13 junho, 2007

efémeras?

Chamadas Fotográficas:Imagens do Quotidiano

É forçoso que aconteça também aqui. Mais cedo ou mais tarde as fotografias captadas a partir do telemóvel não serão tidas apenas como parte da cultura visual dos nossos dias - serão consideradas como potencial objecto estético, gerador de narrativas à pequena escala e a um ritmo alucinante, não fosse Portugal o país da Europa com mais aparelhos por habitante.
Associamos a fotografia de telemóvel à circunstância, ao casual, à errância e sobretudo ao efémero, porque o botão delete está ali sempre à mão de semear. Se não gostarmos desta, é quase sempre possível tirar outra, e outra e outra. É a memória digital a dar-nos a possibilidade de rejeitar-mos o que não queremos ou de apanhar muitas coisas para depois escolher e apagar alguns ficheiros, ou ainda - porque não? - apagar todos. A memória digital está sempre lá para nos dar mais espaço.
Acontece que nem só de circunstância se faz a fotografia de telemóvel. Ela faz-se cada vez mais com propósito, mesmo que a definição, a cor, a velocidade não sejam as de uma máquina fotográfica tradicional. E não serão exactamente as limitações técnicas a que estão sujeitas estas imagens de usar e deitar fora a potenciar o seu valor estético, o seu encantamento?
Foi a pensar nos usos que diferentes gerações dão às máquinas destes aparelhos que o designer Andrew Howard - responsável pela concepção das publicações do Centro Português de Fotografia – decidiu propor a dois grupos distintos de pessoas que captassem várias fotografias para depois as mostrar em público numa exposição – Chamadas Fotográficas: Imagens do Quotidiano.
O primeiro grupo incluía alunos de uma escola secundária, com idades compreendidas entre os 13 e os 16 anos. As imagens enviadas, de enquadramento e composição básicos, mostram sobretudo auto-retratos, caras e mascotes.
Do segundo grupo faziam parte designers, fotógrafos e estudantes de Artes. Foi-lhes pedido que tirassem fotografias de quatro momentos de um dos seus dias e que fizessem um filme de 15-20 segundos. As abordagens aqui são mais conceptuais e abstractas.
Uma das conclusões que a organização tirou deste exercício simples revela que “embora, os meios tecnológicos que existem à nossa disposição afectem e condicionem a forma como comunicamos, nunca é simplesmente a natureza da tecnologia que faz a imagem, mas a natureza da pessoa que comunica”.
Paralelamente à exposição, os visitantes são convidados a participar num concurso de fotografia digital captada por telemóvel. As melhores imagens serão sujeitas à apreciação de um júri que escolherá a fotografia vencedora.


Chamadas Fotográficas:Imagens do Quotidiano


Chamadas Fotográficas:Imagens do Quotidiano


Chamadas fotográficas:Imagens do Quotidiano
Silo - Espaço Cultural, NorteShopping

Porto
Até 11 de Julho

PHE07#uma por dia

Raymond Depardon. O presidente Salvador Allende é saudado pela multidão. Chile, Santiago, 1971.
(© Raymond Depardon/Magnum Photos/Contacto)


PHOTOESPAÑA2007
Raymond Depardon
Centro Cultural Conde Duque
Até 22 de Julho

12 junho, 2007

PHE07#uma por dia

Andres Serrano, Piss Christ, 1987
(cortesia do artista e Paula Cooper Gallery, Nova Iorque, © Andres Serrano)



PHOTOESPAÑA2007
Andres Serrano
Círculo de Bellas Artes, salas Picasso e Minerva
Até 1 de Julho

lepage

© Jean-François Lepage


© Jean-François Lepage


A última edição da revista DIF (Maio) publica uma entrevista com o fotógrafo de moda Jean- François Lepage. A conversa de Herberto Smith e Cláudia Gavinhos com o artista francês pendeu essencialmente para as nem sempre fáceis relações entre quem fotografa e quem publica fotografia.
Na primeira metade dos anos 80, Lepage foi um dos fotógrafos de moda mais requisitados por publicações de ribalta como a Vogue, Elle ou Marie Claire. Em 1987, decidiu abandonar o mundo da moda para se dedicar a cem por cento à combinação de pintura, desenho e fotografia. O retiro durou até 2001, altura em que voltou à sua primeira paixão, a fotografia de moda. Pegou na experiência que tinha acumulado nos anos 80 e nos contactos que fez junto de revistas independentes para se lançar de novo na arte de mostrar o que de melhor se faz na criação e design de roupas e adereços de moda.
Para além dos tecidos inovadores, dos padrões nunca vistos e dos cortes ousados, as fotografias de Lepage de hoje procuram sobretudo a luz, de onde quer que ela venha. Há nelas um jogo requintado e sedutor entre o que é artificial e o que é natural. Entre céus misteriosos, penumbras carregadas ou interiores depurados há sempre um lençol branco de luz que cobre a cena. Esse calor reconfortante vindo dos holofotes ora nos dá tudo a ver, ora nos encadeia. São fotografias mais plásticas e livres de artifícios de ocultação do imperfeito, da ruga, do borrão. E o trabalho de criação não termina no plástico sensibilizado. Os negativos 20x25 e 12x12 com que Lepage trabalha são cortados, ilustrados, arranhados. São agora a continuação de tela e do papel.
As fotografias de Jean-François Lepage podem ser vistas habitualmente em revistas alternativas como a Exit, Nylon, Purple, It’s Rouge, Amica, Mixte, Double e Commons & Sense.
Há mais fotografias aqui.


