeria 20 Arte Contemporânea.


Photo Performance 23, 27, 30, 31
De Jemima Stehli
Galeria 20 Arte Contemporânea
Rua Tenente Ferreira Durão, 18-BC, Lisboa
Tel.: 213 830 834
E-mail: lisboa20@netcabo.pt
De ter. a dom., das 12h00 às 20h00.
Até 22 de Julho

PHE07#uma por dia

Guillaume Herbaut. Sem título, da série Vendetta I – Nº 26, 2004
(© Guillaume Herbaut)



PHOTOESPAÑA2007
Guillaume Herbaut. Márgenes. Vários autores
Centro Cultural Conde Duque
Até 22 de Julho

mudança

Mazin Farouq (©Saad Khalaf/Los Angeles Times)

Edmund Sanders, jornalista do Los Angeles Times, descobriu em Bagdad um técnico de fotografia que nos últimos tempos viu o objecto do seu trabalho mudar muito. Em vez das tradicionais imagens de casamentos, dos primeiros passos dos bebés ou de festas de aniversário, Mazin Farouq passou a ter de imprimir fotografias de todo o tipo de tragédias que fazem o dia-a-dia da cidade onde vive. São "recordações" da carnificina e do caos em que está mergulhada a capital iraquiana. A história de Farouq e do seu pequeno laboratório de fotografia vem contada no P2 de hoje.

14 junho, 2007

PHE07#uma por dia

Man Ray, autoretrato, 1924.
(© Man Ray Trust)


PHOTOESPAÑA2007
Man Ray - Despreocupado Pero no Indiferente
Museo de Colecciones ICO
Até 26 de Agosto

13 junho, 2007

efémeras?

Chamadas Fotográficas:Imagens do Quotidiano

É forçoso que aconteça também aqui. Mais cedo ou mais tarde as fotografias captadas a partir do telemóvel não serão tidas apenas como parte da cultura visual dos nossos dias - serão consideradas como potencial objecto estético, gerador de narrativas à pequena escala e a um ritmo alucinante, não fosse Portugal o país da Europa com mais aparelhos por habitante.
Associamos a fotografia de telemóvel à circunstância, ao casual, à errância e sobretudo ao efémero, porque o botão delete está ali sempre à mão de semear. Se não gostarmos desta, é quase sempre possível tirar outra, e outra e outra. É a memória digital a dar-nos a possibilidade de rejeitar-mos o que não queremos ou de apanhar muitas coisas para depois escolher e apagar alguns ficheiros, ou ainda - porque não? - apagar todos. A memória digital está sempre lá para nos dar mais espaço.
Acontece que nem só de circunstância se faz a fotografia de telemóvel. Ela faz-se cada vez mais com propósito, mesmo que a definição, a cor, a velocidade não sejam as de uma máquina fotográfica tradicional. E não serão exactamente as limitações técnicas a que estão sujeitas estas imagens de usar e deitar fora a potenciar o seu valor estético, o seu encantamento?
Foi a pensar nos usos que diferentes gerações dão às máquinas destes aparelhos que o designer Andrew Howard - responsável pela concepção das publicações do Centro Português de Fotografia – decidiu propor a dois grupos distintos de pessoas que captassem várias fotografias para depois as mostrar em público numa exposição – Chamadas Fotográficas: Imagens do Quotidiano.
O primeiro grupo incluía alunos de uma escola secundária, com idades compreendidas entre os 13 e os 16 anos. As imagens enviadas, de enquadramento e composição básicos, mostram sobretudo auto-retratos, caras e mascotes.
Do segundo grupo faziam parte designers, fotógrafos e estudantes de Artes. Foi-lhes pedido que tirassem fotografias de quatro momentos de um dos seus dias e que fizessem um filme de 15-20 segundos. As abordagens aqui são mais conceptuais e abstractas.
Uma das conclusões que a organização tirou deste exercício simples revela que “embora, os meios tecnológicos que existem à nossa disposição afectem e condicionem a forma como comunicamos, nunca é simplesmente a natureza da tecnologia que faz a imagem, mas a natureza da pessoa que comunica”.
Paralelamente à exposição, os visitantes são convidados a participar num concurso de fotografia digital captada por telemóvel. As melhores imagens serão sujeitas à apreciação de um júri que escolherá a fotografia vencedora.


