Galardão concebido por Joana VanconcelosO regulamento e o formulário de inscrição estão aqui.
Galardão concebido por Joana Vanconcelos
© Désirée Dolron, Xteriors VIII
© Désirée Dolron, Xteriors X
Willy Ronis 
I Spy, da série Collected Short Stories, 2003 (160x120 cm, © Daniel Blaufuks)
© Stan Guigui, vencedor do Descubrimientos PHE 2006. Da série The Reign of the Thieves, Bogotá
A organização do PHOTOESPAÑA está a receber portfolios de fotógrafos, profissionais ou amadores, no âmbito do projecto Descubrimientos PHE, com inscrição gratuita. Podem ser enviadas um máximo de 15 fotografias de temática livre, até ao dia 2 de Fevereiro. De entre todos os trabalhos apresentados, serão escolhidos 60 finalistas. Depois, estes autores terão de fazer uma inscrição (com um custo de 200 euros) para que o seu portfolio seja mais uma vez analisado pelo júri. É deste grupo que sairá o prémio Descubrimientos Vueling Best Portfolio. O autor galardoado terá direito a uma exposição individual no PHOTOESPAÑA 2008. Os restantes portfolios serão mostrados colectivamente durante a edição deste ano do festival, que comemora 10 anos.
Todas as informações acerca da inscrição podem ser consultadas aqui.
Descubrimientos, PHOTOESPAÑA
X Festival Internacional de Fotografia y Artes Visuales
Madrid: 30 de Maio » 22 de Julho
Escolha de portfolios: 1 » 3 de Junho

Uma página do artigo Taken from Life: Post-Mortem Portraiture in Britain 1860-1910
© Georges Pacheco, Alfama, 1999
Susanne Themlitz
David Scull (Clinton Foundation)
Ras & Constanza Piaggio, Blue Picasso, Galeria Lisa Sette
Irving Penn, Girl in Bed, Galeria Vintage Works
Daniel Blaufuks, sem título, da série Terezín, 2006
Susanne Themlitz, Territórios e Estagnações Ambulatórias, 2006
É cada vez mais transversal o suporte fotográfico. É cada vez mais presente a sua linguagem nas várias expressões artísticas. O reconhecimento dessa capacidade mutante tem vindo ao de cima, colocando-se naturalmente lado-a-lado os meios convencionais de fazer fotografia e os que usam e se inspiram na sua lógica criativa. Na terceira edição do BES Photo, que amanhã abre ao público no Centro Cultural de Belém, estão presentes essas duas aproximações.
Augusto Alves da Silva, Daniel Blaufuks, Susanne Themlitz e Vasco Araújo, foram seleccionados por exposições realizadas entre Julho de 2005 e Junho de 2006. No dia 27 de Fevereiro vai saber-se quem é o vencedor. A escolha será feita por Kate Bush (directora da Barbican Art Gallery), Manuel Castro Caldas (directora executiva da Ar.Co), Olga Sviblova (directora e curadora do Moscow House of Photography), Pepe Font de Mora (director da Fundación Foto Colectania) e Tereza Siza (directora do Centro Português de Fotografia). Helena Almeida e José Luís Neto foram os vencedores das duas edições anteriores do galardão, o maior em valor pecuniário atribuído em Portugal (15 mil euros).
Augusto Alves da Silva, sem título, 2005-2006
Vasco Araújo, Trabalhos para Nada, A Mulher que casou cinco vezes, 2007
Grupo de expedicionários (© Instituto Cervantes)
A exposição Pacífico Inédito, 1862-1866 viaja do Porto para Lisboa. Antes da inauguração no Museu Nacional de História Natural, amanhã, haverá duas conferências, com início às 17h30, organizadas pelo Instituto Cervantes:
- A expedição e a exposição fotográfica, por Soraya Peña (coordenadora de exposições do Museu Nacional de Ciências Naturais, de Madrid);
- O legado cultural e científico da expedição, a sua conservação e recuperação, por Isabel Izquierdo (conservadora da mesma instituição).