© Jean-François Lepage


© Jean-François Lepage

11 junho, 2007

PHE07#uma por dia

© Mathew Pillsbury


PHOTOESPAÑA2007
Mathew Pillsbury - Premios HSBC de Fotografía
Vários Autores

Teatro Circo Price
Até 22 de Julho

para o Rio

© Rogério Réis, Microondas - vivências do medo da morte

Começou no sábado a terceira edição do FotoRio, o Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro que decorre até 5 de Agosto. O fotógrafo português Daniel Blaufuks é um dos 11 participantes com a exposição Tomorrow is a Long Place, uma selecção de imagens feitas entre 2002 e 2004.
Em Microondas - vivências do medo da morte, o carioca Rogério Réis mostra a sua visão da criminalidade e da violência urbana com uma instalação que mistura fotografias e pneus. Da Cidade do México vieram as fotografias sobre cultura popular, história e música de Francisco Mata Rosas, seleccionadas da colecção México Tenochtitlan. Débora 70 viajou muito pelo interior do Brasil e com ela trouxe imagens de Pequenos Gestos, a matéria-prima com que gosta de trabalhar. Copacabana, Céu Aberto, de Kitty Paranaguá, retrata as vivências, a “geografia humana e urbana” de um dos mais turísticos bairros cariocas. O trabalho de investigação sobre as festas em honra dos reis congoleses da historiadora Larissa Gabarra e do fotógrafo africano Rui Assubuji resultou na mostra Moçambique Cá e Lá. Cássio Vasconcelos andou à noite por São Paulo, Tóquio, Nova Iorque, Dallas e Paris para retratar os territórios urbanos presentes em Nocturnos. Para contar a história de Os Sobreviventes das Areias, Rogério Medeiros foi à procura de quem escapou ao desastre ecológico que soterrou a antiga vila de Itaúnas, no extremo norte de Espírito Santo, no nordeste brasileiro, entre os anos 50 e 70.
No quadro das exposições principais há ainda Histórias Cariocas Stories, de Karol Pichler, Namorando a Rosa, de María di Andrea Hagge, e Panorâmicas do Samba, de Mirian Fichtner.
Para além das mostras patentes no Centro Cultural de Justiça Federal, vários espaços culturais da cidade recebem durante as próximas semanas mais de uma centena de iniciativas relacionadas com a fotografia.
O FotoRio pretende ser não apenas uma vitrine para a produção fotográfica brasileira e internacional, mas sobretudo, um espaço de promoção de cultura visual, que resgata o papel de vanguarda da cidade do Rio de Janeiro como referência da fotografia no continente.

FotoRio
Centro Cultural de Justiça Federal, Rio de Janeiro
Até 5 de Agosto

09 junho, 2007

PHE07#uma por dia

© Pedro Álvarez


PHOTOESPAÑA2007
Cinco Miradas Europeas. Varios Autores
Pedro Álvarez

Instituto Cervantes
Até 9 de Setembro

08 junho, 2007

PHE07#uma por dia

© Lourdes Grobet, Blue Demon


PHOTOESPAÑA2007
Lourdes Grobet

Secção Oficial, Exposição individual
Museu Thyssen-Bornemisza
Até 29 de Julho

debater

© Erwin Wurm, Leopoldstadt, sem título, 2005


Como compreender a força que a imagem fotográfica detém no contexto alargado das imagens artísticas na contemporaneidade?

Qual a capacidade da fotografia em construir um discurso crítico sobre o real?

Será pertinente estabelecer fronteiras entre diversas tipologias, entre práticas ancoradas na tradição especificamente fotográfica e aquelas que derivam essencialmente do seu uso enquanto documento complementar a pressupostos criativos conceptuais?

Estas perguntas são o ponto de partida para a conferência Manipulação, encenação, documentalismo e banalidade nas práticas fotográficas contemporâneas que Miguel von Haffe Pérez está a preparar para ciclo FotografiaeArte, uma iniciativa do Instituto Português de Fotografia.
Haffe Pérez é crítico de arte e comissário de exposições. É também colaborador da revista austríaca springerin e responsável pelo projecto Anamnese, da Fundação Ilídio Pinho. Nesta instituição integra o Conselho das Artes que está a constituir uma colecção de arte contemporânea portuguesa.

