Mostrar mensagens com a etiqueta tesouros. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta tesouros. Mostrar todas as mensagens

16 novembro, 2009

=ColecçãoàVista= 37

Compass, Noel Pemberton-Billing, Jaeger LeCoultre & Cie, Sentier, Suíça/Compass Camera Ltd., Londres, Inglaterra
Colecção de Câmaras do CPF © Centro Português de Fotografia


Compass, construída como um relógio – tão simples de usar

Esta pequena peça de design sofisticado e invulgar foi criada pelo inglês Noel Pemberton-Billing, como resultado de seis anos de trabalho. Foi patenteada em Maio de 1936 e produzida pela Le Coultre et Cie (Jaeger-LeCoultre), uma das principais e mais consagradas marcas da relojoaria suíça, para a Compass Cameras Ltd. A sua produção terminou em 1939 e apesar de ser ainda publicitada e vendida em 1941, não voltou a ser fabricada depois da guerra. Estima-se que tenham sido produzidas menos de 4000 câmaras. A minúcia e complexidade implícitas na sua construção e a diversidade de variantes que esta câmara incorpora – visor de ângulo recto, fotómetro de extinção, filtros, despolido de foco, entre outras – fazem dela uma pequena grande maravilha da engenharia mecânica.
(texto:CPF)

09 novembro, 2009

=ColecçãoàVista=36


Nuno Félix da Costa, Sem título, s/ d,
Colecção Nacional de Fotografia © Centro Português de Fotografia



Grafites

Nuno Félix da Costa nasceu em Lisboa em 1950. É médico psiquiatra no Hospital de Santa Maria e Professor da Faculdade de Medicina e do Instituto de Ciências de Saúde. Desde 1983 que tem dado a conhecer o seu trabalho em exposições individuais e colectivas de pintura e fotografia. Nos seus projectos artísticos, o autor tem associado poesia a estas duas componentes. Um exemplo disso é Arte Última, editado em parceria com a Casa Fernando Pessoa e acompanhado por poemas do poeta português.
Nesta imagem, o autor usa uma técnica diferente que resulta da junção de impressão de fotografia digital com desenho. É uma técnica muito curiosa pela utilização do pixel e também do traço. Talvez a falta de “consistência” do digital tenha levado o autor a graffitar posteriormente as imagens.
(texto:CPF)

02 novembro, 2009

=ColecçãoàVista=35

Alvin Langdon Coburn, Decorative Study, 1906
Colecção Nacional de Fotografia © Centro Português de Fotografia

Forma abstracta

Alvin Langdon Coburn (1882-1966) pertence à geração de fotógrafos que trouxe a mudança da arte pictórica do século XIX para o estilo de fotografia de orientação vanguardista. Fez experiências com perspectivas e desenvolveu um interesse por estruturas e formas abstractas.
Em 1916 escreveria palavras nas quais ecoava o manifesto de Stieglitz em favor da exploração das qualidades próprias à fotografia e o abandono de referências estéticas alienígenas: “O que nós precisamos na fotografia é mais sinceridade, mais respeito pelo nosso meio e menos respeito por convenções decadentes”, dizia Coburn, e acrescentava: “Isso faz-me querer gritar, ‘Acordem!’ ‘Façam alguma coisa ultrajantemente ruim, desde que isso seja revigorante”. Havia ali um convite à ousadia e à criatividade que, se hoje soa muito permeado pelo “progressismo” da época, ainda assim permanece uma das mais vigorosas páginas escritas em torno da estética fotográfica. (texto:CPF)

29 outubro, 2009

=ColecçãoàVista= 34

Gérard Castello-Lopes, Portimão, Portugal
Colecção Nacional de Fotografia © Centro Português de Fotografia

Curiosidade

Personalidade de destaque no panorama da fotografia portuguesa, além de profissional de cinema e crítico, Gérard Castello-Lopes, nascido em Vichy em 1925, viveu em Lisboa, Cascais e Estrasburgo, fixando mais tarde residência em Paris. Como autodidacta, dedica-se à fotografia a partir de 1956 tendo como referência Cartier-Bresson. Caracterizam-no dois períodos, o da década de 50, em que mostra um registo sobre Portugal, e o da década de 80 sobre o Mundo. Nas suas próprias palavras, a fotografia é a sua maneira de “bloquear o Mundo”. Fotografa a preto e branco, e frequentemente inscreve no título o lugar geográfico e data.
Esta imagem, produzida em momento decisivo, sugere-nos uma paragem no tempo e aguça a observação e a curiosidade de perceber o que está para além do olhar e dos olhares.
(texto:CPF)

