O site da NASA tem mais imagens de Saturno aqui.
Monserrate (© Eduardo Veloso)
© Miguel Silva (Público, arquivo)
© Vasco Araújo, da série O que Eu Fui
© Daniel Blaufuks, sem título, 2005
Da série Diminishing Present, 2005 (© Edgar Martins)
O actor Clifton Collins Jr. na pele do assassino Perry Smith em Capote (2005)
Perry Smith
Sacavém, Lisboa. (© Patrícia Almeida)
I Spy, da série Collected Short Stories, 2003 ( © Daniel Blaufuks)
Daniel Blaufuks venceu a edição deste ano do Bes Photo, o maior prémio de fotografia atribuído em Portugal. O nome escolhido pelo júri foi anunciado esta noite. Para além de Blaufuks, chegaram à fase final do galardão Vasco Araújo, Susanne S. D. Themlitz e Augusto Alves da Silva. Do júri de premiação fizeram parte Kate Bush (directora da Barbican Art Gallery), Manuel Castro Caldas (director do Ar.Co), Olga Sviblova (directora e curadora do Moscow House of Photography), Pepe Font de Mora (director da Fundación Foto Colectania) e Tereza Siza (directora do Centro Português de Fotografia).
Daniel Blaufuks junta-se a Helena Almeida e a José Luís Neto, vencedores das duas edições anteriores.
Fotógrafo lisboeta descendente de judeus polacos e alemães, Blaufuks (n.1963), começou a estudar fotografia no Ar.Co (Lisboa), continuou no Royal College of Art (Londres) e na Watermill Foundation (Nova Iorque). No final dos anos 80, os jornais Blitz e Independente publicaram as suas primeiras imagens. Em 1991, colabora com o escritor americano Paul Bowles em My Tangier, projecto a partir do qual a sua fotografia fica ligada à literatura, paixão antiga à qual nunca se entregou "por falta de confiança" nos seus talentos. Para além do suporte fotográfico usa outros meios para apresentar as suas obras, como o vídeo e os diários fac-similados. Em 1994 publica os London Diaries e, um ano depois, apresenta Ein Tag in Mostar. Uma Viagem a São Petersburgo surge em 1998. Mais recentemente, em 2003, publicou Collected Short Stories, um conjunto de dípticos fotográficos que se apresentam como "uma escrita de instantâneos" para cruzar público e privado.
Tem também um trabalho paralelo como documentarista. O primeiro filme nesse registo, Sob Céus Estranhos (2002), aborda a passagem de refugiados judeus por Lisboa durante a Segunda Guerra Mundial. Paisagens Invertidas (2002) reflecte sobre a arquitectura portuguesa e Um Pouco Mais Pequeno que o Indiana (2006) problematiza a paisagem e a memória colectiva em Portugal.
A série que mostrou no Centro Cultural de Belém deu a ver imagens de Terezín (antes chamada Theresienstadt, República Checa), uma localidade transformada em campo de concentração pelos nazis alemães.
As respostas de Daniel Blaufuks ao *Três perguntas a... estão aqui.