EncontrosdoOlhar - FotografiaeArte
Manipulação, encenação, documentalismo e banalidade nas práticas fotográficas contemporâneas
Por Miguel von Hafe Pérez
Instituto Português de Fotografia
R. da Vitória, 129, Porto
Tel.: 223326875
Email: ipf.porto@ipf.pt
13 de Junho, 21h30

07 junho, 2007

PHE07#uma por dia

© Matías Costa, imagem #1, da série Cuando Todos seamos ricos


PHOTOESPAÑA2007
Cinco Miradas Europeas. Varios Autores
Matías Costa

Instituto Cervantes
Até 9 de Setembro

memórias


© Antoine d`Agata


Inaugurou hoje na [Kgaleria] a exposição do francês Antoine d`Agata. O conjunto de imagens que se mostra no Bairro Alto faz parte de um projecto encomendado pelos Encontros da Imagem de Braga, Memórias da Cidade, que, entre 1999 e 2002, documentou, pela lente de 20 fotógrafos, as transformações aceleradas da cidade minhota.
Antoine d`Agata nasceu em Marselha. Em 1983 começou uma viagem que duraria dez anos. Em 1990, em Nova Iorque, estudou no International Center of Photography ao lado de Larry Clark e Nan Goldin. Ainda em Nova Iorque, fez uma curta passagem como estagiário pela Magnum. Em 1998, publicou o primeiro livro de fotografia, De Mala Muerte, e em 2004, juntou-se à Magnum Photos. Um ano depois, assinou uma curta-metragem, Le Ventre du Monde, e publicou o seu quinto livro, Sitgma. D`Agata vive e trabalha em Paris.


© Antoine d`Agata



Antoine d`Agata
[Kgaleria]

Rua da Vinha 43A
Bairro Alto, Lisboa
Tel.: 21 343 16 7
Email: kgaleria@kameraphoto.com
De qua. a sáb., das 15h00 às 20h00
Até 7 de Julho

06 junho, 2007

PHE07#uma por dia

Lynn Davis, Iceberg II, 2004
(Cortesia Galeria Karsten Greve, © Lynn Davis)

PHOTOESPAÑA2007
Lynn Davis
Secção Oficial, Exposição individual
Casa de América
Até 8 de Julho

itália

Olivo Barbieri, Site Specific_Shanghai 04, 2004
(© UniCredit Group Collection)

A Itália é o país convidado da Paris Photo deste ano, a decorrer entre 15 e 18 de Novembro. A principal exposição da feira será dedicada à fotografia de paisagem de artistas italianos dos anos 70, 80 e 90 representados na Colecção UniCredit. O curador das mostras dedicadas à fotografia transalpina é o crítico Walter Guadagnini.
A organização daquela que é considerada uma das mais importantes feiras de fotografia do mundo já confirmou a presença de 105 participantes (83 galerias e 22 editoras) de 16 países. Portugal estará presente apenas através da Galeria Filomena Soares, de Lisboa. A edição deste ano do certame conta com a maior participação de editoras, um sinal que, na opinião dos organizadores, representa a crescente popularidade dos livros de fotografia.
A Paris Photo recebe todos os anos propostas que vão desde as primeiras imagens fotográficas até às últimas criações feitas a partir deste suporte.

05 junho, 2007

PHE07#uma por dia

© Mónica Ruzansky, The Mirror

PHOTOESPAÑA2007
Mónica Ruzansky
Descubrimientos PHE
Museu de Arte Contemporáneo

»vejamos»» [as sugestões dos leitores]

© João Paulo Barrinha


»»Mário Verino Rosado sugere uma visita à exposição Com Sumo Obrigatório, de João Paulo Barrinha, promovida pela Cooperativa de Comunicação e Cultura de Torres Vedras.


Com Sumo Obrigatório
João Paulo Barrinha
Cooperativa de Comunicação e Cultura de Torres Vedras
Rua da Cruz. nº 9
Tel.: 261338931
email: geral@ccctv.org

04 junho, 2007

PHE07#uma por dia

Zhang Huan, tríptico Skin (Eyes), 1998.
(Colección de Fotografia Fundación Telefónica, © Zhang Huan)


A partir de hoje, e até ao fim do PHOTOESPAÑA, a 22 de Julho, o Arte Photographica mostra todos os dias uma fotografia (um projecto, uma série...) seleccionada de entre as dezenas de exposições que se podem ver em Madrid.


Zhang Huan, tríptico Skin (Cheek),1998.
(Colección de Fotografia Fundación Telefónica, © Zhang Huan)


Zhang Huan, tríptico Skin (Nose), 1998.
(Colección de Fotografia Fundación Telefónica, © Zhang Huan)


Zhang Huan
Secção Oficial
Fundación Telefónica
Até 26 de Agosto

movimento

© Vera Lúcia Carmo, Still Moving Frames



Vera Lúcia Carmo recebeu uma menção honrosa na última edição do prémio Novo Talento Fnac Fotografia. As imagens do seu projecto Still Moving Frames vão ser expostas na loja Fnac de Coimbra, a partir do dia 1 de Outubro.