12 outubro, 2009

=ColecçãoàVista= 33


Pierre Devin, Mondego 94, 1994
Colecção Nacional de Fotografia © Centro Português de Fotografia


Vale do Mondego

Pierre Devim (1946) foi um dos fundadores do Centre Regional de la Photographie Nord Pas de Calais, França, curioso empreendimento, cuja identidade artística e cultural está no confronto das convicções cívicas e no apego a um território, tendo como objectivo principal a inserção da arte no coração da cidade e a luta contra a segregação cultural. Desde 1987 Pierre Devin promoveu a Missão Fotográfica Transmanche, como forma de questionar publicamente a construção europeia através do apelo a autores de todas as origens para formar um corpus revelador na criação fotográfica contemporânea. Também fotógrafo, levantou questões sobre a paisagem (Thiérache, India do Sul, Rio Mondego), a era pós industrial e a cidade, o relacionamento da fotografia com a literatura, com o cinema, com a escultura. Tem livros publicados em diversos países e possui fotos em diferentes colecções.
(texto:CPF)

05 outubro, 2009

=ColecçãoàVista= 32


Imogen Cunningham, Day In Arizona, Number 5 (Canyon de Chelly), 1939
Colecção Nacional de Fotografia © Centro Português de Fotografia

Inquietude

Imogen Cunningham (1883-1976), fotógrafa americana, começou a fotografar com apenas 18 anos depois de ter feito os seus estudos universitários na área de Química. Exímia no domínio da técnica, a sua primeira câmara, em formato 10x12, foi mandada vir pelo correio em 1905, quando frequentava o terceiro ano da American School of Art and Photography. As suas primeiras fotografias eram requintes de ousadia, pois aparecia nua em várias delas. Em 1910, já com estúdio próprio, deu início a uma produção que fugia a todas as convenções fotográficas da época: retratos em exteriores e naturezas mortas em enquadramentos extremamente fechados. A partir de 1920 volta-se para os seus temas preferidos: as formas das plantas, flores e nus. Passou a ser um símbolo para a história da fotografia, exemplo de inquietude e anti-convencionalismo.
(texto:CPF)

28 setembro, 2009

=ColecçãoàVista= 31

Robert Demachy, Study (Nude), 1906
Colecção Nacional de Fotografia © Centro Português de Fotografia

Erotismo na Fotografia

O francês Robert Demachy (1859-1936), um dos principais teóricos da corrente fotográfica denominada por pictorialismo, fez a sua obra versar sobre temas como o nu e a paisagem da bretanha francesa. Nas artes visuais, o erotismo sempre esteve presente como tema. Na fotografia acontece o mesmo a partir da sua descoberta no século XIX. Para além de Robert Demachy, autores como Henry Voland e Edward Steichen entre outros, trouxeram-no para o registo fotográfico. Barthes define a fotografia erótica como aquela em que o campo cego sai para fora do enquadramento e a nossa imaginação vai além da imagem fixa. O punctum é, portanto, uma espécie de extra-campo subtil, como se a imagem lançasse o desejo para além daquilo que ela dá a ver: não somente para “o resto” da nudez, não somente para o fantasma de uma prática, mas para a excelência absoluta de um ser, alma e corpo intrincados.
(texto:CPF)

23 setembro, 2009

=ColecçãoàVista= 30


Leon Levinstein (1913-1988), Three Women, ca. 1960
Colecção Nacional de Fotografia © Centro Português de Fotografia

Momento de Exposição

Apesar do sucesso do início de 1950, quando obteve alguns prémios, Leon Levinstein só atraiu os olhos do público a partir de 1988, após a sua morte. Não foi o mundo em geral que captou com a sua câmara, mas antes os seus habitantes, os expressivos rostos e gestos. Enquanto espectadores, não temos noção de como se inserem nesse mundo. Desenvolveu um estilo de rua que tornou a sua fotografia directa e chocante, com ângulos baixos, perspectivas a ameaçar o diagonal e peculiares pontos de vista, que exibem ao mesmo tempo complexidade e elegância.
Homem de alma solitária, evitou sempre a intimidade com as pessoas. O único relacionamento sério que teve foi com a fotografia. Num olhar estrangeiro sobre “o pitoresco”, retrata com uma visão romântica o Portugal à beira-mar plantado, a típica Nazaré e a labuta dos pescadores.
(texto:CPF)