© Lisa Kereszi, Gael dressing, State Palace Theater, New Orleans, 2000
Augusto Alves da Silva, sem título, 2005-2006
Print screen do ensaio The Oscar
Os vídeo podcasts podem ser descarregados de forma gratuita

Andy Warhol, Artist, Nova Iorque, 1969, Richard Avedon
Andy Warhol, Paris, 1974, Helmut Newton
Menina (© Colecção Particular)
As baianas com a vista do Rio de Janeiro estampada (© Agência FotoBR)
E hoje quem não é fotógrafo? (© Jorge Silva/Reuters)
A famosa fotografia de Steve McCurry que fez capa da National Geographic foi uma das protagonistas do desfile (© Jorge Silva/Reuters)
Embalada pelo filme de Clint Eastwood, a foto emblemática da batalha de Iwo Jima também passou pelo sambódromo (© Jorge Silva/Reuters)
© Dean Sewell
© Susanne Themlitz, da série
Álbum Salazar vendido no primeiro leilão (© David Clifford/Público)
Jorge Molder, série Nox, 1999 (colecção particular)
Candida Höffer, Casa da Música Porto, 2006
Charles Nègre (1820 - 1880), Tuileries Statue: Boreas Abducting Orithyia, 1859, albumina (National Gallery of Art, Washington)
Brassaï (1899 - 1984), Couple at the Four Seasons Ball, Rue de Lappe, Paris, c. 1932 (National Gallery of Art, Washington)
© Jeff Carter. Latoeiro a trabalhar, Narrandera, Austrália, 1955 (Cortesia do artista)
© Fernando Maqueira, gorila hembra, 2006
Floresta afogada, Lago Argyle, formado pela barragem do Rio Ord, em Kununurra, Kimberley, Austrália Ocidental, 2003
© João Silva/The New York Times. Um soldado americano atingido por um sniper é arrastado por outro militar, em Karmah, no Iraque, em 31 de Outubro de 2006
© Spencer Platt (Getty Images)
As bombas da aviação israelita tinham deixado de cair há 24 horas. Debaixo de tiroteio havia um mês, Beirute respirava de alívio com o cessar-fogo acordado entre Israel e o Hezbollah. Os milhares de libaneses que tinham sido obrigados a abandonar as suas casas regressavam em massa à capital libanesa. Boa parte da cidade que haviam deixado para trás alterara-se. Perante uma nova geografia urbana, muitos libaneses, de máquinas fotográficas em punho, transformaram-se em turistas dentro da sua cidade. A imagem de Spencer Platt, fotógrafo americano da agência Getty Images, que venceu o World Press Photo 2006, carrega esta e outras contradições. Reúne num instante a estranheza, a emoção e a surpresa de quem se vê perante a destruição que a guerra provoca. Mostra um quadro surrealista, com protagonistas que parecem saídos de uma noite de farra enquanto outros tentam perceber o que escapou às bombas.
“Não conseguimos parar de olhar para esta fotografia. Transmite a complexidade e as contradições da vida real no meio do caos. Esta imagem leva-nos para lá das evidências”, justificou a presidente do júri, Michele McNally, editora executiva adjunta do New York Times.
Numa entrevista ao site da agência Getty Images, publicada em 2003, Spencer Platt revela o que, na sua opinião, é o bom fotojornalismo: “Dar uma história de uma maneira que as pessoas a percebam e mostrar a verdade do que está a acontecer; (...) é jornalismo e é arte. É mostrar as duas coisas ao mesmo tempo: ser criativo, sem perder de vista a realidade.”
Por ter vencido na principal categoria do World Press Photo, Platt vai receber 10 mil euros numa cerimónia no dia 22 de Abril, em Amesterdão, Holanda. A edição deste ano recebeu portfolios de 4440 fotógrafos profissionais de 124 países. Entre 27 de Janeiro e 8 de Fevereiro, o júri viu um total de 78.083 fotografias.
Para além da Fotografia do Ano, o World Press Photo apresenta mais dez categorias, em que foram reconhecidos 53 fotógrafos de 23 países.
Os três dias que precedem a cerimónia de entrega dos prémios, em Oude Kerk, serão preenchidos com conferências, seminários e projecções de fotografia. Ali, além da exposição dos premiados, poderão ser vistas ainda outras duas mostras: uma selecção especial do trabalho de Spencer Platt e outra sobre as alterações climáticas em África, registadas por fotojornalistas locais. O calendário provisório da digressão das imagens do prémio inclui já dois locais para Portugal: Portimão (Passeio Ribeirinho de Portimão), entre 21 de Julho e 12 de Agosto, e Maia (Fórum da Maia), entre 4 e 25 de Novembro.
(Sérgio B. Gomes, Público, 10.02.2007)
A galeria das imagens vencedoras está aqui.
A entrevista a Spencer Platt está aqui.
© Dean Sewell (cortesia do artista)
© Nick Moir. Um dragão barbudo é testemunha duma enorme tempestade no sul da Austrália. (cortesia do artista)
© Thomas Wienberger, Cracker, Esso Raffinerie, 2003
© Vasco Araújo, Trabalhos para Nada - O homen que confundiu a sua Mulher com um chapéu, 2007 (Pormenor da instalação, fotofrafia c-print, 70x50cm)