© Vera Lúcia Carmo, Still Moving Frames


entre aspas

Raymond Depardon (© Magnum Photos)

Desde sempre, o deserto fascinou os fotógrafos. O desejo de captar o indizível, esse absoluto feito de vazio, essa imensa solidão das pedras e das dunas, torna a fotografia uma compulsão, uma desesperada tentativa de testemunho daquilo que se viu. Como não encontramos palavras nem o desejo delas, fotografamos - na esperança vã de que uma imagem possa revelar tudo o que vimos. Nas minhas primeiras viagens ao deserto também eu fotografei e filmei, sem tréguas nem ordem, caoticamente. No regresso, olhando as imagens, vi que só tinha trazido comigo paisagens - algumas lindas, deslumbrantes fazendo sonhar amigos e toda a gente. Mas eu sabia, sempre soube, que é a viagem interior que verdadeiramente conta - a solidão, o medo, o desespero, o desejo de voltar a casa, o cansaço, o vazio, o excesso e a ausência de tudo. Hoje, quando vou ao deserto, já nem me preocupo em fotografar: só me preocupo em olhar e sentir, sabendo que o que vejo e o que sinto viajarão comigo para sempre, como uma espécie de revelação que nenhuma imagem revelada alguma vez conseguirá descrever.

Miguel Sousa Tavares, O deserto dentro de nós, Tabacaria (nº 13, 2004)

01 junho, 2007

»vejamos»» [as sugestões dos leitores]

High Speed Plate (© José Luís Neto)

Aproveitando a boleia para Madrid para ver o PHOTOESPAÑA, dois leitores sugerem duas mostras de artistas portugueses na capital espanhola fora do circuito do festival. »»Rui Alves da Silva propõe High Speed Plate, de José Luís Neto, patente no Circulo de Bellas Artes, e »»João Grama sugere Sea lo que sea, no tiene que contármelo (Não tem que me contar seja o que for), de Jorge Molder, na Filmoteca Española.

O projecto de Jorge Molder, construído a partir de uma encomenda da Cinemateca Portuguesa, mostra a visão do autor sobre filmes como "Sunset Boulevard", "Belarmino" ou "The Birds", em 28 fotografias de grande formato impressas em papel rugoso.

Com High Speed Plate José Luís Neto estreia-se nas exposições individuais em Espanha. A ideia para este trabalho surgiu quando alguém ofereceu ao fotógrafo uma caixa com 14 negativos em vidro. Voltado para todo o tipo de experimentalismos no campo da fotografia, Neto digitalizou as placas de vidro e imprimiu a mancha negra daí resultante em papel de grande formato. É uma tentativa de resgatar o passado, fazer reviver os protagonistas daquelas placas, mostrar o que aí, até agora, estava escondido. Vislumbram-se vultos, uma peça de roupa, uma silhueta, ou apenas borrões abstractos. É um trabalho de arqueologia do visual.

Sea lo que sea, no tiene que contármelo
Jorge Molder
Filmoteca Española, Madrid
De seg. a sab., das 10h00 às 14h00 e das 17h00 às 20h00.
Até 6 de Junho

High Speed Plate
José Luís Neto
Circulo de Bellas Artes, Madrid
C/Alcalá, 42
Tel.: 91 360 54 00
E-mail: info@circulobellasartes.com
Até 1 de Julho

o livro

Stills do filme Sob um Céu Estranho – Uma História de Exílio
reproduzidos no livro com o mesmo nome
(© Daniel Blaufuks)


É um ano em cheio para Daniel Blaufuks. Depois de ter vencido o BESPhoto, o fotógrafo lisboeta vê agora um livro seu - Sob Céus Estranhos - Uma história de exílio - ser premiado pelo Festival PHOTOESPAÑA como a melhor obra de fotografia publicada no último ano a nível internacional.
É conhecida a dedicação que Blaufuks coloca na edição de cada livro. São livros de fotografia, mas Blaufuks não olha para eles apenas como isso. São livros de fotografia, mas podem ser também, eles próprios, objectos únicos, objectos de arte. Para além de conhecido, esse esforço criativo foi agora reconhecido.
A obra, editada este ano pela Tinta da China, narra as memórias dos refugiados judeus que passaram por Lisboa, durante a II Guerra Mundial.
Antes de se transformar em livro, o projecto Sob Céus Estranhos foi concretizado em filme, em 2002. A ideia original passava por editar primeiro o livro, mas só este ano, surgiu uma editora para o dar à estampa. A obra vem acompanhada com um DVD do filme.
Daniel Blaufuks é o único português na secção oficial no PHE, com a exposição de fotografia No Próximo Domingo... e a exibição do vídeo A Perfect Day. O livro agora premiado pela PHE faz parte de uma exposição patente na Biblioteca Nacional de Espanha que inclui outras 100 obras de fotografia do mundo inteiro.

