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26 julho, 2007

 fotografiafalada

Agrelos, Serra do Barroso, Agosto de 1981
(© Georges Dussaud)

Esta é duma reportagem sobre as debulhadas. Era Verão. Fazia muito sol e calor. Uma mulher que estava à janela convidou-nos a beber um copo de vinho. Disse-lhes que as ia fotografar e elas puseram-se nesta posição. São mãe e filha, e esta pôs o cão sobre os joelhos. Vi nele o filho que ela não teria. Foi algo perturbador: há uma evidência de pobreza, mas ao mesmo tempo uma dignidade impressionante.

(Georges Dussaud)
Depoimento recolhido por Sérgio C. Andrade, Público, 23.07.2007

Retrospectiva de Georges Dussaud
Centro Português de Fotografia
Campo Mártires da Pátria, Porto
De ter. a sex., das 15h00 às 18h00. Sáb., dom. e feriados das 15h00 às 19h00
Entrada livre
Até 16 de Setembro

10 maio, 2007

 fotografiafalada


As epifanias são momentos únicos - e as flores não se repetem. Estas surpreendem-me sempre. Resultam de uma empatia - e de uma espera. Tudo o que é visto com muita atenção se torna extraordinário. As flores são grandes espectáculos que estão à nossa espera.

(Susana Neves)
(Público, 07.05.2007)


Viagem ao Pólen Sul. Susana Neves
Nouvelle Librairie Française (Instituto Franco-Português)
Av. Luís Bívar, 91 , Lisboa
De seg. a sex., das 10h30 às 19h30. Sáb., das 10h00 às 12h30
Tel/Fax: 351 213.143.755
E-mail: nlfdel@mail.telepac.pt
Até 31 de Maio

03 abril, 2007

 fotografiafalada

Dois Cristos numa rua escura (© Letizia Battaglia)

Palermo, 1982. De noite, enquanto jantávamos, chegou o telefonema. Sabíamos que tinha acontecido alguma coisa. Numa rua pequena, muito escura, estava um homem caído no chão. A polícia chegou, acendeu uma luz, um polícia levantou a camisola e viu-se este Jesus. Foi uma coisa muito forte. A minha mãe quando viu esta fotografia disse “São dois Cristos”. Estas tatuagens fazem-se na prisão, sabe? Mas era um homem sem nada de especial. Mataram tantos... ele está aqui porque tinha este Cristo.
(Letizia Battaglia)
Depoimento recolhido por Alexandra Prado Coelho
(Público, 19.03.2007)


Letizia Battaglia - Paixão, Justiça, Liberdade
Libritalia, R. do Salitre 166b.
Até 29 de Abril
Dias 4, 11 e 18 de Abril, documentários sobre a máfia às 19h30

28 fevereiro, 2007

 fotografiafalada


Sacavém, Lisboa. (© Patrícia Almeida)

Gosto de fotografar de um ponto alto. De cima para baixo. E gosto desta composição da figura no espaço e mesmo da posição dele. Interessa-me fotografar pessoas num estádio intermédio, quando estão à espera de alguma coisa, a entrar, a sair, a observar. Tento captá-las quando estão numa acção não muito concreta, que pode vir a acontecer, mas que ainda não está lá, ainda está fora da imagem. Essa acção vai acontecer a seguir, numa fase que já não vemos.
Aqui não estamos perante um personagem, mas uma figura. Tento encontrar espaços onde exista alguém, uma pessoa. Isso faz com que o espaço ou a paisagem sejam activados e se criem relações através de determinada acção. O espaço passa a ter outra leitura. Com pessoas o espaço deixa de ser apenas topográfico, é já o sítio onde acontece ou pode acontecer qualquer coisa. Isso tem a ver também com o título
Locations, uma ideia difusa de lugar, a posição de qualquer coisa em relação ao espaço.
(Patrícia Almeida)


Locations, de Patrícia Almeida
[Kgaleria]
Rua da Vinha, 43A
Tel.: 21 343 16 76
Email: kgaleria@kameraphoto.com
De quarta a sábado, entre as 15h00 e as 20h00.
Até 24 de Março

19 fevereiro, 2007

 fotografiafalada

© Dean Sewell

Trabalho notável de um fotojornalista australiano que foi das primeiras pessoas a estar presente em Aceh, na Indónesia, uma das províncias que mais sofreu com o tsunami, em Dezembro de 2004. Quando se fala da fotografia de grandes catástrofes põe-se logo o problema da estetização da dor. Por um lado o fotojornalismo, que é extremamente imediato, responde logo à desgraça alheia, não dá tempo para as pessoas começarem a pensar em termos estéticos de composição da imagem. Há nesta exposição [INGenuidades...] imagens do furacão Katrina em que o ponto de vista é completamente diferente. Aqui não houve o pudor de evitar pessoas. Pelo contrário, a objectiva procura-as para dar ideia do drama desta familia que perdeu tudo e que anda por ali à procura dos restos que possam aproveitar da sua casa, todas as recordações.
(Jorge Calado)

 
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