Chamadas Fotográficas:Imagens do Quotidiano


Chamadas Fotográficas:Imagens do Quotidiano


Chamadas fotográficas:Imagens do Quotidiano
Silo - Espaço Cultural, NorteShopping

Porto
Até 11 de Julho

PHE07#uma por dia

Raymond Depardon. O presidente Salvador Allende é saudado pela multidão. Chile, Santiago, 1971.
(© Raymond Depardon/Magnum Photos/Contacto)


PHOTOESPAÑA2007
Raymond Depardon
Centro Cultural Conde Duque
Até 22 de Julho

12 junho, 2007

PHE07#uma por dia

Andres Serrano, Piss Christ, 1987
(cortesia do artista e Paula Cooper Gallery, Nova Iorque, © Andres Serrano)



PHOTOESPAÑA2007
Andres Serrano
Círculo de Bellas Artes, salas Picasso e Minerva
Até 1 de Julho

lepage

© Jean-François Lepage


© Jean-François Lepage


A última edição da revista DIF (Maio) publica uma entrevista com o fotógrafo de moda Jean- François Lepage. A conversa de Herberto Smith e Cláudia Gavinhos com o artista francês pendeu essencialmente para as nem sempre fáceis relações entre quem fotografa e quem publica fotografia.
Na primeira metade dos anos 80, Lepage foi um dos fotógrafos de moda mais requisitados por publicações de ribalta como a Vogue, Elle ou Marie Claire. Em 1987, decidiu abandonar o mundo da moda para se dedicar a cem por cento à combinação de pintura, desenho e fotografia. O retiro durou até 2001, altura em que voltou à sua primeira paixão, a fotografia de moda. Pegou na experiência que tinha acumulado nos anos 80 e nos contactos que fez junto de revistas independentes para se lançar de novo na arte de mostrar o que de melhor se faz na criação e design de roupas e adereços de moda.
Para além dos tecidos inovadores, dos padrões nunca vistos e dos cortes ousados, as fotografias de Lepage de hoje procuram sobretudo a luz, de onde quer que ela venha. Há nelas um jogo requintado e sedutor entre o que é artificial e o que é natural. Entre céus misteriosos, penumbras carregadas ou interiores depurados há sempre um lençol branco de luz que cobre a cena. Esse calor reconfortante vindo dos holofotes ora nos dá tudo a ver, ora nos encadeia. São fotografias mais plásticas e livres de artifícios de ocultação do imperfeito, da ruga, do borrão. E o trabalho de criação não termina no plástico sensibilizado. Os negativos 20x25 e 12x12 com que Lepage trabalha são cortados, ilustrados, arranhados. São agora a continuação de tela e do papel.
As fotografias de Jean-François Lepage podem ser vistas habitualmente em revistas alternativas como a Exit, Nylon, Purple, It’s Rouge, Amica, Mixte, Double e Commons & Sense.
Há mais fotografias aqui.


© Jean-François Lepage


© Jean-François Lepage

11 junho, 2007

PHE07#uma por dia

© Mathew Pillsbury


PHOTOESPAÑA2007
Mathew Pillsbury - Premios HSBC de Fotografía
Vários Autores

Teatro Circo Price
Até 22 de Julho

para o Rio

© Rogério Réis, Microondas - vivências do medo da morte

Começou no sábado a terceira edição do FotoRio, o Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro que decorre até 5 de Agosto. O fotógrafo português Daniel Blaufuks é um dos 11 participantes com a exposição Tomorrow is a Long Place, uma selecção de imagens feitas entre 2002 e 2004.
Em Microondas - vivências do medo da morte, o carioca Rogério Réis mostra a sua visão da criminalidade e da violência urbana com uma instalação que mistura fotografias e pneus. Da Cidade do México vieram as fotografias sobre cultura popular, história e música de Francisco Mata Rosas, seleccionadas da colecção México Tenochtitlan. Débora 70 viajou muito pelo interior do Brasil e com ela trouxe imagens de Pequenos Gestos, a matéria-prima com que gosta de trabalhar. Copacabana, Céu Aberto, de Kitty Paranaguá, retrata as vivências, a “geografia humana e urbana” de um dos mais turísticos bairros cariocas. O trabalho de investigação sobre as festas em honra dos reis congoleses da historiadora Larissa Gabarra e do fotógrafo africano Rui Assubuji resultou na mostra Moçambique Cá e Lá. Cássio Vasconcelos andou à noite por São Paulo, Tóquio, Nova Iorque, Dallas e Paris para retratar os territórios urbanos presentes em Nocturnos. Para contar a história de Os Sobreviventes das Areias, Rogério Medeiros foi à procura de quem escapou ao desastre ecológico que soterrou a antiga vila de Itaúnas, no extremo norte de Espírito Santo, no nordeste brasileiro, entre os anos 50 e 70.
No quadro das exposições principais há ainda Histórias Cariocas Stories, de Karol Pichler, Namorando a Rosa, de María di Andrea Hagge, e Panorâmicas do Samba, de Mirian Fichtner.
Para além das mostras patentes no Centro Cultural de Justiça Federal, vários espaços culturais da cidade recebem durante as próximas semanas mais de uma centena de iniciativas relacionadas com a fotografia.
O FotoRio pretende ser não apenas uma vitrine para a produção fotográfica brasileira e internacional, mas sobretudo, um espaço de promoção de cultura visual, que resgata o papel de vanguarda da cidade do Rio de Janeiro como referência da fotografia no continente.