O livro de Daniel Blaufuks pode ser folheado aqui.
O texto do livro pode ser lido aqui.

Milhares de refugiados passaram por Lisboa mas poucos aqui ficaram. Para estes, por diferentes razões, o porto de trânsito tornou-se no ponto de destino.

Sob um Céu Estranho – Uma História de Exílio


Still de Sob um Céu Estranho – Uma História de Exílio
(© Daniel Blaufuks)

Inês d`Orey

Inês d`Orey, Cooperativa dos Pedreiros


Inês d`Orey é a vencedora do prémio Novo Talento Fnac Fotografia pelo trabalho Porto Interior. O júri descreve o projecto vencedor como o resultado de um particular interesse da artista por espaços simultaneamente estranhos e familiares. Estas imagens reflectem uma experiência urbana, algo melancólica, em que à geometria da composição se sobrepõe um véu nostálgico. Estes espaços suspensos, vazios, como que aguardam uma intervenção urbana que venha perturbar o seu repouso e a sua essência, explica ainda o texto de anúncio do prémio.
Para além do prémio Novo Talento, foi atribuída uma menção honrosa a Vera Lúcia Carmo, pelo projecto Still Moving Frames.
O júri da edição deste ano do prémio Novo Talento Fnac Fotografia juntou Fátima Marques Pereira (professora universitária), António Júlio Duarte (fotógrafo), António Pedro Ferreira (fotojornalista) e David Clifford (fotógrafo).
No dia 1 de Outubro inauguram-se as duas exposições, Porto Interior na loja Fnac Sta. Catarina (Porto) e Still Moving Frames na loja Fnac Coimbra.

Inês d`Orey, Campanhã

30 maio, 2007

para madrid

Andres Serrano, El dedo en la llaga, A History of Sex (Antonio and Ulrike), 1995
(Colecção particular, Bruxelas)

E agora? O PHOTOESPAÑA (PHE), um dos acontecimentos maiores da fotografia mundial, aproveita um número redondo - abre amanhã ao público a décima edição - para repensar as coordenadas com que, desde 1998, se tem dado a ver.
Pela primeira vez sem um conceito estruturante ou um comissário principal, o certame procura agora a postura certa em relação aos novos desafios da imagem fotográfica e das denominadas artes visuais. Para cumprir o vício aristotélico da catalogação, pode dizer-se que, há falta de um denominador comum, o PHE deste ano se joga sobretudo no campo da diversidade - de temas, de artistas, de suportes, de conceitos e até de espaços (pela primeira vez em Arles e Paris). Apesar das escolhas feitas para esta edição continuarem fiéis ao equilíbrio entre o documental e o conceptual, percebe-se que as linguagens que se centram na forte relação entre fotografia e realidade voltam a ganhar protagonismo.
O crítico espanhol Alberto Martín (Babelia, El País, 26.05.2007) nota que esta inclinação pelos grandes nomes e pelo documentalismo mais tradicional não foi, desta vez, devidamente acompanhada por apostas de vulto em artistas menos conhecidos ou propostas temáticas mais conceptuais. Falta risco, sublinha Martín que lança ainda uma dúvida: com a desculpa do décimo aniversário estamos perante uma transição, para que o festival se possa definir, ou estamos perante uma redefinição necessária, tendo em conta o programa que nos é proposto? A resposta está nas salas que acolhem este ano o PHE.
Nas exposições individuais deste ano constam nomes bem conhecidos do grande público, como Man Ray, Sebastião Salgado, Bruce Davidson ou Raymond Depardon. De Man Ray há a promessa da maior exposição jamais feita sobre o artista, com mais de 300 obras, que para além de fotografia, inclui ainda pintura e escultura. Sebastião Salgado organizou um conjunto de imagens de grande formato de África propositadamente para o PHE em torno de três grandes temas-chave: Trabalho, Migrações e Natureza. De Bruce Davidson, histórico da agência Magnum, mostra-se a vida do nova-iorquino Central Park. Raymond Depardon, o fotógrafo-cineasta, outro dos grandes nomes da mesma agência, traz uma exposição de retratos de figuras da política internacional. Para além destra mostra, a Filmoteca de Española exibe um ciclo sobre a sua obra de cinema documental. Há ainda grandes exposições individuais de Andres Serrano, Sylvia Plachy, Zhang Huan, Lynn Davis e Lourdes Grobet.
Entre os projectos colectivos, destaque para Neorrealismo. La nueva imagen de Italia, 1932-1960, a propósito de um movimento artístico que encontrou grande expressão no cinema e na literatura. As fotografias de mais de 75 artistas são acompanhadas por livros, catálogos, jornais e filmes de época. LOCAL. El fin de la globalización, questiona a ideia de aldeia global e propõe um regresso à ideia de comunidade e de território. Em Márgenes, descobrem-se realidades sociais pouco conhecidas, desde a Albânia até à Índia. Há ainda Cinco Miradas europeas. Fotografia española e hispanoamericana e Fotógrafos insospechados. Celebridades detrás del objecivo, com fotografias captadas por algumas celebridades bem conhecidas como Lou Reed, Pedro Almodóvar ou Patti Smith.
Para além de Madrid, o PHE alarga-se este ano a Cuenca e, pela primeira vez além-fronteiras, a Paris e a Arles. A cidade Património da Humanidade espanhola passa a ser “a nova sede” do festival. Em França, o centro Jeu de Paume de Paris recebe uma exposição da dupla Pierre & Gilles, e o Festival de Arles mostra a obra do espanhol Alberto García-Alix.
Estas são apenas algumas propostas do PHE para este ano.
O programa completo está no site do festival aqui.