Rafael Castro y Ordóñez foi o fotógrafo escolhido para acompanhar a chamada Expedição ao Pacífico, a última grande viagem científica espanhola às Américas. A decisão de enviar para o outro lado do globo, naquela época, alguém com capacidade para registar paisagens, costumes, tipos e cidades revela um modernismo perspicaz, uma grande visão estratégica de quem quer materializar uma nova abordagem do saber, cada vez mais alicerçada na imagem da realidade e já não apenas na realidade em si. Castro y Ordóñez terá conseguido trazer cerca de mil placas de vidro, das quais se salvaram apenas 300.
Boa parte dos negativos em vidro que deram origem a esta mostra, já vista em Nova Iorque, São Paulo e Rio de Janeiro, está em más condições. O espólio esteve na penumbra durante muito tempo. As cópias agora mostradas não escaparam às feridas desse esquecimento. Os riscos, a corrosão ou a quebra de objectos frágeis que eram as lamelas de vidro sensibilizadas não podem ser totalmente apagados das reproduções actuais. São danos irremediáveis. O que já não é irremediável é o trabalho de tradução dos textos que acompanham as imagens já expostas no Centro Português de Fotografia (da responsabilidade do Cervantes?). É pobre. Sobram nomes espanholados e algumas frases vertidas à letra perdem sentido. Fica a certeza de que podia ter sido feito bem melhor.
Grupo de expedicionários (© Instituto Cervantes)
Pacífico Inédito, 1862-1866
Museu Nacional de História Natural, Lisboa
R. da Escola Politécnica, nº 58
Tel.: 213 921 816
Até 29 de Março
Dorothea Lange
“Es mejor tener cinco buenas fotografias que 2000, porque lo que cuenta en una colección y lo que la distingue son lás imágenes, no el número o los nombres que tenga”
Lola Garrido, El País, 2.1.2007
Que fotografias tem a colecção privada de quem se dedicou (e ainda dedica) a coleccionar fotografias para os outros? Que critérios usou? Quais foram os seus artistas de eleição? Que técnicas privilegiou? Que períodos preferiu?
Lola Garrido é directora artística da Fundación Foto Colectania, instituição catalã que possui um dos mais importantes espólios de fotografia da Península Ibérica. Durante as duas últimas dezenas de anos assessorou e construiu várias colecções de fotografia. À medida que foi dando corpo a esses espólios "por encomenda" foi reunindo também a sua própria colecção que conta hoje com mais de 700 fotografias.
É desta dupla postura de Garrido, no limite do conciliável, que resulta o maior interesse da exposição Sus ojos los delatan, uma selecção de 70 imagens que fornecem algumas pistas a quem quer (pode) dar os primeiros passos na colecta de uma memória visual fotográfica. Do gosto pessoal de Lola Garrido fazem parte várias imagens captadas por fotógrafos portugueses, entre os quais, Helena Almeida, Jorge Molder, José Luís Neto, António Júlio Duarte, Rita Magalhães e Augusto Alves da Silva.
“La memoria no funciona como una película, sino que está hecha de fotografias, y por eso he decidido coleccionarlas. Mi colección es un estado de ánimo”
P. Horst, Round the clock, 1987
Sus ojos los delatan, colecção de Lola Garrido
Fundación Foto Colectania, Barcelona
Calle Julián Romea, nº 6, D 2
Tel.: 93 217 16 26
Email: colectania@colectania.es
Até 28 de Março
Joe Rosenthal, Rising the Flag on Iwo Jima, 1945 (Associated Press)
Eddie Adams, Vietname, 1968 (Associated Press)
© Marcelo Buainain
© Marcelo Buainain
Isabel Muñoz, Sergio e Barbie, 2002
Chema Madoz
Auto-retrato, 2002Augusto Brázio. Fotógrafo alentejano a trabalhar em Lisboa, membro da agência [kameraphoto]. Ligado ao extinto suplemento DNa, do Diário de Notícias, desde a sua fundação, construiu aí uma forma muito particular de retrato, de grande capacidade narrativa. Continua a assinar no DN imagens da fisionomia humana, agora com um pendor mais sofisticado. Para o álbum Olha pra mim (Oficina do Livro), seleccionou dezenas de retratos que traçam um percurso marcado pela eficácia na hora de dar a ver o outro. Eduardo Prado Coelho assina os ensaios da obra.
¿Por que é que fotografas?