31 agosto, 2009

=ColecçãoàVista= 29

Bert Hardy (1913–1995), Row of Sickles, Portugal, Setembro de 1955
Colecção Nacional de Fotografia © Centro Português de Fotografia

Colheita do Arroz


Bert Hardy é um autodidacta. Começou a trabalhar em 1927 como assistente de laboratório no Central Photo Service, em Londres, onde permaneceu até 1936. Foi um dos primeiros fotógrafos a usar uma Câmara Leica de 35 mm, em 1938. De 1941 a 1957 é um dos repórteres da célebre revista Picture Post e será nesta fase que visita Portugal, da Nazaré ao Alentejo, nomeadamente em 1951 e 1955. Nesta revista semanal publicou esta e outras imagens, no artigo intitulado “The Rice Harvest” (sobre a colheita do arroz em Portugal) a 29 de Outubro de 1955.
Foi o fundador da Grove Hardy Ltd. em conjunto com Gerry Grove. Trabalhou ainda como freelancer em fotografia publicitária, ganhando um prémio, com o cartaz para os cigarros Strand, em 1960. Tornou-se agricultor depois de 1964.
(texto:CPF)

25 agosto, 2009

=ColecçãoàVista= 28

Alfredo Cunha (1953), Estaleiros do Douro, 1997
Colecção Nacional de Fotografia © Centro Português de Fotografia

Fotografia Directa

Alfredo Cunha é filho de fotógrafo. Começou a fazer fotografia por obrigação. É após uma viagem à Suécia, no início da década de 70 do século XX, do contraste suscitado entre diferentes realidades, que, no regresso a Portugal, toma consciência que a fotografia lhe permite registar um país desadequado. O 25 de Abril dá-se quando tem 20 anos e trabalha no jornal O Século como repórter, arrepende-se até hoje de ter tirado poucas fotografias. A sua preocupação social está patente no seu trabalho e nesta imagem publicada no livro A Norte. As suas imagens incluem toda a informação necessária sobre o homem, vê-se o ambiente e o material de trabalho. São imagens directas, sem qualquer efeito fácil.
(texto:CPF)

17 agosto, 2009

=ColecçãoàVista= 27

Dominique Mérigard (1964), Sem título, 2001
Colecção Nacional de Fotografia © Centro Português de Fotografia

Terra fecunda

Dominique Mérigard, nascido em Châtellerault, em 1964, e com uma carreira no mundo da fotografia bastante extensa, a par da actividade de professor, inspirou-se, tal como tantos outros autores, na região única do Douro. O olhar deste fotógrafo francês trespassa esta zona de contrastes, produzindo imagens de uma terra envolta em mistério, mas onde a acção humana está presente pela imposição da sua vontade e força de trabalho. A presença do homem completa a paisagem da natureza dura mas bela. As vinhas são o mote da fecundidade onde o vinho gerado alimenta e fortalece os varões na luta intemporal contra a austeridade campestre. São imagens contemplativas que nos transportam para o fenómeno do Douro, terra geradora de sentimentos.
(texto:CPF)

04 agosto, 2009

=ColecçãoàVista= 26

Neal Slavin (1941), Jeweller, 1968
Colecção Nacional de Fotografia © Centro Português de Fotografia

Olhar Peregrino

Nascido em Brooklyn, em 1941, Neal Slavin destaca-se como fotógrafo, trabalhando com pequenos e médios formatos, e ainda como cineasta e produtor.
Slavin procura para a sua obra “identidade e percepção, pessoas públicas e privadas”. Revela um especial interesse por “imagens simbólicas”, que expressam emoções e ideias.
Em 1968, Slavin recebe uma bolsa e vem para Portugal fotografar aspectos arqueológicos. Acaba também por captar outras imagens, das quais se destaca a dezena representativa, que enriquece, desde 1997, a Colecção Nacional de Fotografia do CPF.
Também conhecido pelo seu trabalho editorial na The New York Times Magazine e Rolling Stone, Slavin tem, mais recentemente, dedicado especial atenção à direcção de filmes.
Neal Slavin fotografa quem estamos a tentar ser, a fim de descobrir quem realmente somos.
(texto:CPF)

21 julho, 2009

=ColecçãoàVista= 25

No. 1 Brownie Camera, model B. Eastman Kodak Company, Rochester, Nova Iorque, EUA
Colecção de Câmaras © Centro Português de Fotografia