FotoRio
Centro Cultural de Justiça Federal, Rio de Janeiro
Até 5 de Agosto

09 junho, 2007

PHE07#uma por dia

© Pedro Álvarez


PHOTOESPAÑA2007
Cinco Miradas Europeas. Varios Autores
Pedro Álvarez

Instituto Cervantes
Até 9 de Setembro

08 junho, 2007

PHE07#uma por dia

© Lourdes Grobet, Blue Demon


PHOTOESPAÑA2007
Lourdes Grobet

Secção Oficial, Exposição individual
Museu Thyssen-Bornemisza
Até 29 de Julho

debater

© Erwin Wurm, Leopoldstadt, sem título, 2005


Como compreender a força que a imagem fotográfica detém no contexto alargado das imagens artísticas na contemporaneidade?

Qual a capacidade da fotografia em construir um discurso crítico sobre o real?

Será pertinente estabelecer fronteiras entre diversas tipologias, entre práticas ancoradas na tradição especificamente fotográfica e aquelas que derivam essencialmente do seu uso enquanto documento complementar a pressupostos criativos conceptuais?

Estas perguntas são o ponto de partida para a conferência Manipulação, encenação, documentalismo e banalidade nas práticas fotográficas contemporâneas que Miguel von Haffe Pérez está a preparar para ciclo FotografiaeArte, uma iniciativa do Instituto Português de Fotografia.
Haffe Pérez é crítico de arte e comissário de exposições. É também colaborador da revista austríaca springerin e responsável pelo projecto Anamnese, da Fundação Ilídio Pinho. Nesta instituição integra o Conselho das Artes que está a constituir uma colecção de arte contemporânea portuguesa.

EncontrosdoOlhar - FotografiaeArte
Manipulação, encenação, documentalismo e banalidade nas práticas fotográficas contemporâneas
Por Miguel von Hafe Pérez
Instituto Português de Fotografia
R. da Vitória, 129, Porto
Tel.: 223326875
Email: ipf.porto@ipf.pt
13 de Junho, 21h30

07 junho, 2007

PHE07#uma por dia

© Matías Costa, imagem #1, da série Cuando Todos seamos ricos


PHOTOESPAÑA2007
Cinco Miradas Europeas. Varios Autores
Matías Costa

Instituto Cervantes
Até 9 de Setembro

memórias


© Antoine d`Agata


Inaugurou hoje na [Kgaleria] a exposição do francês Antoine d`Agata. O conjunto de imagens que se mostra no Bairro Alto faz parte de um projecto encomendado pelos Encontros da Imagem de Braga, Memórias da Cidade, que, entre 1999 e 2002, documentou, pela lente de 20 fotógrafos, as transformações aceleradas da cidade minhota.
Antoine d`Agata nasceu em Marselha. Em 1983 começou uma viagem que duraria dez anos. Em 1990, em Nova Iorque, estudou no International Center of Photography ao lado de Larry Clark e Nan Goldin. Ainda em Nova Iorque, fez uma curta passagem como estagiário pela Magnum. Em 1998, publicou o primeiro livro de fotografia, De Mala Muerte, e em 2004, juntou-se à Magnum Photos. Um ano depois, assinou uma curta-metragem, Le Ventre du Monde, e publicou o seu quinto livro, Sitgma. D`Agata vive e trabalha em Paris.


© Antoine d`Agata



Antoine d`Agata
[Kgaleria]

Rua da Vinha 43A
Bairro Alto, Lisboa
Tel.: 21 343 16 7
Email: kgaleria@kameraphoto.com
De qua. a sáb., das 15h00 às 20h00
Até 7 de Julho

06 junho, 2007

PHE07#uma por dia

Lynn Davis, Iceberg II, 2004
(Cortesia Galeria Karsten Greve, © Lynn Davis)

PHOTOESPAÑA2007
Lynn Davis
Secção Oficial, Exposição individual
Casa de América
Até 8 de Julho

itália

Olivo Barbieri, Site Specific_Shanghai 04, 2004
(© UniCredit Group Collection)