Tenho enorme curiosidade pelo que me rodeia. A imagem fotográfica é consequência.
¿O que é um bom retrato? O que é que procuras no retratado quando lhe apontas a objectiva?
Pode-se conhecer o outro com o que dele se mostra? A labuta não tem fim. Quanto ao bom retrato...
¿O retrato ocupou uma parte significativa do teu trabalho nos últimos anos. Continua a surpreender-te a figura humana?
Só faz sentido andar neste ofício se tiver toda a disponiblidade para a surpresa, positiva ou negativa, pequena ou grande... No final, é sempre olhar o outro.
António Ramos Rosa
Graça Moraes
LisboaPhoto 2005, Hannah Starkey, The Dentist, 2003 (Cortesia de Maureen Plaley)
LisboaPhoto 2005, Corpo Diferenciado. Identificação fotográfica de um deliquente com perturbação mental, sem data (Instituto de Medicina Legal – Núcleo de Lisboa)
Jan Grarup, politiken/RAPHO
Brígida Mendes
Brígida Mendes
Olhando as uvas para o vinho do Porto, Rio Douro. Mark Klett, Julho 1995
Vila Nova de Gaia. Carregamento de vinho do Porto, Casa Alvão, s/d.
João Francisco Vilhena, Digitalis mariana subsp. heywoodii (P.Silva & M. Silva) Hinz
João Francisco Vilhena, Eryngium maritimum L.
Sebastião Salgado, floresta Bwindi, Uganda (Amazonas/NB Pictures)
João Francisco Vilhena, Bellardia trixago (L.) All.
João Francisco Vilhena, Papaver rhoeas L.
Jorge Molder (Não tem que me contar seja o que for)Convém não perder a oportunidade de ver as exposições que Jorge Molder tem actualmente em Coimbra, no Centro de Artes Visuais, e em Lisboa, na Cinemateca Portuguesa. Não é todos os dias que se tem esta abundância do fotógrafo da transfiguração.
Jorge Molder (Condições de Possibilidade)
Robert Wilson, Brad Pitt
É o retrato total. De um sujeito total. Por um processo total - a videografia. É Brad Pitt.
Nos video-retratos de tamanho real de Robert Wilson o movimento e o som aliam-se à pose fotográfica para uma multiplicação finita (e circular) de imagens onde se podem isolar, pelo menos, três momentos: o primeiro (fotográfico), de pose expectante de partida; o segundo (videográfico), de pose activa; o terceiro (fotográfico), de pose expectante de retorno.
O exercício é estranho e provocatório, porque rompe com o cânone retratista. É um retrato videográfico que se move (no caso de Pitt durante 1,23 segundos); É um retrato fotográfico (por natureza estático) de interlúdio cénico que se estende no tempo e que provoca o universo da acção, ainda que de forma ténue, limitada e, neste caso, irónica.
Wilson diz que se inspirou nos retratos que Andy Warhol fazia aos que o visitavam na Factory, os Screen Tests. Mas ao contrário da desenvoltura, rapidez e baixo custo de produção dos curtos filmes do guru da pop art, os video-retratos Wilson são demorados, cénicos e super produzidos. E custam muito dinheiro: 120 mil euros. A última edição da Vanity Fair conta que cada video-retrato do artista implica, por vezes, a contratação de centenas de figurantes e, pelo menos, um dia de rodagem em dois formatos (horizontal, para ecrãs de cinema e televisão, e vertical, destinados a monitores plasma de alta definição). Para convencer a clientela (quem quer que seja) a pagar esta quantia, o artista serviu-se de uma agenda de contactos recheada de estrelas que se fizeram gravar de borla, em troca um video-retrato. As duas cópias restantes serão postas à venda em várias galerias de Nova Iorque, em Janeiro. Entre a lista de notáveis, há nomes como Winona Ryder, Sean Penn, Williem Dafoe, Isabelle Hupert, Isabella Rossellini, Steve Buscemi e Sharon Stone. Os 30 “videofotoretratos” de Robert Wilson vão poder ser vistos nas galerias Paula Cooper, Phillips de Pury & Company e Nathan A. Bernstein & Company.
Para ver o video-retrato de Brad Pitt clique aqui.
Candida Höfer
Candida Höfer, Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra I, 2006