“You press the button, we do the rest”

Em 1888 George Eastman apresentou ao mundo a No.1 Kodak Camera, e com o slogan You press the button, we do the rest (você carrega no botão, nós fazemos o resto) revolucionou todo o conceito de fazer fotografia. Pela primeira vez, o acto fotográfico restringe-se à captação da imagem em si. As provas finais passam a ser feitas em laboratórios comerciais.
Em 1900 é lançada a Kodak Brownie. Esta pequena e simples câmara, que custava apenas um dólar, era tão fácil de usar que as suas campanhas publicitárias se dirigiam às crianças enquanto potencial público-alvo. Teve tanto sucesso que durante setenta anos foram criados 125 modelos diferentes, isto é, milhões de câmaras produzidas e distribuídas em vários pontos do mundo.
Finalmente, a fotografia havia deixado de ser um mistério exclusivo do fotógrafo para passar a estar ao alcance de todos.
(texto:CPF)

15 julho, 2009

=ColecçãoàVista= 24

Wolfgang Sievers (1913 – 2007), Igreja Alemã, Lisboa, 1935
Colecção Nacional de Fotografia © Centro Português de Fotografia

Fuga aos nazis

“Levei horas para tirar esta fotografia, tudo por causa das três bandeiras: tive de esperar muito tempo até que a bandeira portuguesa ficasse bem desfraldada, a alemã só um pouco e a da suástica nazi nada mesmo.”
Em 1933, a Alemanha não é o lugar ideal para um filho de pais cristãos, cujos avós maternos são judeus, o que faz dele, não por opção, mas por nascimento, judeu. Wolfgang Sievers é enviado pelo pai, Professor Johannes Sievers, para Portugal ao cuidado do embaixador da Alemanha, Hans Freytag.
Viveu calmamente em Portugal nos anos de 1934 e 1935, viajando e fotografando pelo país. O seu trabalho desenvolve-se posteriormente e fica conhecido como fotógrafo industrial do século XX, mas a sua história pessoal está patente nas suas fotografias sobre a Alemanha, Portugal e Austrália.
(texto:CPF)

05 julho, 2009

=ColecçãoàVista= 23


Federico Patellani (1911-1975), Nazareth, Dezembro de 1946
Colecção Nacional de Fotografia, CNF 1694 © Centro Português de Fotografia

No corpo da realidade

Federico Patellani, um fotógrafo italiano de época, dos rostos e das pessoas do povo, com trabalho ofuscado pelo sucesso de Cartier-Bresson, Robert Frank, Edward Weston ou Paul Strand, ainda assim soube afirmar o que de melhor tem a sua obra. Reuniu imagens que vão desde simples passeios, a retratos de pintores e escritores, passando por tradições e pobreza. Com um estilo centrado na verdade e na vontade de fornecer um documento da realidade circundante, fortemente influenciado pelo estilo da revista Time e o pelo fotojornalismo, Patellani não resiste àquilo que vulgarmente chamamos de “fotografia turística”. É na Nazaré que capta nobres imagens, representadas na Colecção Nacional de Fotografia, de uma gente que lhe oferece tudo o que ele quer desenhar com a luz.
(
texto: CPF)

29 junho, 2009

=ColecçãoàVista= 22


Gilbert Fastenaekens, Oberhamen (D), 1983
Colecção Nacional de Fotografia © Centro Português de Fotografia

Nocturno

Enquanto o resto do mundo dorme, o fotógrafo belga Gilbert Fastenaekens conduz as suas excursões para a escuridão. O conceito do não iluminado define o tom dos seus trabalhos. A noite é um momento prolongado de várias horas em que o peso dos minutos e da passagem do tempo é libertado. O ritual desta abordagem e o método sistemático conferem às imagens os elementos de uma contemplação do estado das coisas. Dos seus primeiros ensaios (1980) derivam vislumbres inquietantes do estudo nocturno da paisagem urbana e industrial. Denunciando as virtudes da restrição e dos limites, pontualmente regressa aos lugares fotografados, produzindo imagens sem grande espectacularidade ou emoção, mas marcadas de estabilidade e reflexão. A utilização de tons preto e branco é subtil, a luz difusa e a perspectiva equilibrada e “emoldurada”.
(texto:CPF)

22 junho, 2009

=ColecçãoàVista= 21


Carlos Relvas (1838-1994) Golegã, O atelier Relvas, 1885
Colecção Nacional de Fotografia © Centro Português de Fotografia