PHOTOESPAÑA 2007
X Festival Internacional de Fotografia e Artes Visuais
Madrid, 30 de Maio a 22 de Julho

mulheres

A Foto Colectania andou a basculhar os seus arquivos à procura de retratos femininos ligados à fotografia de moda com o intuito de mostrar não apenas um género ao serviço de estilismos e imaginários, mas um género que neste universo também pode ser real e mundano. O que se encontrou foram imagens de mulheres dentro de imagens de mulher-ícone. Mas encontrou-se o contrário também. E nesse "jogo de espelhos" quem fica a ganhar é quem o vê.
A organização garante que Mujer, Etcétera não é uma exposição de fotografia de moda, nem uma exposição de fotografia de mulheres. Ou, pelo menos, não pretende que seja só isso. Na cabeça da comissária Lola Garrido está a intenção de perceber como é que o fenómeno da moda, a partir dos anos 20, influenciou a mulher e a sua maneira de estar no mundo, como influenciou a sua feminilidade e o seu estatuto na sociedade. Tenta, por outro lado, mostrar, para além do género, como é que a fotografia perseguiu esta beleza e como foi transformando os nossos modos de ver e olhar para ela.


Mujer, etcétera
Moda y Mujer en las Colecciones

Fundació Foto Colectania
Julián Romea, 6 D2, Barcelona
Tel.: 93 217 16 26
De seg. a sáb., das 11h00 às 14h00 e das 17h00 às 20h30
Até 29 de Setembro de 2007
Entrada: 3 euros

28 maio, 2007

ver mais

Da série Vesúvio, (© Marta Sicurella)

Nesse dia, no Vesúvio, Marta Sicurella encontrou uma atmosfera estranha. Fascinou-a, entre ordas de turistas, o desejo de ver o quase invisível, a procura do que está para além - sabe-se que Pompeia e Herculano estão lá, embora demasiado à frente para os nossos olhos.
Nestas imagens de lonjura não vê só quem nelas tenta ver. Vê também - por cima do ombro, ao lado de quem vê - quem as contempla. Não é um contemplar passivo. Aqui somos convidados a entrar nas imagens, porque elas espevitam uma das mais básicas necessidades de quem vê - ver o que os outros vêem, ver o que os outros viram.
Nas fotografias de Vesúvio, que já se viram no Centro Português de Fotografia, há também um jogo de expectativa e de espera. Somos colocados numa posição de proximidade de quem vê e de distância para o que é visto ou para o que se espera poder ver. Parece sempre que somos o próximo a chegar ao topo, à frente, ao lugar privilegiado para ver, não se sabe bem o quê. "Deixa ver!", somos impelidos a dizer.
É essa sugestão latente de que pode estar para breve a nossa vez de ver que torna estas fotografias inquietantes. De uma certa maneira elas desiludem-nos. Porque há um olhar castrado pela finitude do papel que as suporta. E porque por elas alimentamos a doce sensação de ver ao longe, sem nada que nos tolha a vista. E afinal, só vemos o que está nelas. O que Marta Sicurella quer que vejamos.

(© Marta Sicurella)

Vesúvio, de Marta Sicurella
Arquivo Municipal de Lisboa/Arquivo Fotográfico
Rua da Palma, 246
De ter. a sáb., das 10h00 às 19h00
Tel. 21 884 4060
Metro: Martim Moniz
Até 16 de Junho

27 maio, 2007

»vejamos»» [as sugestões dos leitores]

Pormenor da lente da máquina de casa Susse Frères (© WestLicht)

»»Tiago Cação, de Coimbra, alertou para o leilão de fotografia onde foi vendida aquela que é considerada a máquina fotográfica mais antiga do mundo.