A Itália é o país convidado da Paris Photo deste ano, a decorrer entre 15 e 18 de Novembro. A principal exposição da feira será dedicada à fotografia de paisagem de artistas italianos dos anos 70, 80 e 90 representados na Colecção UniCredit. O curador das mostras dedicadas à fotografia transalpina é o crítico Walter Guadagnini.
A organização daquela que é considerada uma das mais importantes feiras de fotografia do mundo já confirmou a presença de 105 participantes (83 galerias e 22 editoras) de 16 países. Portugal estará presente apenas através da Galeria Filomena Soares, de Lisboa. A edição deste ano do certame conta com a maior participação de editoras, um sinal que, na opinião dos organizadores, representa a crescente popularidade dos livros de fotografia.
A Paris Photo recebe todos os anos propostas que vão desde as primeiras imagens fotográficas até às últimas criações feitas a partir deste suporte.

05 junho, 2007

PHE07#uma por dia

© Mónica Ruzansky, The Mirror

PHOTOESPAÑA2007
Mónica Ruzansky
Descubrimientos PHE
Museu de Arte Contemporáneo

»vejamos»» [as sugestões dos leitores]

© João Paulo Barrinha


»»Mário Verino Rosado sugere uma visita à exposição Com Sumo Obrigatório, de João Paulo Barrinha, promovida pela Cooperativa de Comunicação e Cultura de Torres Vedras.


Com Sumo Obrigatório
João Paulo Barrinha
Cooperativa de Comunicação e Cultura de Torres Vedras
Rua da Cruz. nº 9
Tel.: 261338931
email: geral@ccctv.org

04 junho, 2007

PHE07#uma por dia

Zhang Huan, tríptico Skin (Eyes), 1998.
(Colección de Fotografia Fundación Telefónica, © Zhang Huan)


A partir de hoje, e até ao fim do PHOTOESPAÑA, a 22 de Julho, o Arte Photographica mostra todos os dias uma fotografia (um projecto, uma série...) seleccionada de entre as dezenas de exposições que se podem ver em Madrid.


Zhang Huan, tríptico Skin (Cheek),1998.
(Colección de Fotografia Fundación Telefónica, © Zhang Huan)


Zhang Huan, tríptico Skin (Nose), 1998.
(Colección de Fotografia Fundación Telefónica, © Zhang Huan)


Zhang Huan
Secção Oficial
Fundación Telefónica
Até 26 de Agosto

movimento

© Vera Lúcia Carmo, Still Moving Frames



Vera Lúcia Carmo recebeu uma menção honrosa na última edição do prémio Novo Talento Fnac Fotografia. As imagens do seu projecto Still Moving Frames vão ser expostas na loja Fnac de Coimbra, a partir do dia 1 de Outubro.



© Vera Lúcia Carmo, Still Moving Frames


entre aspas

Raymond Depardon (© Magnum Photos)

Desde sempre, o deserto fascinou os fotógrafos. O desejo de captar o indizível, esse absoluto feito de vazio, essa imensa solidão das pedras e das dunas, torna a fotografia uma compulsão, uma desesperada tentativa de testemunho daquilo que se viu. Como não encontramos palavras nem o desejo delas, fotografamos - na esperança vã de que uma imagem possa revelar tudo o que vimos. Nas minhas primeiras viagens ao deserto também eu fotografei e filmei, sem tréguas nem ordem, caoticamente. No regresso, olhando as imagens, vi que só tinha trazido comigo paisagens - algumas lindas, deslumbrantes fazendo sonhar amigos e toda a gente. Mas eu sabia, sempre soube, que é a viagem interior que verdadeiramente conta - a solidão, o medo, o desespero, o desejo de voltar a casa, o cansaço, o vazio, o excesso e a ausência de tudo. Hoje, quando vou ao deserto, já nem me preocupo em fotografar: só me preocupo em olhar e sentir, sabendo que o que vejo e o que sinto viajarão comigo para sempre, como uma espécie de revelação que nenhuma imagem revelada alguma vez conseguirá descrever.

Miguel Sousa Tavares, O deserto dentro de nós, Tabacaria (nº 13, 2004)

01 junho, 2007

»vejamos»» [as sugestões dos leitores]

High Speed Plate (© José Luís Neto)

Aproveitando a boleia para Madrid para ver o PHOTOESPAÑA, dois leitores sugerem duas mostras de artistas portugueses na capital espanhola fora do circuito do festival. »»Rui Alves da Silva propõe High Speed Plate, de José Luís Neto, patente no Circulo de Bellas Artes, e »»João Grama sugere Sea lo que sea, no tiene que contármelo (Não tem que me contar seja o que for), de Jorge Molder, na Filmoteca Española.