Carlos Relvas

Foi um dos pioneiros da fotografia em Portugal. Homem de inúmeros talentos, Carlos Relvas era muito respeitado, especialmente na sua terra natal, a Golegã. Além de ser um fotógrafo de excepção, destacou-se como toureiro e esgrimista. Como gestor agrícola foi responsável pela introdução de técnicas inovadoras. Tinha um carácter bondoso, o que o tornava especialmente estimado pelos pobres - uma espécie de amigo do mundo. A fotografia foi a sua grande paixão. Produziu imagens de grande qualidade artística e recebeu vários prémios resultantes de exposições na Europa e nos Estados Unidos. Depois de comprar o melhor equipamento então existente, mandou construir de raiz na Golegã, ao lado do Palácio Relvas, o primeiro atelier fotográfico do país. A actual Casa-Museu Carlos Relvas constitui uma preciosa jóia da arquitectura.
(texto:CPF)

09 junho, 2009

=ColecçãoàVista= 20

Ben Shahn (1898-1969), Woman Seated at Window, N.Y.C., 1932
Colecção Nacional de Fotografia © Centro Português de Fotografia

O artista de múltiplas facetas

Nascido em Kaunas, Lituânia, em 1898, Ben Shahn emigra para a América em 1904. Comprometido com os seus ideais e repúdio pelas injustiças sociais, o judeu Benjamin Zwi Shahn é um dos mais importantes e respeitados nomes norte-americanos do século XX e escolheu falar ao mundo através das suas obras de pintura, litografia e fotografia.
Ben Shahn é um representante social. Uma análise mais profunda da sua arte e percurso de vida revelam as diferentes facetas do fotógrafo; por vezes imigrante judeu do leste europeu e, em muitas outras, artista americano de sucesso.
É na cidade de Nova Iorque que o seu trabalho pode ser visto enquanto documentário social. Membro do programa FSA (Farm Security Administration), viaja pelo sul da América e documenta as condições das populações rurais pobres ao lado de Walker Evans, Dorothea Lange e outros fotógrafos convidados.
(texto:CPF)

03 junho, 2009

=ColecçãoàVista= 19


Ramón Zabalza Ramos, Mocejón, Toledo, 1986
Colecção Nacional de Fotografia © Centro Português de Fotografia


Tempestade

As viagens de Ramón Zabalza ao interior de Espanha tinham como objectivo perceber as diferentes culturas. As particularidades encontradas nos ciganos e a documentação escrita existente motivaram-no a interessar-se verdadeiramente por este povo e a levar a cabo o projecto de o retratar.
Durante 20 anos Zabalza acompanhou várias famílias ciganas. Em 1995 publica o livro Gypsies Portrayed, photographes and reminiscences que, entre outras coisas, demonstra a curiosidade pela forma de vida, a convivência, a experiência e a capacidade de observação do fotógrafo. Num acampamento em Mocejón, Zabalza não teve autorização para fotografar, mas deixou-se ficar por perto, observando. À meia-noite trovejou imenso e os ciganos desmontaram as tendas, carregaram os carros e fugiram enquanto Zabalza os fotografava às escuras.
(texto:CPF)

27 maio, 2009

=ColecçãoàVista=18

Félix Bonfils (1831–1885), Caire, Tombeaux des Mameluks, Cairo, Egipto, c. 1870
Colecção Nacional de Fotografia © Centro Português de Fotografia


Fotografia arqueológica

Estas imagens permitem-nos, para além da beleza da composição, ter uma perspectiva histórica do desenvolvimento urbano e dos monumentos antigos, há mais de 130 anos. Félix Bonfils foi um fotógrafo francês que desenvolveu a sua actividade no Médio Oriente. Nasce e vive em França até 1867, altura em que se muda com a família para Beirute, onde abre, com a sua mulher, Lydie, o estúdio Maison Bonfils. Esta designação seria alterada em 1878, passando a F. Bonfils et Cie quando o filho, Adrien, toma conta do negócio. Recorre ao processo de colódio húmido e regista o Egipto, Líbano, Palestina, Síria, Grécia, Istambul (na época Constantinopla), produzindo vários álbuns, impressões e cartões estereoscópicos (fotografias coladas num cartão que quando visualizadas por um estereoscópio produzem um efeito tridimensional).
(texto:CPF)

 
free web page hit counter