O aparelho em causa, uma máquina de daguerreótipos fabricada em 1839 (ano do anúncio da fotografia), em Paris, pela casa Susse Frères, foi vendida ontem por 576,6 mil euros (começou nos 100 mil). É a maior soma alguma vez paga em leilão por uma máquina fotográfica.
Segundo a leiloeira austríaca WestLicht, especializada em vender máquinas fotográficas antigas, compradores de todo mundo (Coreia do Sul, EUA, Japão e vários países da Europa) fizeram lances para tentar ficar com o aparelho que pesa mais de 5 quilos. Mas foi um comprador anónimo que, através da internet, ofereceu o valor mais alto. O valor máximo pago por uma máquina fotográfica era de 200 mil euros.
Até agora, este modelo era desconhecido. No lado esquerdo, ostenta uma litografia colada com a inscrição: LE DAGUERRÉOTYPE, D´aprés les Plans officiels déposés par Mr. DAGUERRE au Ministére de l´Interérieur. SUSSE Frères, 31, Place de la Bourse.
A máquina foi comprada pelo professor Max Seddig (1877-1963), director do Instituto de Física Aplicada de Frankfurt. Sedding ofereceu depois o aparelho a um dos seus assistentes, Günter Haase, que se tornou professor do Departamento de Fotografia Científica da Universidade de Frankfurt. Mais tarde, Günter leccionou Fotografia Científica na Universidade Técnica de Munique. Günter Haase morreu em 2006, com 88 anos, e deixou os seus bens ao filho, o professor Wolfgang Haase, que agora decidiu leiloar a preciosidade.
Vários especialistas garantem que se trata da máquina fotográfica comercial mais antiga do mundo. Um deles Michael Auer, autor de vários livros sobre história da fotografia antiga, citado pela leiloeira WestLicht, garante a autenticidade do aparelho e diz que foi construído de acordo com todos os pormenores depositados por Daguerre no Ministério do Interior francês. Auer afirma que não conhece outro modelo igual ao que foi leiloado. A Susse Frères publicou um artigo no jornal La Quotidienne, dia 5 de Setembro de 1839, a anunciar o fabrico da máquina. Para a WestLicht trata-se da primeira referência a uma máquina de fotografia comercial.
Mas não é tudo. Junto com a máquina vinha um manual em alemão de 24 páginas intitulado Praktische Beschreibung des Daguerreotyp’s, publicado por Georg Gropius, em 1839, em Berlim. O texto e as 18 ilustrações ensinam a arte de captar fotografia pelo daguerreótipo.

Os resultados completos do leilão da WestLicht estão aqui.


Nunca uma máquina fotográfica tinha atingido um preço tão elevado
(© WestLicht)

26 maio, 2007

não esquecer

Pátio, Forte de Peniche, Novembro 2006 (© João Pina)

São os dois da geração pós-25 de Abril.
João Pina tem 26 anos.
Rui Daniel Galiza tem 29.
Pensavam que os da sua geração já sabiam quase tudo sobre os tempos de repressão salazarista. Pensavam. Mas não. Aperceberam-se que falta saber muito, dizer muito, mostrar muito. Um encontro entre os dois autores num bar de Lisboa onde - souberam mais tarde - foi assassinado pela PIDE o comunista Dias Coelho, resultou no primeiro passo para um trabalho que pretendia resgatar os rostos e as histórias de quem sofreu na pele com a máquina silenciadora da ditadura.
O álbum Por Teu Livre Pensamento, que hoje é lançado na Feira do Livro (auditório, às 20h00), traz à luz os locais da tortura e do isolamento, as caras e as frases de 25 ex-presos políticos portugueses. Juntam-se os retratos do medo, tirados pela polícia política, com os retratos da liberdade, tirados por quem nasceu nela.
Por Teu Livre Pensamento mostra, fala, relembra o terror a quem já cresceu com ela.
A liberdade.

Por Teu Livre Pensamento
João Pina, fotografias
Rui Daniel Galiza, textos
Assírio & Alvim, Lisboa, 2007
30 euros

Por Teu Livre Pensamento
Centro Português de Fotografia
Campo Mártires da Pátria, Porto
Tel.: 222 076 310
E-mail: email@cpf.pt
De ter. a sex., das 15h00 às 18h00, sáb., dom e fer., das 15h00 às 19h00.
Entrada livre
Até 24 de Junho

25 maio, 2007

hedi

Da série Costa da Caparica, 1989 (© Hedi Slimane)


Hedi Slimane começou pela fotografia - bem cedo, aos 11 anos - passou para moda e ficou por lá, sempre de máquina na mão. Hoje, aos 39 anos, é visto como um dos criadores da masculinidade que arrancou com o século XXI - irreverente, retro-glamorosa, andrógina. Em 1989, entediado durante umas férias de praia na Costa da Caparica decidiu percorrer o areal e infiltrar-se nas tribos locais à procura de rostos e situações que lhe transmitissem a energia, a irreverência e, ao mesmo tempo, a vulnerabilidade típicas de quem é adolescente. Passou um mês a fotografar.
Vanessa Rato explica no ípsilon de hoje como este trabalho, até agora inédito, funcionou como gesto fundador de outras séries mais recentes (Berlin, 2003; Stage, 2004; London: Birth of a Cult, 2005), todas ligadas a esse sangue na guelra de quem é adolescente. Para além das imagens captadas na Costa da Caparica, a exposição que amanhã abre ao público, no Art Centre da Ellipse Foundation, mostra algumas fotografias das séries mais recentes.