O projecto de Jorge Molder, construído a partir de uma encomenda da Cinemateca Portuguesa, mostra a visão do autor sobre filmes como "Sunset Boulevard", "Belarmino" ou "The Birds", em 28 fotografias de grande formato impressas em papel rugoso.

Com High Speed Plate José Luís Neto estreia-se nas exposições individuais em Espanha. A ideia para este trabalho surgiu quando alguém ofereceu ao fotógrafo uma caixa com 14 negativos em vidro. Voltado para todo o tipo de experimentalismos no campo da fotografia, Neto digitalizou as placas de vidro e imprimiu a mancha negra daí resultante em papel de grande formato. É uma tentativa de resgatar o passado, fazer reviver os protagonistas daquelas placas, mostrar o que aí, até agora, estava escondido. Vislumbram-se vultos, uma peça de roupa, uma silhueta, ou apenas borrões abstractos. É um trabalho de arqueologia do visual.

Sea lo que sea, no tiene que contármelo
Jorge Molder
Filmoteca Española, Madrid
De seg. a sab., das 10h00 às 14h00 e das 17h00 às 20h00.
Até 6 de Junho

High Speed Plate
José Luís Neto
Circulo de Bellas Artes, Madrid
C/Alcalá, 42
Tel.: 91 360 54 00
E-mail: info@circulobellasartes.com
Até 1 de Julho

o livro

Stills do filme Sob um Céu Estranho – Uma História de Exílio
reproduzidos no livro com o mesmo nome
(© Daniel Blaufuks)


É um ano em cheio para Daniel Blaufuks. Depois de ter vencido o BESPhoto, o fotógrafo lisboeta vê agora um livro seu - Sob Céus Estranhos - Uma história de exílio - ser premiado pelo Festival PHOTOESPAÑA como a melhor obra de fotografia publicada no último ano a nível internacional.
É conhecida a dedicação que Blaufuks coloca na edição de cada livro. São livros de fotografia, mas Blaufuks não olha para eles apenas como isso. São livros de fotografia, mas podem ser também, eles próprios, objectos únicos, objectos de arte. Para além de conhecido, esse esforço criativo foi agora reconhecido.
A obra, editada este ano pela Tinta da China, narra as memórias dos refugiados judeus que passaram por Lisboa, durante a II Guerra Mundial.
Antes de se transformar em livro, o projecto Sob Céus Estranhos foi concretizado em filme, em 2002. A ideia original passava por editar primeiro o livro, mas só este ano, surgiu uma editora para o dar à estampa. A obra vem acompanhada com um DVD do filme.
Daniel Blaufuks é o único português na secção oficial no PHE, com a exposição de fotografia No Próximo Domingo... e a exibição do vídeo A Perfect Day. O livro agora premiado pela PHE faz parte de uma exposição patente na Biblioteca Nacional de Espanha que inclui outras 100 obras de fotografia do mundo inteiro.

O livro de Daniel Blaufuks pode ser folheado aqui.
O texto do livro pode ser lido aqui.

Milhares de refugiados passaram por Lisboa mas poucos aqui ficaram. Para estes, por diferentes razões, o porto de trânsito tornou-se no ponto de destino.

Sob um Céu Estranho – Uma História de Exílio


Still de Sob um Céu Estranho – Uma História de Exílio
(© Daniel Blaufuks)

Inês d`Orey

Inês d`Orey, Cooperativa dos Pedreiros


Inês d`Orey é a vencedora do prémio Novo Talento Fnac Fotografia pelo trabalho Porto Interior. O júri descreve o projecto vencedor como o resultado de um particular interesse da artista por espaços simultaneamente estranhos e familiares. Estas imagens reflectem uma experiência urbana, algo melancólica, em que à geometria da composição se sobrepõe um véu nostálgico. Estes espaços suspensos, vazios, como que aguardam uma intervenção urbana que venha perturbar o seu repouso e a sua essência, explica ainda o texto de anúncio do prémio.
Para além do prémio Novo Talento, foi atribuída uma menção honrosa a Vera Lúcia Carmo, pelo projecto Still Moving Frames.
O júri da edição deste ano do prémio Novo Talento Fnac Fotografia juntou Fátima Marques Pereira (professora universitária), António Júlio Duarte (fotógrafo), António Pedro Ferreira (fotojornalista) e David Clifford (fotógrafo).
No dia 1 de Outubro inauguram-se as duas exposições, Porto Interior na loja Fnac Sta. Catarina (Porto) e Still Moving Frames na loja Fnac Coimbra.

Inês d`Orey, Campanhã

 
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