Costa da Caparica, 1989
Art Centre, Ellipse Foundation, Alcoitão/Cascais
Rua das Fisgas, Pedra Furada
Tel.: 21 469 18 06
E-mail: info@ellipsefoundation.com
Sex., sáb. e dom. das 11h00 às 18h00
Até 9 de Setembro

»vejamos»» [as sugestões dos leitores]

Recife, Pernanbuco, Brasil, 1947, da série Rostos do Mundo
(© Fundação Pierre Verger)

»vejamos»»
[as sugestões dos leitores]
é uma secção do Arte Photographica que nasce com o objectivo de partilhar com todos os leitores as propostas de quem passa por este blog. Se quiser aconselhar uma exposição, um livro, um site, um artista, uma fotografia ou se quiser comentar qualquer outro assunto relacionado com a imagem fotográfica, em Portugal ou no mundo, mande um e-mail através da caixa de correio da homepage. As mensagens enviadas para esta secção devem ter a identificação e a origem do autor. Todos os textos serão passíveis de selecção e edição.

A primeira sugestão é de Paulo Mendes e vem de Porto Alegre, Brasil.
Paulo propõe uma visita ao site da Fundação Pierre Verger para ficarmos a conhecer a obra fotográfica e antropológica deste francês que dedicou metade da sua vida a estudar as culturas negras do Brasil e de África, sobretudo da Nigéria e do Benim, e todo o universo transatlântico que rodeia os orixás. Esta paixão haveria de levar Pierre Verger (1906-1996) para dentro do culto do candomblé, em Salvador da Baía, onde se iniciou na divinação de ifá, da cultura ioruba.
O site da fundação tem disponíveis para consulta 5500 imagens do rico espólio de Verger. É possível navegar pela colecção com três tipos diferentes de pesquisa. No mesmo sítio pode encomendar-se o livro Pierre Fatumbi Verger, du regard détaché à la connaissance initiatique, onde se traça o seu percurso científico e artístico, e o DVD Olhares Nómadas, realizado para a exposição O Brasil de Pierre Verger, onde se reuniram mais de 800 fotografias do autor.
O site da Fundação Pierre Verger está aqui.


Kétou, Benim, 1948-1979, da série Deuses Africanos
(© Fundação Pierre Verger)


Salvador da Baía, Brasil, 1946-1953, da série Deuses Africanos
(© Fundação Pierre Verger)

24 maio, 2007

para onde?

Nuez, Rui Baião/Paulo Nozolino, Frenesi, Lisboa, 2003


Estive há dias a ouvir um editor (Manuel Rosa) e três fotógrafos (José Luís Neto, Duarte Belo e José Manuel Rodrigues) falarem sobre o que os move e o que os preocupa no campo da publicação de livros de fotografia. Pelo que ficou dito, percebeu-se que a publicação de obras com imagens impressas em Portugal enfrenta dilemas difíceis de resolver (distribuição nacional e internacional, espaço de destaque nas livrarias, margens de lucro, qualidade de impressão) e constrangimentos vários, sobretudo relacionados com a pequenez do nosso mercado, que é como quem diz com o número de pessoas que, no nosso país, sai de uma livraria com um álbum de fotografia debaixo do braço.
Manuel Rosa, da Assírio & Alvim, a editora que por estas bandas melhor trata a fotografia que se mostra em livro, foi dos intervenientes mais pessimistas da mesa, não só com esta área editorial, mas com o livro impresso em geral. Apesar do quadro traçado ser pouco animador, a Assírio pretende manter a sua aposta nos livros de fotografia.
Duarte Belo, um dos fotógrafos com mais obras publicadas em Portugal, aponta o nível cultural da nossa sociedade como um dos principais entraves à venda de livros.
José Luís Neto reclamou mais apoio das instituições com responsabilidades na área da fotografia e edição, bem como das galerias onde se mostram os trabalhos dos artistas.
Como nem só das editoras depende a edição, José Manuel Rodrigues, cansado do insucesso das vendas e da qualidade de impressão, passou a fazer um número muito limitado de livros com fotografias coladas em papel totalmente concebidos e executados por si.
É um caminho.
Há que pensar noutros.


entre aspas

(© Pedro Paixão, 47 w 17)

Nós jamais poderíamos viver juntos, não duraria algumas semanas, uns dias talvez. Mas o fato é que eu gostava dela, não só de trepar com ela, mas de seu humor, de ouvir suas histórias de traições mirabolantes, de suas fantasias exibicionistas, de ver suas auto-polaróides bagaceiras, que ela fazia para me divertir e me excitar.

Nelson Motta, O Canto da Sereia - um noir baiano
(em português do Brasil)

 
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